- O mãe?
- O que é?
- Se um disco voador descesse no nosso quintal, o que a senhora faria?
- Não sei, filho.
- A senhora ficaria com medo?
- Acho que sim.
- Humm … e se eles quisessem trocar o papai por um deles?
- O quê, menino?
- Uma troca: o papai vai para o espaço e um deles fica aqui.
- Como eles são?
- Ah, devem ser baixinhos e verdes.
- Então, não. De baixinho basta o seu pai.
- E se eles fossem altos e verdes?
- Para de bobeira, menino.
- A senhora trocaria o papai por um marciano alto e verde?
- Não.
- Só porque é verde?
- Vai ver TV que eu preciso acabar o jantar.
- E o papai. Será que ele trocaria a senhora por uma marciana?
- Baixa e verde?
- Não, alta e loira.
- Loira?
- E bonita.
- Ah é? Porque a marciana do seu pai é bonita e o meu é verde?
- Sei lá. Vai ver ela veio de outro planeta.
- Onde você está indo, menino?
- Vou ver TV.
- Não, não. Volta aqui. Você viu a marciana?
- Ahã.
- No quintal?
- Não, na padaria.
- E como você sabe que ela é uma marciana?
- Foi o que o papai me disse.
- Desgraçado.
- O que, mãe?
- Nada filho, nada. Deixa eu acabar o jantar que hoje o papai vai para o espaço.
Author Archive for cris del nero
Bom, lembrem-se que a segunda pergunta não precisa ser respondida. Vejam o vídeo e me digam se existe algum truque ou se o elefante desenha melhor do que eu.
Sou virginiana e amo ler. Pra quem nunca viu de perto um virginiano 100% organizado e crítico, isso significa que eu sou chata pra cacete. Principalmente quando se trata de guardar meus livros. Todos precisam estar protegidos da poeira, livros de um mesmo autor precisam ficar juntos (não, ainda não cheguei ao ponto de colocá-los em ordem alfabética, quem sabe um dia), os títulos têm que ficar à vista e de preferência, todos precisam ficar de pé e nenhum deles pode ocupar o mesmo lugar no espaço. Ou seja, as minhas estantes têm prateleiras retas e na horizontal e portas de vidro. Não guardo todos os livros que leio. Quando leio uma bobagem, passo pra frente. Mas os meus tesouros, como os do Luís Fernando Veríssimo (não, eu não empresto), do Gabriel García Márquez, Mário Vargas Llosa e outras obras primas, vão morrer comigo. E vão sobreviver até lá. Por isso, quando eu vejo alguma estante sem nenhuma função, a primeira coisa que eu penso é que o designer que a criou pode até ter lido “Samba, o cachorrinho na floresta”, mas nunca guardou nenhum livro. Vejam alguns exemplos: 1- Bonitinha, mas ordinária: pra quem tem uns 4 livros. 2- Livro é pra enfeitar: você compra o livro de acordo com o espaço nas prateleiras. 3- Livro, o que é isso?: boa para … hum, deixa eu pensar um pouco. 4- Estante para bagunceiros: você guarda os livros e eles ficam desorganizados. 5- Estante para bêbados: você sempre tem a sensação de que seus 6 livros estão se mexendo. 6- Perdidos no espaço: também só serve para enfeitar. O ideal e deixar só a capa e jogar o resto fora. 7- Estante neura: todo dia antes de sair de casa, eu ia passar horas ajeitando os livros. 8- De volta para o útero: é feia de dar dó. 9- Eu bebo sim: mesmo sóbrio você acha que está “zuzu” bem. 10- Estante varal: boa também para pendurar roupas. 11- Estante skate: assim as crianças vão seguir o exemplo do nosso presidente: ler é chato. 12- No teto: cada vez que você for pegar um livro, chame os bombeiros. 13- Bagunça geral: socorro! 14-O Marceneiro é péssimo: é a única explicação. 15- Ahhhhhhh. 16- Cabide de livros: bom pra quem guarda as roupas íntimas num arquivo. 17- Estúpida. 18- Para cardiologistas: Se bem que eu não confiaria num médico que só leu 2 livros. 19- Desconfortável: você lê duas páginas e vai para o massagista. 20- Um pra lá, dois pra cá: pra que descomplicar, né? Bom, já desabafei e me sinto melhor. Bom dia a todos.
