
A crise da revista Playboy (tirando os outros negócios - tipo site, tv paga, etc) vem se consolidando em vários mercados em que ela atua, e a CEO Christie Hefner, filha do dono, até apareceu em São Paulo ano passado para falar do assunto. Bem, eles contrataram a Grey Argentina para uma ação de ativação que fosse realmente interessante e mudasse um pouco as plataformas de contato convencionais utilizadas pela revista. De forma resumida: os hermanos então criaram um hotsite em que convidam mulheres que gostariam de posar para a revista a fazer ensaios pela webcam, para ter uma espécie de casting on-line. Neste primeiro ensaio, existe uma ferramenta interativa que vai dando dicas para a “candidata”, incluindo um fotógrafo virtual, e algum código de ética (como, por exemplo, nada de nudez explícita). Os photoshoots serão postados em álbum on-line para votação popular e, bingo, a mais votada ganha ensaio de verdade na revista. Para usar a ferramenta tem que ser maior de idade (claro), fazer o cadastro e votar ou ser votada(A). Você pode, inclusive, indicar alguém do seu agrado.
Author Archive for Daniel da Hora (Recife/PE)
Mais uma dos hermanos: ação da Del Campo S&S para s cerveja Andes. Basta ver o filme abaixo e se divertir… Quanto vai ter um desses por aqui?

Dica do Leo Mello via twitter

Demais! A National Geographic acabou de lançar uma edição contendo todos os 120 anos de sua atividade, em um formato diferenciado: Hard-Disk de 160Gb. Ao invés dos incômodos DVD’s ou Blu-Rays que precisariam ser trocados pela quantidade de conteúdo, basta plugar o HD na porta USB e pronto. O documento possui inúmeros features, incluindo todas as versões impressas da revista, vídeos, imagens em HiRes e mais recursos que necessitam acesso à internet. Custa menos de U$200, mas só para o mercado americano e canadense (sei…). O HD vem com espaço sobrando para futuros upgrades. Update or Die. Quero o meu!!!
Ok, o título é podre. Mas revendo o post do Robi (aqui) sobre a ação de rua do Mini Cooper, e alguns links depois, dei de cara com esta outra ação, da Heineken, coincidentemente também na Holanda. A despeito de ser algo “barato” e impactante, penso que as ruas de Amsterdã pode virar, no curto prazo, um imenso armazém a céu aberto. Brincadeiras à parte, o ação de rua da Heineken faz referência ao filme “Frigorífico“, sucesso da marca, criado pela TBWANeboko, com produção da CZAR. Será que dava certo aqui no Brasil?

Ontem foi lançada uma ação global da Starbucks, sob o título de Starbucks Love Project. Em parceria com o coletivo (RED), entidade que arrecada fundos para a luta contra o HIV na África, a idéia é ter uma plataforma onde as pessoas coloquem uma performance musical relacionada ao tema. Assim, depois de ações de divulgação no Facebbok, ontem, os usuários que se dispuseram, cantaram juntos a música “All We Need Is Love”, dos Beatles, tudo registrado no site do projeto (aqui). Cada participação gera uma doação da empresa para o fundo global (RED). Segundo dados da Brand Republic é a maior campanha publicitária já feita através de uma rede social (ou da rede social Facebook). A ação conta ainda com participação de artistas importantes, como U2, Dave MathewsBand, John Legend e Playing for Change, gerando um CD para compra on-line. O site ficará disponível e os usuários podem postar suas canções, gravar direto de suas webcams ou editar a partir de ferramenta específica no site, além de criar desenhos sobre o tema. Abaixo, o filme que promoveu a ação:

Vai lá no site, grave sua versão ou faça sua arte e colabore.

Para Darren Solomon, sim. Este músico e produtor (que tocou com Ray Charles) selecionou vários vídeos no Youtube com presença e performances sonoras e criou um mosaico onde o usuário pode “tocar” a música da maneira que achar conveniente. Pura diversão, mas a discussão (já) é velha, mas boa, espécie de obra aberta “umbertoequiana”. Clique aqui e som na caixa.
Genial o trabalho do grupo Women’s Studio Workshop, printhouse localizada em Rosendale, estado de NY. Faz lembrar de como a formação dos designers pós-computador-anos2000 deixou de lado o caráter artesanal como uma alternativa estética viável. Faz lembrar o Arts & Crafts do final do século XIX. Faz lembrar que o handmade, hoje, possui maior valor agregado. Para este mini documentário, o grupo utilizou 3000 fotografias para o stop-motion, mostrando todas as fases do processo. Vale por uma aula de produção gráfica. Aqui, você pode um vídeo sobre o estúdio. Aqui, o site oficial delas.

