O diretor Jesse Dylan, vendedor vencedor do prêmio Emmy por “Yes We Can”, resolveu fazer um filme explicando as idéias por trás do Creative Commons. Para isso entrevistou pessoas como: Jimmy Wales, Joi Ito, Lawrence Lessig, e muitos outros.
Bill Tancer, um dos maiores especialista em comportamento do usuário na Internet e autor de Click, livro que está fazendo bastante sucesso nos Estado Unidos, fez uma busca pelas palavras mais buscadas na Internet relacionadas aos candidatos a vice-presidência dos Estados Unidos. Parece que as pessoas não estão nem ai para as visões políticas dos candidatos e preferem buscar por dados pessoais, fotos ousadas e fofocas. Vai entender….
"O patriotismo é o último refúgio dos canalhas", já dizia Samuel Johnson. E canalhas não faltam nessa história do tal "bailout" em Wall Street. Porque os mesmos executivos que causaram a bagunça - e ainda levaram pra casa quase 9 bilhões em bônus só ano passado - agora vão ser recompensados, já que suas empresas serão "compradas" pelo governo, e eles vão ganhar ainda mais compensações por se desligarem delas. Ou seja, os caras enriquecem (ainda mais) ao mesmo tempo em que provocam uma crise pelo excesso de cobiça e auto-confiança, e quem paga a conta é o contribuinte americano. É o socialismo ao contrário: vamos dividir a riqueza do povo com aqueles que podem mais. Sem falar que com essa conta nas costas, o governo de lá tem ainda mais desculpas para cortar gastos com saúde, educação e outros serviços públicos. E enquanto isso, em algum lugar da casa Branca, Cheney está tendo um orgasmo...
Hoje, como não poderia ser diferente, a economia americana dominou o World Business Forum. Alguns pontos ficaram claros entre todos os speakers: a crise economica é muito grave e se o congresso americano não agir rápido para aprovar a ajuda de US$ 700 bilhões, podemos ter uma crise ainda maior afetando muitos outros países. O candidato a presidência McCain parou sua campanha e pediu para Obama fazer o mesmo, o foco segundo ele, é fazer o congresso agir. Em uma breve participação especial, o professor de economia de Wharton Jeremy Siegel falou que gostou do plano de Paulson mas alertou para o risco de cometer o mesmo erro do Japão nos anos 80, criando estagnação econômica que persiste por muitos anos.
O fundador da Carlyle David Rubenstein, foi um pouco além e declarou recessão. Para ele, os Estados Unidos enfrentam algumas das maiores dificuldades e oportunidades de todos os tempos. Ele elencou as dificuldades como sendo: novo presidente, recessão, falta de crédito e a economia do país deixando de ser dominante para ser importante.
Gosto do Jack Welch porque ele é direto e não mede as palavras. Ao ser entrevistado pelo editor do “The Wall Street Journal” ele disse: “Wall Street deve ser renomeada Main Street e o seu jornal renomeado The Journal” a platéia foi ao delírio! Uma coisa é certa, dá gosto de ver o patriotismo americano.
Primeiro dia no World Business Forum e o momento que eu mais aguardava era o bate papo entre Colin Powell e Madeleine Albright. Talvez não existem duas pessoas que saibam mais sobre as questões internas dos Estados Unidos e sobre como liderar essa nação tão complexa, como essas duas figuras históricas. O que mais me chamou a atenção foi a clareza de pensamento sobre o mundo atual e a humildade que emanava a casa palavra. Quando a pergunta foi “o que eles gostariam de ver no próximo Presidente americano?” Powell foi enfático: “precisamos de um Presidente confiante mas que não seja cheio de verdades”. O vovô Powell ainda falou sobre o poder transformador das novas tecnologias nas novas gerações, veja o vídeo abaixo.
O momento é interessante aqui em NY. As eleições estão pegando fogo com Obama pouco a frente nas pesquisas. A economia derreteu e alguns dizem que ainda não chegamos ao final da crise. Nos noticiários, é normal ver o pessoal do mercado financeiro saindo de Wall Street com caixotes nas mãos, após perderem o emprego. Ontem, enquanto o Gilberto Gil tocava no pequeno mas lotado Joe’s Pub, a cidade estava infestada de policiais por causa da presença do presidente do Iran.
Hoje teremos também a HSM com o World Business Forumsold out no legendário Radio City Music Hall. O line-up é de primeira: Colin Powell, Rudy Giuliani, Tony Blair, Jack Welch, Mohammad Yunus, entre outros. Notícias do evento em breve…
Não adianta, quando penso em piano, o Monk é o primeiro da lista. Primeiro pela maneira não virtuosa de tocar, segundo pelas harmonias dissonantes e por último pela excentricidade/loucura. O vídeo abaixo é a primeira parte do documentário feito por Clint Eastwood.
