Bem-vindo(a) ao Updaters - Alameda Mamoré, 535 Alphaville - Barueri - SP (11) 4166.5701 / wagnerbrenner@gmail.com

Arquivo do autor IN Hsieh (Beijing/China)

Updater em Beijing: mercado de produtos de luxo e a cultura chinesa

Passeando pelas ruas de Beijing, é possível ver de perto o enriquecimento da população chinesa. Uma boa parte ainda vive abaixo da linha da pobreza, mas milhões conseguiram subir para a classe média e um pequeno grupo tornou-se realmente abastada.

Com frequência ainda maior do que no Brasil, nas ruas é bastante comum ver BMWs, Porshes e Audis (preferido das autoridades), e nas lojas dos grandes shoppings encontra-se as grandes grifes internacionais. E sempre com presença direta no país, sem necessidade de intermediários pela relevância do mercado.

Alguns fatores adicionais estimulam a explosão do setor de luxo na China (crescimento anual de 20% e faturamento atingindo US$ 8 bilhões em 2007), entre eles a cultura da reputação (mianzi).

O mianzi é uma parte fundamental do comportamento chinês. A reputação, familiar e pessoal, deve ser mantida a qualquer custo. Ela funciona tanto de forma positiva para que uma pessoa mantenha-se respeitosa em relação aos princípios, ética e conquistas, quanto de forma negativa quando é alimentada pela posse de bens materiais. Ter um produto de luxo é uma das formas de aumentar a reputação perante a sociedade. Da mesma forma, ao dar um presente, é importante que ele não seja meramente simbólico, ou seja, mais produtos caros.

Está aí um posicionamento para empresas brasileiras que queiram entrar no mercado chinês de consumo, ainda mais que o que é estrangeiro dá mais status. Mais do que a grande maioria das culturas ocidentais, para o chinês ter reputação é (quase) uma questão de vida ou morte.

Updater em Beijing: as várias formas de pirataria

dsc05802b.jpgA China é um grande mercado da pirataria. Tanto do consumo interno quando no fornecimento internacional. Com as Olimpíadas, o governo deu um chá de sumiço no que era vendido em lojas e camelôs.

Para entender a situação como um todo, é importante salientar que, o que costumamos classificar de pirataria, têm modalidades diferentes. A grosso modo, com denominações que achei mais apropriadas (não necessariamente as melhores):

. Falsos: imitação barata ou de boa qualidade de um modelo existente.

. Maquiados: produto de um fabricante qualquer, porém, com identificação de uma marca famosa, sem que esse modelo exista de fato. Em outras palavras, uma fabriquinha coloca uma etiqueta de um nome conhecido em um produto de uma mesma categoria.

. Verdadeiros por fora e falsos por dentro: a parte de fora (a casca, o chassi ou algo similar) é de um modelo  (normalmente original), só que o interior (placa, motor, etc) é de um outro mais antigo ou com defeito. Mais comum em eletro-eletrônicos.

. Verdadeiros desviados: produtos saídos da mesma linha de produção do original, porém comercializados de forma ilegal. Acontece por ação de funcionários ou fruto de roubo. Desvia-se geralmente o volume que é destinado como reserva contra defeitos.

. Moldes verdadeiros: as mercadorias piratas são fabricadas com os mesmos moldes (ou cópia idêntica) dos originais. Acontece muito quando um produto sai de linha.

. Inspiração: cópia de conceitos/idéias/design. Comum na indústria automobilística.

A China que já foi uma usina de criatividade (responsável por grandes invenções como papel e bússola) e assumiu nas últimas décadas esse papel de copiador, tenta lentamente tomar o rumo da inovação. Abriga laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de grandes empresas como DuPont, Microsoft, HP, Cisco, Google, entre outras e já se tornou um dos maiores investidores em pesquisa e desenvovimento do mundo.