Receber o diagnóstico de um câncer deve ser uma das coisas mais difíceis do mundo. Dá medo até em pensar. Por outro lado, vencer essa doença deve ser um milhão de vezes mais recompensador do que qualquer outra coisa. Uma amiga minha, a Mirela Janotti, venceu e conta sua luta num livro, bem humorado e inspirador: Força na Peruca. Tragédias e Comédias de um Câncer. O lançamento vai ser no dia 11 de março, na Livraria da Vila - Casa do Saber, na Rua Dr. Mário Ferraz, 414, Itaim. Ainda não li o livro, mas pela capa e pelo título dá até para ter certeza de que o bom humor foi essencial para ganhar da doença. E o mais legal, no final, o bem venceu o mal.
Lendo o post da Cris sobre animais, me lembrei do Vilão. Só quem tem cachorro sabe o quanto eles falam com os olhos, com a sabedoria de quem está na terra há mais tempo do que os homens. E mesmo que eles façam coisas irracionais, como correr atrás do rabo ou ficar horas roendo uma bolinha velha, basta olhar para um cachorro para ter certeza de que ele sabe mais do que deixa transparecer. Quem conheceu o Vilão tem certeza que sim. Vilão era um vira-lata pretinho e atarracado, que se fosse homem, seria do tipo baixinho e invocado, que não leva desaforo para casa. Ninguém sabe de onde veio, nem quantos anos tinha. Um dia chegou e resolveu viver num estacionamento, onde tomou posse de uma casinha, com direito a água e comida, que pedia aqui e ali. Até que bem no lugar da sua casinha, resolveram construir um prédio. Despejado, Vilão atravessou a rua e entrou na farmácia. Como era conhecido de todos, logo se esparramou pelo chão. E lá ficou. Era o primeiro a chegar e o último a sair. Zelava pelo lugar, latindo para alguns clientes e perseguindo pneus de carros. Nas horas vagas, dava suas voltinhas e vez ou outra voltava para a farmácia todo esfolado (até parece que sabia), onde o Sr. Edson, o farmacêutico, fazia seus curativos. Um dia, na hora de fechar a farmácia, o Sr. Edson não suportou o olhar carente do Vilão. Fez um teste: “Vilãozinho, vamos para casa”?
E lá foi o Vilão, seguindo seu novo dono. Ao entrar no prédio, não quis subir pelas escadas. Empacou. Tiveram que subir pelo elevador. Vai ver estava se acostumando à boa vida. Dentro do apartamento se portou como um cachorro de madame. Comeu, bebeu água e se deitou quietinho na sua cama quente e macia.
Mesmo assim, Vilão fazia questão de manter seu status de vira-lata: não usava coleira nem por decreto e fazia questão de latir para todos os lixeiros que via. De manhã cedo seguia seu dono até a farmácia, e a primeira coisa que fazia era checar se os seus tesouros ainda estavam debaixo do balcão. Era lá que ele guardava os ossos e biscoitos que ganhava dos fãs. Nos dias de feira, sempre voltava com uma banana na boca. O mais sensacional é que ele comia metade da banana e guardava a outra metade para mais tarde, com a experiência de quem já passou fome. Entre uma refeição e outra, cobrava pedágio na esquina da padaria, cercando os clientes até conseguir um pão de queijo. O Vilão era um vira-lata que tinha estilo. Numa tarde saiu e não voltou na hora de costume. O farmacêutico esperou, mas como já era tarde da noite, fechou a farmácia e foi pra casa, com o coração apertado. 15 minutos depois, o porteiro interfona:
– Seu Edson, o Vilão tá subindo.
– Como?
– Ele chegou e foi direto para o elevador. Apertei o botão do andar. Vai abrir a porta que ele deve estar chegando.
Nunca mais vi o Vilão. Nós dois nos mudamos de bairro. Se já morreu, pelo menos uma coisa me consola: com aquele olhar tenho certeza de que ele entrou no céu.
