A
inda sobre o Advertising Day ontem em São Paulo com o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, valeu a espera, traduzida na apresentação prévia feita por Bruce Woosley, Business Developer Director da MS e ex-Avenue A/RazorFish. Foi quase um “esquenta” para a apresentação principal com tema central sobre a visao da MS enquanto plataforma de Publicidade. Ballmer é uma figura polêmica. Já chegou atrasado e dizendo que iria levanter muitas questões, às quais ele não iria responder nada….Quase “ame-o ou deixe-o”. More »
Author Archive for Marcelo Prais

Aconteceu hoje em São Paulo o Advertising Day, com Steve Ballmer, CEO da Microsoft que, pela primeira vez, conversou com o mercado publicitário brasileiro (na verdade foi mais um monólogo do que uma conversa). Antes dele, Bruce Woolsey, Director Business Development, também fez sua apresentação. Woolsey, ex-executivo da Avenue A/RazerFish, comentou sobre 3 pontos principais: a migração de audiências de meios tradicionais para meios digitais; o crescimento web e o novo consumidor que está lá fora e suas mudanças de hábitos no consumo de mídia.
Ai meu Deus, de novo isso? É o mesmo que foi falado em Cannes, nos AdTechs ou no MIXX e que se repete há um certo tempo? Talvez. Mas isso só reforça a importância do discurso. A pergunta é: por que a maioria daqueles que concentram as grandes verbas concordam, mas nem 1/4 destes colocam em prática o belo discurso? Pontos e frases legais da apresentação e novas formas de se olhar para certas coisas:
More »
Um mosaico de imagens em alta resolução de 10.000X10.000 pixels com mais de 12.000 imagens geradas pelos simpatizantes de Obama compõe o Deep Zoom Obama O legal da brincadeira é usar o zoom. Observe a rapidez e a nitidez com que as imagens surgem. O deep zoom é uma tecnologia dentro do silverlight, software da MS para combater o flash e já adotado por alguns portais por aqui. Só é preciso baixar o software e pronto. Bacana seria ver uma ação colaborativa com as capas de jornais retratando os escândalos e maracutaias dos nossos candidatos, já que nossa memória de forma geral é um tanto curta.
HDR - High Dynamic Range - é uma técnica de procesamento de imagem que muitos fotógrafos profissionais usam e cada vez mais amadores abraçam para buscar melhores resultados. Desenvolvida por Charles Wyckoff nos anos 40, para tirar fotografias detalhadas de explosões nucleares. Em geral, ela amplia o trecho entre oa exposição mais escura e a mais clara de uma imagem. A intenção é representar precisamente nas imagens desde as áreas mais claras, possivelmente iluminadas diretamente por uma fonte de luz natural ou flash até áreas mais escuras e nas sombras. Como fazer: as digitais SLR tem a opção de se fazer a imagem em Jpeg e RAW (imagem bruta). Seguindo a risca, vc faz várias tomadas de um mesmo motivo (use o tripé) usando diferentes exposições. Joga essas imagens em um software e pronto. Daí é só brincar com saturação, contraste, matiz e etc. Dá um trabalhão e os melhores resultados são com as múltiplas exposições……Mas o resultado compensa. Não tem esse tempo todo? Dá pra fazer usar essa técnica de uma só imagem em RAW ou em JPEG mesmo. Mas cada coisa no seu tempo :)Tutorial rapidinho aqui.Dowload aqui.
A última atividade realizada pelos BRs durante o MIXX 2.8 foi uma visita a sede do Google em NY, no Chelsea. Nem todos os que vieram para essa semana intensa participaram e marcaram presença Petrobras, Colgate, CadburyAdams, Nokia e Diageo com as agências JWT, Hello e Age, além do IBOPE. Kevin Kells, National Industry Director for Consumer Products Goods fez, de novo, mas uma sólida apresentação (em se falando de Google, nenhuma novidade). Temas como o crescimento global das audiências web, o papel de mobile nessa história e a busca pelo engajamento rechearam o discurso. Mas o mais interessante foi ver que o foco em mobile foi MUITO grande. O Google já é o líder em buscas feitas por celular, mês que vem por Us$ 180 chega o gPhone e o Android, plataforma totalmente aberta, poderá rodar seja no gPhone ou em qualquer outro device como o Nokia por exemplo. Sobre foco das principais iniciativas, escutamos por aqui que são 4 os principais:
- Fiber cables (vão cabear o planeta!)
