Você, que conhece “Blackbird” (Paul McCartney, “Album Branco”, 1968), talvez já tenha se perguntado: afinal, que pássaro é esse? Oras bolas, é o melro (turdus merula). E talvez você já tenha se perguntado se existem outras versões dessa balada acústica. Pois é, quando fui atrás delas me deparei com uma infinidade de covers idênticos, a maioria sem dizer a que veio. Mas também encontrei várias gravações com idéias originais e moods diferentes:Beatles ensaiando / sobras de estúdioBobby McFerrinLos PirataJaco PastoriusCrosby, Stills & Nash em WoodstockBrad MehldauArturo SandovalBonzai RepublicCarly SimonWenche Losnegard e Morten Faerestrand
Arquivo do autor Marcos Azambuja
Luke Skywalker não conhecia seu pai. E também não sabia que ele tinha tanto talento!
via Ouvidoria
(via Ouvidoria UoD)
Para quem não conhece os Barbatuques, basta dizer que são uma pequena orquestra de percussão corporal. Hein? Percutindo o próprio corpo e usando a voz de um jeito pouco convencional, eles criam músicas ao mesmo tempo sofisticadas e viscerais. Seu trabalho existe há mais de 10 anos e é único no mundo, embora tenha relação com o desenvolvido por Bobby McFerrin e Naná Vasconcelos, por exemplo. Agora os Barbatuques (que já tiveram uma de suas músicas usadas em um comercial de Heineken) estão lançando um DVD, e por isso fazem show no SESC Pinheiros (São Paulo) dias 15 e 16/março, além de oficinas e workshops (também lá). Então, tá esperando o quê?
Se você achar que este post não tem muito a ver com um blog de publicidade e afins, é bom lembrar que este ano o HSBC usou referências de música cigana e dos balcans em sua campanha: aqui, aqui, aqui e aqui (produção da Lua Nova).
Você é zero em geografia? Olha só: os Balcans são aquela parte do Leste Europeu que começa na Grécia/Macedônia e vai até a Bulgaria e Romênia. Região coalhada de grupos étnicos e linguísticos, de vez em quando se matando, mas sempre bebendo muito e fazendo umas das músicas mais festivas que eu conheço: são bandas de sopros (fanfarras), ciganos, cantoras búlgaras de voz anasalada e uma grande influência de música turca e judaica. Acontece que eu sou tarado por essas sonoridades, e me deu vontade de subir uma pequena coletânea para diversão de final de semana. Tem Kocani Orkestar (na trilha sonora do filme Borat), Vozes Búlgaras, Emir Kusturica & No Smoking Orchestra (trilha do filme “A Vida É Um Milagre”), Goran Bregovic com o cantor Saban Bajramovic (os nomes são fantásticos)… Divirtam-se!
Siki, Siki Baba (Kocani Orkestar)
Ah Ya Bibi (Fanfare Ciocarlia)
Hop Hop Hop (Goran Bregovic)
Lazarski Bouenents (Coro Feminino da TV Estatal Búlgara)
Waterfall (No Smoking Orchestra)
Tudo bem, tudo bem, ontem mesmo eu estava maldizendo aquelas batidésimas músicas de natal… Mas, como um raio fulminante sobre meu crânio, na sequência topei com este disco de 1969, da banda carioca The Pop’s (com a apóstrofe, sim). O que tinha de banda começando com ‘The’: The Jordans, The Jet Blacks, The Clevers… A própria banda que em 1967 acompanhou Caetano Veloso na apresentação de “Alegria, Alegria”, no Festival da Record, eram os portenhos The Beat Boys. Jovem Guarda, psicodelia, bicho… aquela doideira. E o natal pintando aí: putz, preciso pensar nos presentes! E no churrasco de fim de ano da firma…
Gracias, Loro!
Noite Feliz
Aleluia (de Haendel)
Natal das Crianças
E já que a internet é um tônico para a criatividade, que tal botar no ar uns videos mostrando aquele seu talento musical especial? Por exemplo, aquele beatbox (percussão vocal) que você faz enquanto toca flauta ou gaita? Greg Patillo é um flautista novaiorquino que despejou pelo menos uns 10 videos no You Tube com suas brincadeiras, solo ou acompanhado por rappers e celistas. E tem também Yuri Lane, gaitista e beatboxer. Parece que ambos estimularam diversos outros pela web afora, tanto que se você digitar “beatbox” e “harmonica” ou “flute” vai encontrar bastante gente tocando gaita e ao mesmo tempo cuspindo uma drum machine no microfone. Yo!
Sampleur-Samplé é um site criado exclusivamente para “caguetar” quem-sampleia-quem no mundo do hip hop e da música eletrônica. Calma, calma, você não entendeu: a intenção ali é, antes de tudo, apontar o bom uso musical dos samples.
E é um trabalho de maluco correr atrás de tantos exemplos: enfileirando centenas de trechos sampleados, o site acaba funcionando como uma espécie de ‘museu on-line do sampler’. Confira abaixo alguns dos exemplos, 1º o trecho original da música, e em seguida a forma como foi utilizado.
