04/07/2009   RSS posts: 9.880comentários: 26.110 updaters: 431
Bem-vindo(a) ao Updaters - Alameda Mamoré, 535 Alphaville - Barueri - SP (11) 4166.5701 / wagnerbrenner@gmail.com

Author Archive for Alexandre Inagaki

Capitu, os Mil Casmurros e a TV Globo na Web

O romance Dom Casmurro, uma das muitas obras-primas de Machado de Assis, vem despertando paixões, discussões e polêmicas desde a publicação de sua primeira edição, em 1899. Dentre tantos motivos, por ter legado a fascinante figura de Capitu, a personagem dos “olhos de ressaca” que recentemente motivou a publicação de um livro, Quem é Capitu, composto por ensaios, crônicas e contos escritos por nomes como Millôr Fernandes, Lygia Fagundes Telles e Luis Fernando Veríssimo instigados pela dúvida mais conhecida da literatura brasileira: houve ou não a traição a Bentinho?

Luiz Fernando Carvalho, diretor da minissérie Capitu, que será exibida de 9 a 13 de dezembro na rede Globo, também é autor de um dos textos desse livro, publicado pela editora Nova Fronteira. E, a fim de divulgar essa adaptação para a TV, que trará as atrizes Letícia Persiles e Maria Fernanda Cândido personificando Capitu, duas ações foram criadas pela agência LiveAD, com desenvolvimento da Simple Brasil e design da Sant.a. A primeira, Capitucrossing, deixou cerca de dois mil DVDs com imagens da minissérie em locais públicos de 5 cidades - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Brasília -, com instruções para repassar o material a outras pessoas e compartilhar suas impressões no site.

Uma leitura coletiva de Dom Casmurro na WebA segunda ação é o projeto Mil Casmurros, a maior leitura coletiva já promovida de Machado de Assis. Dom Casmurro foi dividido em mil trechos, disponibilizados na Web para que internautas de todo o país possam lê-los e gravá-los, por meio de webcams e câmeras digitais.  Nomes como Tony Ramos, Camila Pitanga, Regina Duarte, Ferreira Gullar, Elke Maravilha e Fernanda Lima já deixaram seus vídeos de leituras no site. De minha parte, já tratei de gravar o meu vídeo; outro updater que deixou sua leitura por lá foi o Neto.

Conforme já havia sido relatado por Daniel Castro em sua coluna na Folha de S. Paulo de 21 de novembro, a Globo pretende multiplicar suas ações de divulgação na internet. Uma nova sessão, “Por Dentro da Globo”, trazendo informações em tempo real sobre todos os seus programas, e novas ações utilizando ferramentas como o Twitter estão programadas. Os sites Capitucrossing e Mil Casmurros prometem ser apenas o começo de uma nova era para a TV Globo na internet.

Os Gêmeos apagados em São Paulo e consagrados no exterior

os-gemeos-sampa.jpgHá tempos ocorre por estas plagas o estranho fenômeno no qual o Brasil só reconhece o valor de certos artistas depois que eles recebem o merecido reconhecimento lá fora. Os exemplos são muitos, e sem esforçar muito a memória recordo do caso de Tom Zé. Um dos mentores do Tropicalismo, nunca recebeu o devido reconhecimento por aqui, até que David Byrne, líder do grupo Talking Heads, descobriu durante uma de suas viagens ao Brasil o vinil de “Estudando o Samba” em um sebo, encantou-se com aquelas composições e contratou o cantor e compositor baiano para o seu selo Luaka Bop. Resultado: Tom Zé, que estava a ponto de abandonar a carreira musical para ir trabalhar em um posto de gasolina em sua cidade natal, Irará, no interior da Bahia, lançou no exterior o álbum “The Hips of Tradition” em 1992 (após ter amargado oito anos sem qualquer contrato com gravadoras), foi consagrado pela crítica lá fora e, enfim, passou a ser visto com outros olhos em sua própria terra.

Menos mal que a dupla de grafiteiros Os Gêmeos, alcunha utilizada pelos irmãos paulistanos Gustavo e Otávio Pandolfo, não chegou ao ponto de cogitar abandonar suas atividades artísticas. Porém, não posso deixar de lamentar o fato de que, tal qual Tom Zé e muitos outros nomes como Alberto Cavalcanti, Laurindo Almeida, Trio Mocotó e Bebel Gilberto, eles só estão ganhando o merecido reconhecimento na Terra Brasilis após serem reconhecidos no exterior.

O maior exemplo do que digo está na foto que ilustra este post, que achei no Flickr de Fran Mosquera. O grafite acima, que fazia parte de um painel feito há seis anos, de mais de 700 metros quadrados, na Avenida 23 de Maio, pelos Gêmeos na companhia de outros grafiteiros como Nina Pandolfo, foi apagado “sem querer” por uma empresa contratada pela prefeitura de São Paulo no começo deste mês. Ironicamente, esse atentado à street art ocorreu no momento em que Os Gêmeos foram convidados a pintar as paredes externas do castelo de Kelburn, o mais antigo da Escócia, e a fachada da Tate Modern, uma das mais importantes galerias de arte de Londres. Em tempos nos quais museus paulistanos como o MASP e a Pinacoteca do Estado sofreram roubos recentemente, o que dizer de um caso como este no qual uma obra inestimável de street art foi simplesmente apagada e extirpada da visão de nossos olhos embotados de cinza?

A quem ainda não conhece a obra de Os Gêmeos, recomendo assistir ao vídeo abaixo, que encontrei no Portal Senai Design. Cada vez que o vejo, fico mais indignado com o crime que foi cometido contra a arte urbana brasileira.

Ellen Page no Saturday Night Live

O Saturday Night Live que foi exibido nos EUA dia 1º de março teve como apresentadora convidada Ellen Page, recentemente indicada ao Oscar de melhor atriz por Juno. O site da ABC disponibilizou uma das esquetes do programa - um SNL Digital Short que satiriza um dos clichês mais amarfanhados dos filmes de terror: o momento em que alguém acorda esbaforido após um pesadelo. Mas… teria sido mesmo um mero pesadelo? Deleitem-se com o vídeo abaixo, em que Page contracena com o sensacional Andy Samberg.

Em tempo: confiram o Ellen Page Brasil, blog tupiniquim criado para homenagear uma das atrizes mais promissoras dos últimos tempos.



Close

Close