- Energia: busca por uma fonte de energia barata ( já rola uma parceria com a GE, inúmeras visitas e estudos para energia eólica e etc)
- Android (mobile de novo)
- Saúde (uma vez que os mecanismos de busca quebrarm a barreira entre pacientes e médicos)
Além desses focos, como já é público, estão entrando em TV, Jornal e Radio via parcerias e venda de inventário. Some-se a isso a capacidade de mensuração e análise crítica de comportamento do consumo desse meios pela audiência….! Planejar mídia tradicional em breve terá um viés próximo ao que hoje os planejadores online já fazem e bem. Métricas, palavra que causa arrepios em muita gente do nosso mercado, é nossa aliada e não uma inimiga. Definir quais são as mais relevantes é outra história e depende do modelo de negócios de cada um. Como agências e anunciantes, podemos assumir uma frase como mantra: Ferramentas interativas são o Database das Intenções de Compra! Profético né? Talvez, mas põe aí um Zé Ramalho no iPod e fica tudo bem :)
O Google Maps você já conhece. E o Google Transit? Te permite traçar rotas e oferece direções utilizando transportes públicos, exibindo resultados com informações por exemplo sobre linhas de metrôs e horários. É possível verificar o itinerário de transportes públicos e planejar aquele tour inesquecível e completo pela cidade desejada. Já róla em NY e em algumas outras cidades americanas. No Japão, já implementado em todo país. E a publicidade também já está lá dentro. Se envelopam até vagão de metrô, sem surpresas não é mesmo? Interface em português já existe, mas ainda não é possível traçar rotas no Brasil. Em breve em uma estação de metrô ou ponto de onibus perto de você. Será que vai indexar também o transporte irregular das nossas grandes capitais ?
Amigos, o Tripoli já comentou sobre a brilhante apresentação, (mais para um talk-show e auto análise) do produtor e criador do Heroes no segundo dia do MIXX 2.8. O Story Telling está aí em todos nós né? Seja num roteiro de 30”, numa série de TV ou mesmo naquele PPT que você precisa apresentar ao seu cliente para convencê-lo de adotar a estratégia e tática que você e sua agência estão propondo. Apresentação MUITO mais densa que a da Wieden+Kennedy em Cannes, sobre o mesmo tema usando a campanha Happiness Factory de Coca-Cola. O mais interessante é que como produtor de um TV, ele sabe que tem obrigação de monetizá-lo ao máximo para que a roda continue girando. E isso não afeta o conteúdo, não fere seu ego de autor - é uma solução e não um problema, desde que ele insira no DNA de Heroes o tal produto, no caso um veículo Nissan. O que ele fez? Conversou com a empresa, com os gerentes de produto e em paralelo cavou seu data base de mais de 15 milhões de fãs das série. OBS: não passou pelos criativos da agência e o resultado é bem diferente do sponsorship e product placement que estamos acostumados. As coisas estão mudando, que delícia !
-->
Amigos, o Tripoli já comentou sobre a brilhante apresentação, (mais para um talk-show e auto análise) do produtor e criador do Heroes no segundo dia do MIXX 2.8. O Story Telling está aí em todos nós né? Seja num roteiro de 30”, numa série de TV ou mesmo naquele PPT que você precisa apresentar ao seu cliente para convencê-lo de adotar a estratégia e tática que você e sua agência estão propondo. Apresentação MUITO mais densa que a da Wieden+Kennedy em Cannes, sobre o mesmo tema usando a campanha Happiness Factory de Coca-Cola. O mais interessante é que como produtor de um TV, ele sabe que tem obrigação de monetizá-lo ao máximo para que a roda continue girando. E isso não afeta o conteúdo, não fere seu ego de autor - é uma solução e não um problema, desde que ele insira no DNA de Heroes o tal produto, no caso um veículo Nissan. O que ele fez? Conversou com a empresa, com os gerentes de produto e em paralelo cavou seu data base de mais de 15 milhões de fãs das série. OBS: não passou pelos criativos da agência e o resultado é bem diferente do sponsorship e product placement que estamos acostumados. As coisas estão mudando, que delícia !
