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Author Archive for James Scavone

AT&T e o banho de Chávez

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Em outubro, o presidente venezuelano Hugo Chávez pediu à população que pare de cantar no chuveiro e que restrinja seus banhos a três minutos. Parece que o país vive um grave problema de abastecimento de água. Daí leio no NYT que a AT&T pede para os americanos economizarem no uso da rede wireless. Diz a matéria que o grande vilão é o iPhone e que 3% dos usuários são responsáveis por 40% da transferência de dados. Então fica assim: venezuelanos sem banho e americanos sem 3G. Aqui o link do texto original.

Sebo digital

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Linda coleção de livros-site como se fossem pequenas edições lidas e relidas da Penguin dos anos 50. Mais capas aqui.

Cheiro de livro

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E que tal esse spray com cheiro de livro para o Kindle? Não falta mais nada para a experiência da leitura digital ficar perfeita. Na verdade, só falta poder dobrar a orelha.

Asas

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Para quem não conhece, Andrew Zuckerman é o fotógrafo que lançou um lindo livro (e DVD) chamado Wisdom, com retratos e depoimentos da sabedoria acumulada por velhos famosos (Clint Eastwood e Morgan Freeman estão lá, por exemplo). Agora, volta a atacar com fotos de pássaros do mundo - Bird Book - também contra um fundo branco e com detalhes impressionantes (sejam eles rugas ou penas). Garanto que a visita ao site do projeto vale a pena (rá!).
Dica do @marcioscavone

Arte que saiu pela culatra

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Depois das moscas do Wagner e do video do Daniel, mais um exemplo de arte de gosto duvidoso. Walton Creel e seus quadros cravejados de buracos de bala.

Saco de retalhos

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Numa tarde chuvosa, alguém olhou para o chão da fábrica da American Apparel e disse: quanto lixo, deve haver alguma maneira de se livrar deste monte de pano cortado. Eureca! Neste dia, nascia o Bag-O-Scraps (ou saco de retalhos), uma coleção de pedaços de pano para você fazer o que bem entender. Acessórios descolados, um cartão para a sua avó ou uma escultura para o seu apartamento (juro que é assim que o texto do e-commerce vende o kit). Será que se eu agrupar alguns restos de layouts que sobram na impressora da Salve, alguém compra? Dá para fazer quadros para a sua sala de TV, jogos americanos descartáveis e usar o verso para jogar stop…

Design na terra da Rainha

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Que tal fazer o design dos bancos do metrô de Londres e competir por um prêmio de 5 mil libras? O London Underground abriu um concurso que vai definir o novo padrão do estofamento dos seus trens. O design poderá usar no máximo 3 cores (que fazem parte do guideline) e terá que funcionar bem sob a luz artificial e se comportar bem mesmo com o uso de mais de 3.5 milhões de passageiros diários (design anti-fricção?). Aqui você tem acesso ao regulamento e a data final é dia 14 de setembro (não vi se aceitam inscrições de fora do país). Outro link bacana é este – da lojinha do Underground!

UPDATE: a @franfran me mandou um link com uma série de tênis que usam pedaços reciclados do estofamento do metrô (e que seriam incinerados). Bem divertido.

Tarantino censurado

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Lendo a Folha de S.Paulo hoje pela manhã, descobri que o filme Brüno chega ao Brasil sem duas cenas. Abro um blog sobre o metrô londrino, que leio de vez em quando, e mais um corte! Desta vez uma censura um tanto quanto patética: o título do novo filme de Tarantino com Brad Pitt não aparece no cartaz. Sempre soube que alguns anúncios são vetados pela comissão do London Underground (que deve ser como a dos velhinhos ingleses do International Football Board, que definem as regras do futebol) e que anúncios de lingerie e até de algumas marcas de perfume mais ousadas não podem ficar nas plataformas, mas INGLOURIOUS BASTERDS? What the hell?

Hot Waitress Index

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Esqueça o índice Big Mac.

Agora, o que pega mesmo é o Hot Waitress Index. Esse artigo da New York Magazine prova que quando tem muita mulher bonita servindo seu café, a coisa está feia. Quanto mais quente a garçonete, mais fraca está a economia. Uma das funcionárias explica o fenômeno: “primeiro eles mandam embora os homens, depois as meninas mais feinhas e assim vai”. Em tempos de boom econômico, as mulheres que vivem do rostinho bonito arranjam outros empregos menos cansativos: nas passarelas, festas, eventos, etc. Mas durante uma crise ficam sem trabalho como muita gente. Daí se tornam um commodity razoavelmente barato e uma ótima ferramenta de marketing. Howzat?

(dica do Sérgio Gwercman)

E o poste?

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Tirei esta foto numa ruazinha aqui do lado da agência. Na hora pensei que poderia usar como uma metáfora para um daqueles jobs treta que você não sabe como nem por onde começar a contornar. Daí desencanei e deixei no meu desk. Toda hora olhava para aquele iconezinho do poste no cantinho da tela. Hoje, abandonei de vez a idéia de usar o poste como metáfora óbvia para uma barreira e decidi usar o poste como poste mesmo.

Outro dia, por causa da nova lei anti-fumo na cidade, a Folha de S.Paulo publicou um infográfico tratando do uso das calçadas pelos bares e restaurantes. Como os bares agora tendem a atacar a calçada para não perder a conta dos fumantes, o jornal resolveu mostrar como deve ser o uso certo para não tomar uma multa (eles se livram da multa do cigarro e tomam uma pelo uso errado das calçadas!). E é aí que a coisa fica um pouco injusta com a Princesinha do Brooklin (devidamente colocada no Brands of the World pelo meu dupla).

Se a Princesinha do Brooklin (pra usar o exemplo de um Davi qualquer) avançar na calçada, toma uma bela multa. Se não colocar mesas na calçada, perde o fumante. Enquanto isso, os Golias (as empresas de energia e telefonia) deixam o poste enfiado no meio da calçada sem multa e sem nenhum debate realmente sério.

Tirar poste é caro e até existe um plano para a prefeitura de fazer “passeios livres” como mostra esse pdf (o mais legal é ver o mega poste atrapalhando o trânsito de pessoas na página 31), mas a coisa vai bem mais lenta e menos retumbante que as agressões aos bares de esquina da cidade.

p.s. Hoje é o dia internacional do post longo. Post e não poste.

Checkpoint Charlie

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Alemanha Oriental, 1990. Encontrei no site da Spiegel, uma bela série de fotos de um país que não existe mais. 45 imagens aqui.

Na parede da Casa Branca

3301Cada presidente adiciona um pouco de seu gosto pessoal na Casa Branca. Isso também quer dizer um novo direcionamento das peças de arte que decoram as paredes e corredores da cada da primeira família. Na era Obama, saem as paisagens do Texas, os cowboys e os cactos e entram as obras ditas étnicas. Afro-americanos, hispânicos e abstratos modernosos estão no topo das apostas. Se você está pensando em investir em arte, pense seriamente em adquirir um Ed Ruscha, é um dos favoritos de Barack. Este aí do lado está no Salão Oval e chama-se “I think I’ll…” . Passa uma ideia de um presidente, digamos, como posso dizer, mais ou menos, err…, um tanto quanto vacilante (e de gosto duvidoso para arte? Apesar de gostar da série dele de postos de gasolina). Aqui um texto bacana do Wall Street Journal com uma apresentação da história da arte exposta por alguns dos presidentes americanos.



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