Tomás Lorente nos deixou. Ainda prefiro a lembrança dele, num dia de sol, camisa cor de rosa bem clarinha, calça jeans, sapatos de bico fico, andar altivo e sorriso sempre simpático. “– E aí, vâmo almoçar, meu?”. Eu o conheci numa situação esquisita, quase uma cilada que prepararam para entrarmos em conflito. Mas, para mim, brigar com Tomás não era uma possibilidade. Eu, que era louco para conhecê-lo? Nunca. Só cabia reverênciá-lo e abrir espaço para o mestre. Marcamos um jantar para acertarmos o jogo. Coisa rápida, pensei. Ainda não sabia que, com Tomás, as coisas só acabam quando o dia amanhece. Ficamos amigos. Um amigo com quem nunca tive uma grande intimidade, porém um carinho enorme. Um cara extremamente carismático. Me impressionava por sua capacidade de movimentar o mundo. Todos queriam – e faziam – tudo para ele. E com enorme prazer. Uma honra. Uma honra de poder trabalhar com o grande mestre. Fico devendo um almoço. Mais um daqueles que márcavamos e desmarcávamos umas seis vezes até conseguirmos, efetivamente, nos encontrar. E, como não podia deixar de ser, hoje no seu velório ouvi umas três pessoas diferentes dizerem: “E hoje eu ia almoçar com ele…”
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Quantas vezes você já usou o Google pra procurar alguém que não vê há muito anos? Pra saber por onde anda alguém que você conheceu por uma semana numa viagem longinqua. Eu já procurei um monte, mas nunca tive o talento do meu amigo Felipe Cama pra tansformar isso em arte. Ontem, fui na abertura da sua exposição “Search: Ericka”, na Galeria Leme, e adorei a estória que ele contou. Sua busca por uma ex-conhecida distante, Ericka Ehrhorn, em 35 telas lindas. Uma procura que começa numa simples busca no Google, e que passa por todos os acontecimentos e lugares por onde ele encontra rastros e recria a história da amiga perdida. A busca é toda digital, mas o produto é em óleo sobre tela. E o engraçado da estória é que ele disse que a Ericka – a de carne-e-osso, que mora no Havaí – não sabe de nada disso que ele fez. Decidi que agora sou eu quem vai buscá-la. Só pra contar da linda exposição que Felipe lhe fez. Quem quiser ver, a exposição fica lá até 20 de junho.
A Samsung fez uma promoção bacana no YouTube (veja post e chutes anteriores aqui). Um video com um truque que, segundo eles, foi rodado em um take, sem efeitos de pós e sem edição. O enigma é interessante. E lá no YouTube você pode assistir num formato HD ainda maior do que o HD que normalmente tem por lá.
Eu tenho minha resposta. Mas, pra não estragar o mistério (spoiler alert!), está depois do jump.
Com um video-demonstração de pouco mais de 3 minutos, o Google TV Ads te ensina, passo-a-passo, como fazer seu plano de mídia, definir seu orçamento, produzir e veicular seu comercial de TV. Simples assim. Tudo começa com um grande botão verde “Create TV Campaign”. No final da demonstração, uma locução feliz diz: “That’s it. You have just created your first television campaign with Google TV Ads!”. Essa tentativa de simplificar e fazer campanhas de TV via web já tinha sido lançada antes pela empresa SpotRunner, mas a verdade é que nunca deslanchou, nem ameaçou as agências de propaganda. É claro que com a marca ‘Google’ qualquer coisa toma outra proporção e assusta muito mais. E aí? Será que o Google vai invadir nossa praia?
Da série ‘tecnologias que vieram pra ficar’, a combinação RFID (tags de identificação via radiofrequência) + celular é matadora. Dá pra imaginar, facinho, um milhão de usos diferentes. Desde aplicativos e games de realidade aumentada, a todo tipo de informação que o seu celular pode dar, rapidinho, sobre os objetos e o ambiente a sua volta. Nesse video, do Touch Project, dá pra ver um protótipo de iPhone + leitor de RFID interagindo com os objetos em volta.
http://www.vimeo.com/4147129Dica do TUAW.