Um caminho muito parecido com o trilhado por Japão e Coréia, origem de algumas das empresas mais inovadoras do mundo.

ps: esqueci de alguma modalidade? Email-me inhsieh@gmail.com

Updater em Beijing: ringback tones no celular

Numa das primeiras ligações para celular que fiz aqui na China, ouvi uma música clássica do outro lado da linha. Achei que havia caído numa espera telefônica. Depois de telefonemas para vários números diferentes com músicas diferentes, caiu a ficha que era outra coisa… o substituto do tradicional tu tu tu que ouvimos quando o telefone está chamando.

Trata-se do serviço ringback tone (ou color ring como é chamado na China). Já conhecia essa tecnologia há um tempo, existe na Coréia e aqui desde 2004, mas demorei um pouco para entender por não estar acostumado. No Brasil, ouvi recentemente ao ligar para o celular de um amigo, parece que está disponível também pela TIM. Manteram o tu tu tu no fundo. Se não me engano, exigência da Anatel.

Apesar da repressão governamental, a China ainda é um grande centro da pirataria, mas não há tantos camelôs espalhados pela cidade vendendo CDs ilegais. As cópias correm soltas em bytes. Nesse cenário, a venda de música digital, pela internet ou meios móveis, apresenta-se como um canal que cresce exponencialmente. É a solução? Dificilmente A única mas certamente é um dos caminhos. Nesse cenário, o ringback tone é a estrela na música digital chinesa, com receita de RMB 5 bilhões (aprox R$ 1,25 bilhão) na 1a metade de 2007, só na operadora China Mobile.

Assim como os ringtones, os ringback tones permitem aos usuários personalizarem seus celulares e passarem uma imagem, encaixando os donos em determinado grupo social, ou simplesmente para mostrar um humor ou preferência. A grande diferença entre os dois é que enquando os ringtones podem ser tanto comprados da operadora, quanto piratas (mp3, por exemplo), os ringbacks são SERVIÇOS PRESTADOS pelas telefônicas que vendem faixas e/ou assinaturas.

Se você ligar para meu celular e ouvir uma música chinesa (ou uma letra em um idioma diferente), saiba que estou na China.

Propaganda de um serviço de ringback tone da operadora Orange de Israel. (ainda) não encontrei de uma cia chinesa.

Updater em Beijing 2008: cenas de ensaios da cerimônia de abertura

Um dos assuntos mais comentados do dia aqui em Beijing é o ensaio da abertura dos Jogos Olímpicos. O treino do evento que acontecerá oficialmente na cabalística data de 08/Agosto/2008 (oito é um número da sorte para os chineses, pois tem pronúncia próxima a fortuna) foi filmado por uma equipe de TV coreana que se infiltrou no complexo esportivo conhecido como Ninho de Pássaro.

A festa está sendo dirigida pelo cineasta chinês Zhang Yimo, responsável por filmes como Heróis (2002) e O Clã das Adagas Voadoras (2004).

Monetizando a fama na internet

Celebridades instantâneas online estão em qualquer parte do mundo, inclusive na China. Só muda o idioma, olhos puxados e outros pequenos detalhes [;-)], de resto é tudo igual. Ou quase.

Enquanto nós temos Bruna Surfistinha, Ruth Sanduíche-íche-íche Lemos e Katilce U2, eles têm os Back Dorm Boys. São basicamente dois rapazes (na época, universitários que moravam na faculdade, daí o nome) que ganharam fama com videoclips onde dublam músicas famosas. Entre as vítimas estão os Backstreet Boys, The Black Eyed Peas, Queen e artistas orientais.

Para eles, a fama trouxe também dinheiro. Depois de estrelar campanhas de empresas como Pepsi, Motorola e o portal chinês Sina.com, o site PacificEpoch indica rumores de que o BDB foi contratado agora como porta-voz do lançamento do MySpace no país asiático. Para isso, receberiam algo em torno de R$ 250 mil (RMB 1 milhão).

Mesmo considerando que se trata de notícia não confirmada, são dois rapazes que ganham bem para fazer o mesmo que outros da mesma idade costumam fazer: tirar um belo sarro de tudo.

BDB em campanha da Pepsi China (Dá-Dá-Dá):

Continue reading ‘Monetizando a fama na internet’



Close
Close