ORIGINAL: The Ray Brown Orchestra “Go Down Dying”
SAMPLEADO: Bjork “Human Behavior”
ORIGINAL: Franz Schubert “Piano Trio em Mi Bemol, Op 100″
SAMPLEADO: Busta Flex “Hip-Hop Forever”
Em tempos de Simpsons, é sempre bom lembrar daquele que criou seu tema musical (que já virou um clássico contemporâneo): Danny Elfman. Assim como Nino Rota para Fellini e Bernard Herrmann para Hitchcock, Danny Elfman é o compositor preferido de Tim Burton para musicar seus filmes. Criador de canções e também de trilhas inteiramente orquestrais, o ex-vocalista do grupo Oingo Boingo conta abaixo um pouco do processo de criação ao lado de Burton, no remake da “Fantástica Fábrica de Chocolate” e em “A Noiva Cadáver”.
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É claro que o post desta manhã sobre o comercial da Jeep me colocou atrás de material dessa banda americana, os Southern Culture On The Skids (SCOTS). Rockabilly e rock’n'roll dos bons. Nem são tão novos assim, não: emplacaram um hit em 1995, “Walk Like A Camel”.
Curiosidades: rockabilly é aquele rock surgido nos anos 50, com jeitão de country (ou vice versa), e esse nome deriva da fusão dos termos ‘rock’ com ‘hillbilly’ (caipira, ou literalmente, “o Bill da colina”).
Walk Like A Camel
Cheap Motels
Voodoo Cadillac
Banana Pudding
Topei com o video desse figura tocando slide guitar com uma colher na boca, enquanto toca o acompanhamento com as mãos. Bacana não é apenas sua habilidade, mas também a quantidade de pessoas que postaram seus videos tocando a mesma música!
O nome do distinto é Hannes Coetzee. Não, ele não é holandês, é sul africano mesmo, mas sua música tem algo de universal, pode ser um country americano ou uma canção do interior africano. Parece que tudo se originou a partir de um documentário de 2004 sobre a música rural da África do Sul, e que acabou caindo na web ano passado. Hannes juntou fãs: aqui, aqui e aqui você pode ver exemplos de seus admiradores dando uma colher de chá.
Já tive a felicidade de assitir a um show da Orquestra Imperial nos arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, e garanto que a festa montada é muito boa. Reciclando o conceito de orquestra de baile, com um repertório que passeia pelo samba, soul, rock, em covers engraçados e inusitados, suas apresentações costumam durar muitas horas, como convém a um bailão de gafieira - aliás, esse é o conceito que animou a criação do grupo: resgatar os bailes de música brasileira, sem pretensões além da de ter muita curtição. Quem estiver esperando para vê-los ao vivo pode ir esquentando os tamborins com seu trabalho de estúdio, “Carnaval Só No Ano Que Vem” (produzido por Mario Caldato Jr, que já trabalhou muito com os Beastie Boys), já rolando por aí.
A Orquestra carioca conta com 18 músicos fixos, entre eles Moreno Veloso, Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Pedro Sá (guitarrista de Caetano Veloso e Lenine), Nelson Jacobina (parceiro de Jorge Mautner), Kassin (produtor de Los Hermanos, Adriana Calcanhoto), Nina Becker e Thalma Freitas (ambas nos vocais). Para se ter uma idéia de como seus shows são animados, a turma que costuma dar canja inclui Elza Soares, Seu Jorge, Marisa Monte, Caetano Veloso, Fernanda Abreu, DJ Marlboro, Erasmo Carlos, Ed Motta e Andreas Kisser (Sepultura). Tá bom pr’ocê?
Popcorn
Grand Illusions é uma empresa que produz brinquedinhos e bobagens. Por exemplo, as Talking Tapes, tiras de plástico de 60 cm. com mensagens como “Feliz Aniversário” e “Parabéns” codificadas em relevo ao longo delas. Sim, mas e daí? Daí que, se você morder um dos lados da tira e prender a outra extremidade em alguma caixa de ressonância simples (uma xícara, um vaso, uma caixa), bastará raspar a unha para que a mensagem em relevo “seja dita” pela fita. O atrito entre sua unha e o relevo é que gera o som, amplificado pela sua xícara de chá preferida. Esse é exatamente o mesmo principio da reprodução mecânica do som (fonógrafo, gramofone e toca-discos de vinil). Pena que o site da empresa não disponibilize algum exemplo dessa bela espécie de entretenimento.
Mas por esses nossos cafundós o Tom Zé já fez muita música com um “talking tape” caseiro, uma bexiga de borracha (dessas de festa) raspada nos dentes: é na introdução de Xiquexique, criada para o balé Parabelo (1997), do Grupo Corpo, e que depois reapareceu no álbum “Com Defeito de Fabricação” (1998) do próprio Tom Zé.
Xiquexique
Vindos de Philadelphia (terra do cream cheese), tocando rock com uma atitude experimental e uma atmosfera de vaudeville: este é Man Man, quinteto cuja música é, antes de tudo, muito bem humorada. Sua marca registrada: vocais guturais e falsetes masculinos no limite da afinação, em uma junção da formação clássica de rock + trumpetes, clarinetes, marimbas e escaletas.
Barbados como bem cabe a uma banda indie, se apresentam inteiramente vestidos de branco e com pintura de guerra. Não parecem buscar o sucesso (suspeito que a recíproca seja verdadeira), seu negócio é se divertir, como contado neste podcast.
Confira aqui o MySpace dos rapazes, assim como a entrevista que deram para a Pitchfork.
Engwish Bwudd
Spider Cider