Hoje saio de casa mais cedo e, confesso, um pouco desconfiado se estou ou não realmente na hora certa. Deu pane na hora aqui em casa. É que com a profusão de aparelhos eletrônicos “inteligentes” e conectados, tudo por aqui está com o horário mudado. Alguém na Apple achou que hoje deveria entrar em vigor o horário de verão. O telefone resolveu, sozinho, que eu deveria acordar mais cedo e adiantou-se em uma hora. Acordei confiando no seu alarme, já atrasado e com pressa. Achei estranho e fui confirmar no computador. Lá dizia a mesma coisa: eu estava atrasado uma hora. Entrei no UOL, mesma coisa. Acho que ele leu a hora do meu computador. Apelei então para o bom e velho 130 – o serviço de hora certa do telefone fixo –, que me disse que eu poderia relaxar, afinal ainda era uma hora mais cedo. Mas aí eu já estava pronto, banho e café-da-manhã tomados, filhas prontas para escola. Tô saindo, mas tô desconfiado. Talvez eu chegue na hora, talvez uma hora mais tarde. Se isso acontecer, por favor, me desculpem e me aguardem.
Tropa de Elite – ou melhor, Elite Squad – acabou de ser lançado no mercado americano. O trailer, adaptado para as telas de lá, já está disponivel na internet. Assisti, e duas coisas me chamaram a atenção. A primeira foi a leviandade com que intitulam o Rio de Janeiro de “The world’s most dangerous city”. Será mesmo? A segunda não é nenhuma novidade, mas é uma coisa que me deixa encucado e que acontece com todo filme estrangeiro lançado nos EUA. É que os trailers destes filmes são sempre editados de forma a não aparecer nenhum diálogo, música ou qualquer outra coisa que mostre ao público que se trata de um filme em língua estrangeira. O que eles querem com isso? Que o cara só perceba que o filme é em outra língua quando já estiver acomodado na poltrona e de pipoca na mão? Se o público americano tem tanta rejeição aos filmes estrangeiros – a ponto dos trailers serem editados dessa forma –, como será que se sentem quando percebem que foram ludibriados? Bom, o fato é que o trailer tá aqui, e num formato bem americanizado. Ainda assim, dá orgulho ver a nossa produção tupiniquim povoando as telas americanas. Só não esperem ouvir a voz de Wagner Moura, André Ramiro ou Caio Junqueira, e nem mesmo os funks cariocas que embalam o filme.
Em tempos de Lei Seca, nada melhor do que um bafômetro de bolso. Antes de pegar a estrada, você mesmo checa o seu teor alcóolico. Além disso, dá um belo brinde para bares, restaurantes e fabricantes de bebidas alcóolicas. Quem quiser encomendar direto da china, é só ir aqui.
Acho que uma das grandes (e mais legais) tarefas do design é sempre buscar melhorar tarefas comuns do nosso dia-a-dia. De preferência, com soluções simples que deixam a gente com um sorriso no rosto e aquela cara de ”como é que ninguém pensou nisso antes?”. É nessa categoria que encaixo essa colher de iogurte, que acaba com a luta diária para pegar o restinho no canto do pote.
Não contente em dominar completamente o mercado da música digital (o iTunes Music Store se tornou recentemente a número 1 em vendas de música nos EUA, passando o Wal-Mart), a Apple está invadindo também as lojas de verdade, vendendo o “iTunes Digital Album”. São álbuns ou coletâneas, vendidos em um cartão do tamanho de um CD, que contém apenas um código para você baixar as músicas no seu iTunes. A idéia é simples e boa, só falta combinar com os russos. É que as lojas que tradicionalmente vendem música, e que já não andam nada felizes com a crescente perda de mercado para os downloads digitais, não querem nem ouvir falar de Steve Jobs e seu iTunes. Mas esse aqui, de KT Tunstall, eu achei nas prateleiras de uma loja americana, juntinho dos já agonizantes CD’s.
Hoje me deparei na internet com esse “lançamento” da fonte Helvetica Serif – baseada em desenhos encontrados pela neta de Max Miedinger, criador da Helvetica original. Já estava profanando o nome do velho Miedinger (pois a fonte tá mais pra uma Times vagabunda), quando me lembrei que hoje é primeiro de abril. Caí bonito.
Quando eu ainda não tinha filhos e sim muitos cachorros, sempre que viajava sentia uma falta danada deles. Brincava que queria alugar um ou dois (mansos) pela duração da viagem mas, claro, era só brincadeira. Agora descubro que esse absurdo existe. Onde? No Japão, é claro, onde o povo adora uma novidade. Segundo o boing-boing, Na loja Puppy the World você pode alugar o seu cachorro – e do tamanho que preferir. U$ 19 por hora, ou cem doletas por dia pela companhia do melhor amigo do homem. Só lembre de levar brinquedinhos na mala e saquinhos de supermercado para catar a caca do seu lulu de aluguel.