A gente sabe que já começaram a aparecer as primeiras ações das marcas esportivas para a Copa do Mundo de 2010 há um tempo. Esta da Adidas não vale à pena nem descrever, pois ficaria longe do que realmente pretende em termos de engajamento. Juro que não é preguiça, mas tudo que escrevia ficava ruim. Então, só um conselho: acessa aí o link e voa viagem. Fiquei de cara com a qualidade do filme, do som e dos efeitos.

Seria chover no molhado dizer que o Brasil deve muito à raça negra e que a fundação cultural do nosso país possui nas coisas do candomblé e de sua gente a base da maioria de tudo ligado à cultura popular. Quem quiser se aprofundar nisso tem que ler Gilberto Freyre; e ver Frans Post, Pierre Verger, Albert Eckhout. O que me leva a escrever aqui é como, de forma maestral, o cinema brasileiro soube fazer um filme de ação, com todos os elementos dos folhetins para os mais preguiçosos, mas com profunda ligação ao cinema documental, de autor, que deu origem ao Cinema Novo nos anos 1960. Em “Besouro - O Filme” o publicitário João Daniel dá um presente ao espectador de blockbuster, com lutas elaboradas pelo chinês DeeDee (Matrix, Kill Bill, entre outros), efeitos especiais de primeira, dicotomias de Bem X Mal. O cineasta João Daniel traz uma saga complexa, na qual mais do que mostrar a luta interna, psicológica de um Odisseu negro e sua relutância em assumir a missão que lhe é dada, ele nos denuncia uma das maiores brutalidades culturais que o branco europeu ou não impôs ao falso submisso que veio da África: a proibição da Capoeira e de tudo relacionado ao culto politeísta e animista dos negros. Em certa medida ajuda também a desmistificar o Candomblé, apresentando um pouco da complexidade que envolve aquela mitologia e suas relações com as forças da natureza. Um filme para se ver por tudo isso e por tudo o mais que o cinema nacional pode produzir daqui por diante.
ps.: João Daniel Tikhomiroff é um dos diretores de publicidade mais premiados do mundo, sendo o segundo maior vencedor em Cannes, com 46 leões na jaula. O filme conta com plataforma web que apóia a estratégia de divulgação já há mais de um ano.
Ótima ação integrando filme, mídia in-cinema e live action criada pela Johannes Leonardo NY (do grupo WPP) para as lojas Daffy’s. O evento aconteceu no Ziegfeld Theater em Manhattan, espaço com grande público. Está sendo considerada pela Screenvision como a primeira ação do seu tipo e a idéia era utilizar o budget do cliente de forma eficaz, já que é um varejo não tão grande, e fazer algo que ficasse na mente das pessoas. Além disso, a agência vai utilizar pedaços da ação e da reação do público para editar um filme de 30″, que rodará na rede de cinemas da Screenvision. Abaixo o registro do primeiro dia:

Novíssima e hilariante campanha da McCann New York para a Bisquick (produtos pré-cozidos). “Deixe suas sobras a salvo” é do que trata o enredo da trama, numa ação publicitária 360º, incluindo filme viral, ativação em PDV, mídia convencional e ferramenta web interativa. O filme acima é surreal, mas o site é a ferramenta de convergência do público que pode, entre outras coisas, pesquisar sobre as diferentes formas de “salvar a vida” de suas “sobras”, incluindo, ainda, download de receitas. Os filmes em forma de testemunhais são um gol à parte e garantem maior alcance à campanha.
O livro é um olhar pitoresco sobre como as coisas rapidamente estão se tornando obsoletas, com textos divertidos e informais. Porém, os mais atentos vão perceber que os verbetes trazem importantes pinceladas e referências relacionadas às coisas que “já se foram”, mostrando a capacidade analítica da autora. A idéia é da jornalista Anna Grossman, cronista de costumes novaiorquina que colabora para gente grande como NY Times, Washington Post, Elle, Vogue e Fortune. Por trás de tudo, a vontade de discutir como as mudanças contemporâneas (especialmente tecnológicas) têm colaborado para o esquecimento e obsolescência de coisas interessantes e outras nem tanto. Do ato de escrever cartas à utilização de dinheiro vivo, o texto ganha mais força quando encontra as ilustrações do James Gulliver Hancock. E você, qual sua lista de coisas obsoletas?