Até onde eu sei essa tela é fake e proposital. E todo mundo cai direitinho na piada.
O Trent Reznor é pra lá de macmaníaco, já disponibilizou música pra remix via Garage Band e tem um clipe onde um macbook aparece mais do que ele.
Durante uma das apresentações do NIN nos Estados Unidos, o sistema de vídeo que roda em Windows travou. Frustrados, os engenheiros resolveram jogar as telas nas apresentações (foto). A banda toca em SP no dia 07 de outubro e espero que eles tragam todo o arsenal pirotécnico para a perna da America Latina do Lights in the Sky. Tem até uma matéria na Wired sobre todos os efeitos do show.
tem muito VP e diretor de criação que precisa ver esse video. Principalmente a parte que diz: "..you have to be able to alow people to play."
Wagner Brenner disse às 8:57 am
Me lembrei (mais uma vez!) do texto do Rubem Alves, aquele que fala de "ferramentas e brinquedos". Boa Jorge :)
Gini (Madrid/ESP) disse às 9:45 am
desculpa minha ignorância, mas qual texto?
Jorge Carvalho disse às 10:24 am
Gini, faz uma busca no aqui no UoD sobre Rubem Alves que você vai achar ;-)
Gini (Madrid/ESP) disse às 10:52 am
valeu.
Raquel Costa disse às 10:54 am
Objetivo compartilhado
Desejo de participar
Sentido de pertencer a algo maior
Conhecimento
Confiança
Troca
Sintonia
...
Amor por aquilo que se faz
...
Sucesso!
Ontem conversando com o Wagner e escutando ao fundo dois bandoleiros tocando covers do Hendrix, chegamos a uma conclusão: Está tudo na música. Pelo visto, não estamos sozinhos. O vídeo abaixo, mesmo sendo corporativo demais, mostra uma mensagem importante de ser redescoberta todos os dias. Play!
Um ótimo exemplo de como transformar um evento em uma comunidade acontece com o Web 2.0 Expo. No Crowdvine, as pessoas interessadas pelo evento se cadastram de maneira rápida, cadastrando seus feeds do Twitterbookmark e blogs/sites, podem interagir com participantes e palestrantes, criam seu próprio calendário de talks que irão participar, etc. No momento eles estão com 2574 cadastrados e a interação está rolando solta. Alguém aqui vai no evento de NY a semana que vem?
Acho que precisa prestar atenção na cultura negra do mundo inteiro, incluindo a da África e a do Brasil, com samba, funk etc. "É som de preto/ de favelado/ mas quando toca ninguém fica parado"
Vou ter que transgredir algumas regras para a Semana dos Conselhos propostas pelo nosso editor… Os conselhos são os seguintes: ouça música sem letra, preste atenção na cultura negra americana, saia da sua zona de conforto e viaje para NY pelo menos uma vez na vida. Faça tudo isso que está no vídeo, menos tomar “Breakfast at Denny’s” que é o título da música.
Buckshot LeFonque foi um projeto musical do saxofonista Branford Marsalis juntando Jazz, Rock, Pop e Hip Hop. Eles lançaram dois discos bastante ecléticos que não fizeram muito sucesso mas são incríveis. Atualmente Marsalis está em turne pelos Estados Unidos com a Filarmônica Brasileira em homenagem aos 50 anos da morte do Villa-Lobos.
Sou fã de primeira hora do R.A.T.M; No Brasil as canções de protesto tiveram papel importante na época dos anos de chumbo, mas me pergunto se num país onde qualquer coisa vira espetáculo a atitude dos integrantes pode surtir algum efeito entre os jovens americanos...
Alex Rolim disse às 8:17 pm
"Alguns daqueles que eram forças são os mesmos que carregaram cruzes".
Falem o que falar, gostem ou não, todos devem admitir que pouco, quase nenhum "artista" teria o peito de fazer o que esses caras fazem, mas aí vão dizer que é a forma de aparecer que eles encontraram, bom, alguém está fazendo algo.
Para cada Bush, Maluf e cia deveria existir um RATM, Bob Marley, etc...
"As pessoas que fazem mal ao mundo não descansam um dia, por que eu descansaria?" (Bob Marley) P.S.: Frase dita após Marley ter sido baleado por tiras em sua própria casa e logo após dois dias voltou a cantar em um show gratuito em apoio ao então primeiro-ministro jamaicano, Michael Manley
Alexandre disse às 11:52 am
Excelente.
Felipe Bachian disse às 9:10 pm
Sensacional!