Sabia que o Tiranossauro Répteis é um réptil? (Vanessa)
Vi um apartamento muito legal: são 2 quartos e um 3º conversível. (Blohm)
Nessa última viagem que eu fiz para a Bahia, a delegação olímpica dos paranormais estava todinha no avião. (Cao)
Vocês foram ver a cidade oceanográfica da Globo? (Heron)
Acho que esse foi o “Bang” do milênio. (Samuka)
Acho estranho quem nasce em Roma ser chamado de Romano. Romano me lembra aqueles caras antigos, com roupa branca, da Grécia. Uma coisa de espártaco. (Cyntia Bakaleiko)
Se você fizer isso, vai dar na mesma. Vai trocar 8 por 80. (Cris Salgueiro)
Eles estão com um andar inteiro desarquivado. (Pat Camirelli)
Como é que eu falo “tônico fornificante” em inglês? (Patrícia Oliveira)
Bem feito pra mim que acordei cedo e antes mesmo do sol nascer estava no parque do Ibirapuera andando, que nem uma besta quadrada. Porque eu não liguei o computador antes e vi esse comercial da Hawaiichair? Podia ficar sentadinha e perder algumas calorias, aqui mesmo na minha casa. Ai, ai, ai.

Estas tortinhas são tão lindas que dá até vontade de comer. E as xícaras de café, então? Elas fazem parte da coleção de pincushions da artesã Betz White e são feitas com pedaços de blusas de lã velhas. Como? Eu descobri. Neste link você assiste um vídeo do programa da ex-presidiária Martha Stewart, onde a Betz ensina como fazer a xícara. Sabe que assistindo nem parece tão difícil!
Eu ainda vou ser atacada por um grupo de japoneses furiosos, que vão me obrigar a comer peixe cru e arroz enrolado em fita isolante. Mas não dá pra deixar passar um vídeo como esse. Aula de inglês misturada com aula de ginástica. Deve ter uma lógica que meu cérebro não consegue entender. Reparem no lenço que um dos bandidos (sim tem bandido no vídeo) está usando para cobrir o rosto, que na verdade, cobre somente suas narinas. Enjoy 1,2,3, it.
Matilde, Matilde. Depois a gente tem que ouvir que mulher não sabe usar o cartão de crédito. Tenha dó, minha filha. Sorte sua que o Lula é camarada, não quer nem ouvir falar no assunto. Se fosse marido! Mas deixa o Jabor falar, que é melhor.
Sabe aquelas coisas que você fala sem pensar, ou fala achando que está abafando? Há anos coleciono frases desse tipo, conhecidas como Hienas*, que incluem desde frases sem sentido, até as mais geniais. Como o Wagner me pediu mais de uma vez, hoje vou colocar algumas delas aqui e perder um monte de amigos.
O meu cachorro é da raça Pentium. (Paulo Manetta)
No antigo Egito parece que o pessoal trabalhava 52 horas por dia. (Ricardo Barcelos)
Você começa a apresentação assim: ladies and germanies. (Alessandra Zanetti)
O cara foi ordenhado padre. (Andréa da Costa Silva)
A sua filha já tomou a vacina tríceps? (Mirella)
O médico delatou os meus olhos. (Elaine Samara)
Sabe aqueles caras que tiram fotos na rua, os Mela-Mela? (Adriana de Gennaro)
Águas passadas não removem montanhas. (Gabriela Guerra)
Com as mulheres eu sou que nem café: volúvel. (Ricardo Barcelos)
De graça, até ônibus na veia. (Ivonne Olmo)
Eles vão lançar um carro 16 volts. (Vanessa)
Algumas pessoas atraem brincadeiras de todos os tipos no trabalho, ou porque são legais, ou porque são chatas mesmo. Quem nunca passou alguns minutos se divertindo com bobeiras, do tipo, encher o guarda-chuva fechado de alguém com papel picado, embrulhar mesa, cadeira, computador e tudo o que está em cima da mesa? Ninguém? Bem, esses caras do vídeo fizeram ainda melhor. O dono do cubículo tirou férias e quando voltou teve uma surpresa daquelas.