”Focar o trabalho e a mudança de atitude” O segundo dia do MIXX 2.8 foi bastante intressante e mais produtivo que o primeiro. Andrew Robertson, CEO da BBDO Worldwide foi entrevistado por Randhal Rothenberg, CEO do IAB USA e deu uma aula. Falar obre os cases de M&M’s (www.become anmm.com) e de HBO (tiraram do ar! – com mais de 1milhão de visitantes únicos em 3 semanas) , que destruiu tudo em Cannes esse ano, é chover no molhado. Não há receita para um bom trabalho, mas ele até que colocou a sua na mesa: 1) Basear-se em insights de comportamento; 2)Idéia aplicável em multi-plataformas e 3) Targetear sempre. Óbvio. Pq não se faz mais isso hein? Outro ponto bem interessante foi quando surgiu a pergunta: “Quais as qualidades que um criativo deve ter?”. Segundo ele, ninguém tem todas as qualidades desejáveis em um profissional ou ser humano, mas são essenciais: 1) habilidade em trazer pessoas com diferentes skills consigo sejam elas de mídia, atendimento, produção etc (grenciameno de time para os que tem pessoas abaixo de si na hierarquia do trabalho); 2) criar grandes estórias; 3) saber as possibilidades que a tecnologia proporciona para o desenvolvimento de grandes idéias criativas e golaços na execução destas. Segundo ele, o pessoal que domina ou tem noções razoáveis desse emaranhado de tecnologia, que não é um fim mas sim um meio, são os que sempre trazem mais para mesa de trabalho. Ainda foi enfático em não se interessar em rotular agências em ON ou OFF e afirmou ser muito difícil imaginar como ser eficiente em comunicação sem dominar o digital plenamente. Citou a BBDO São Paulo como um belo exemplo de trabalho integrado. Uma vez que a capacidade de distribuição de conteúdo relevante é enorme, investir em produção e ter uma estratégia onde a distribuição independe de mídia mas sim das pessoas, pode ser uma boa alternativa (não vale colocar no YT e imaginar que em um passe de mágica, milhões de views irão brotar). Para fechar ainda colocou que foco no trabalho entendendo que o comportamento das pessoas no consumo de meios já mudou, deveria ser um mantra. Escutamos isso no nosso mercado né? Quantos fazem isso? Mudar dói e incomoda mesmo. Desculpa aí…
Ontem, aconteceu aqui em NY o primeiro dia do IAB MIXX Conference & Expo 2.8, principal evento digital durante a Advertising Week do mercado americano. Os principais líderes das indústra estão discutindo as mudanças que o mercado passa e as principais tendências que batem à porta de anunciantes, veículos e agências. O tema esse ano - INVENTION AND REINVENTION - resume bem o momento da indústria da comunicação. Sim, Darwin estava certo e queiram ou não, digital ocupa cada vez mais espaço. Mesmo sendo um meio de massa com plena capacidade de segmentação e mensuração, ainda é algo em torno de 10% do bolo do investimento publicitário (nós estamos na casa dos 3,8%, conforme projeção do IAB Brasil). Nesse ano, cerca de 80 profissionais de agências, veículos e anunciantes marcaram presença. Nokia, Cadbury-Adams, Diageo, Petrobras, Credicard, Casas Bahia e Colgate são alguns belos exemplos do interesse do nosso mercado. Agências tradicionais, agências digitais e os principais veículos também estão aqui.
Construir algo novo, errar, acertar, fazer de novo e gerar um ciclo, sempre foi parte do nosso negócio, mas agora o ciclo é menor e cada vez mais contínuo. Não sou eu quem digo e não é de hoje. Interessante enxergar algumas visões agressivas de gigantes da indústria. Deborah Meyer, CEO da Chrysler, cita: “pensar em criar awareness, centro de uma estratégia de marca é muito pouco e é uma medida “over rated by most brands and agencies”. Se colocarmos o comment no devido contexto - mercado altamente competitivo onde os japoneses estão dominando enquanto as grandes marcas americanas perdem ano a ano bilhões aqui na América (em tempo: o Brasil, nesse sentido, vai bem obrigado), wall street espirra e lá se vão milhões par o espaço e o petróleo/bio combustíveis pressiona a indústria, construir awareness e só não é top list em tempos onde o S.E.M. é a primeira fonte confiável de consultas para marcas, produtos e serviços, onde as redes sociais influenciam cada vez mais a decisão de compra e onde 80% dos compradores usam a web como principal fonte no processo de compra. Há algo de certo aí não? Vale checar, o www.ramchallenge.com