Fernando (Mestre Zen) disse às 4:06 am
E você pensa que eles poderiam simplesmente ficar na deles e não dizer nada, como muitos artistas fazem em ocasiões parecidas, mas o objetivo deles não foi aparecer, foi prestar contas aos fãs e DANE-SE os proibidores e os opressores. Isso sim é o melhor protesto, o protesto musical.
nota 10!
Jorge Carvalho disse às 3:24 pm
Bom ver o Zack de volta!
Paulinho Moreira disse às 7:26 pm
arrepiou!
Minha geração precisa de referências como essas!!!
Nem cheguei a escutar o novo som do RATM e não consigo mensurar o desperdicio que era uns integrantes no audioslave!
lucoweb disse às 10:58 pm
esses caras são uns hipócritas. toda essa retórica de esquerda e viva la revolución não bastou pra q eles fizessem um, eu disse UM show no Brasil.
Enquanto o McCain oficializava a candidatura na Convenção Nacional Republicana, a banda de rock Rage Against the Machine se preparava para protestar. Ao ser proibido pela polícia de St Paul de subir ao palco, o vocalista Zack de la Rocha resolveu improvisar…
Hummm...
Bem interessante, não só o post como a idéia dos fundadores da empresa em questão, parece que realmente não só o futuro da comunicação mas futuro do mundo inteiro será muito atrelado a internet,
na verdade, já estamos passando por isso hoje em dia ...rsrsrsrs
Cristiano Lincoln disse às 4:11 pm
A Revision3 é uma das empresas mais interessantes que já vi nos últimos tempos -- estão criando e experimentando com um novo jeito de fazer mídia, e popularizando ainda mais figuras como Kevin Rose, Alex Albrecht e outros... tem vários shows bem legais!
Jorge Carvalho disse às 4:31 pm
É, fiz o dowload de alguns programas, nada de muita qualidade de conteúdo mas bem feitinho e um modelo interessante.
Continuando no assunto Internet TV, apresento a Revision3. A empresa já nasceu como uma rede de TV para a web, produzindo, criando e transmitindo seus próprios programas para nichos bem específicos. Os fundadores da empresa são todos empreendedores da Internet, um deles sendo Kevin Rose que também fundou o Digg e o Pownce. Outro fundador é Jay Adelson, CEO do Digg e um dos Time 100 de 2008. O CEO da empresa Jim Louderback da um tour pela empresa.
olhando essa animação sonho com a época em que vamos conseguir fazer cocô a distância. Que saudade do banheiro de casa que nada... direto de Salvador, pós acarajé, seremos capazes de up/downloadar via wi-fi, brownpoo ou sejá lá o que for aquela sensação de chegar em casa finalmente depois de viajar um mês inteiro. Sem ter que comer aquelas "comidas de fazer cocô'!!!!
Um consórcio batizado de Wireless Home Digital Interface, formado por gigantes como Sony, Sharp, Motorola e Hitachi, vai colocar, ainda neste ano, uma nova tecnologia no mercado: um chip que permite que os eletrônicos domésticos como aparelhos de som, DVDs e TVs troquem informações sem fio.A tecnologia de transmissão de vídeo em alta definição foi desenvolvida pela empresa israelense Amimon.
Em clima de U.S. Open de tênis, vale conhecer melhor um dos veteranos do circuito. O francês Fabrice Santoro é detentor do recorde de mais participações em Grand Slams com 65 (o Agassi é nº2 com 61), o de ter jogado o jogo mais longo da história que levou 6h 33m e possuir o maior número de derrotas 415. De perdedor ele não tem nada, é osso duro e considerado por muitos “O Mágico” das quadras. Para resumir, corre muito, joga todo torto e leva os adversários a loucura com seus efeitos.
Sensacional talk Jorge. É exatamente este discurso que temos repetido a exaustão e praticado religiosamente todos os dias. E eu iria mais longe: não só o processo colaborativo não precisa de uma organização por trás, mas se vira melhor sem ela.
Bruno Duarte disse às 9:45 am
É paradoxal como um individuo pode fazer parte de um processo colaborativo sem necessariamente FAZER PARTE DELE. Poderíamos chamar isso de neo-anarquismo??? Engels deve estar se revirando no túmulo!!! hauahauhauahuah
Wagner Brenner disse às 10:03 am
É isso aí Bruno. Team work e networking já foram mal interpretados por muitos anos, não é mesmo? Espero poder ver essas duas palavrinhas em sentidos e contextos mais nobres, sem a bobagem corporativa. :)
Clay Shirky é professor de novas mídias da NYU e escreveu um ótimo livro chamado “Here Comes Everybody“. Abaixo, durante uma apresentação no TED, ele fala sobre como as pessoas estão colaborando sem a presença formal de organizações. Para quem quiser entender melhor o fenômeno dos blogs e das novas mídias, veja o vídeo e compre o livro.