18/03/2010   RSS posts: 11756comentários: 34.338 updaters: 559
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Doc: Titãs - A Vida Parece uma Festa

(por Ruy Neto, via Blog da Cultura)

Ontem, a Academia de Filmes, responsável pela produção do documentário Titãs - a vida parece uma festa, dirigido por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves, fez uma sessão fechada para convidados do filme que ja passou pelo Festival do Rio e pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo este ano, mas que deve entrar em cartaz no circuito comercial apenas no dia 16 de janeiro. Em uma palavra, a produção pode ser definida como nostálgica. Trata-se de um álbum audiovisual de diferentes vídeos gravados pelos Titãs durante a carreira e que são editados junto com diversos registros da TV, marcantes para o grupo. Mas é por isso que o filme vale. Vemos todas as nossas referências dos anso 80 e 90 passarem guiadas pela trajetória da banda. Há momentos hilários como as das participações dos Titãs no programa do Gugu Liberato, em que três integrantes tentam resgatar uma moça da teia de uma aranha mortífera, ou cena do “Qual é a Música” de Silvio Santos quando recebem o troféu imprensa de melhor banda de 87. O filme é nostálgico para o grupo que são mostrados como o que são: um grupo de amigos que montou uma banda que fez bastante sucesso. E é exatamente por isso que o filme vale. Destaque para uma cena de uma das primeiras performances de Nando Reis com Marvin - ele poderia fazer o Visconde de Sabugosa na TV tenho certeza - editada junto com a participação de Jimmy Cliff no acústico MTV do Grupo. Aqui segue a abertura do filme, que foi melhorada, para as salas comerciais.

Vira Cultura: Averbuck, Camargo e a Literatura 2.0

Foto Edson Kumasaka / (por camila Azenha, via Cultura UoD)

Mesmo tendo passado por um baita sufoco - sua gatinha de estimação desapareceu, mas foi encontrada -, a Clarah Averbuck não faltou ao debate sobre os rumos da nova literatura na Internet - se é que ela existe de fato - e sobre o papel da grande rede no cenário literário. Para a escritora, o problema da leitura no país se deve às escolhas pouco felizes das obras obrigatórias que devem ser lidas na escola, que só fazem assustar os iniciantes.

Seu acompanhante - no bate-papo e na cerveja -, o escritor Cardoso, comentou sobre sua preferência por ler pequenos trechos por horas à ler um único e longo texto. Sobre esta tendência, comentou iniciativas como a do Projeto Mil Casmurros. A idéia é fazer uma leitura coletiva a partir da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. Simples assim: você escolhe um trecho, declama diante das câmeras e compartilha com os demais. Bacana, né?

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Beto Brant fala sobre projetos para o Cultura/UoD

(por Ruy Neto, via Blog da Cultura)

O Vira Cultura recebeu o cineasta Beto Brant para bater um papo com o público. Diretor de filmes como Ação entre amigos, O Invasor e Crime Delicado, Brant é conhecido por ter uma forte ligação com a literatura na hora de conceber um projeto novo. E foi sobre isso o bate e papo: ele mostrou em vários dos seus filmes passagens em que há claras referências literárias. A bolsa de Beto estava cheia de filmes e livros, um deles o Conto do Amor, de Cotardo Calligaris, de onde ele partiu para fazer um projeto de documentário pessoal, que nem sabe se vai trabalhar comercialmente. Tudo isso ele me contou na entrevista, bem informal, que fiz com ele e com a Lilian Taublib, a protagonista de Crime Delicado, inclusive o trabalho de estréia no cinema, e que estava na platéia vendo o diretor. Acompanhe:

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Santa Catarina: ajude

A Y&R, impulsionada pela solidariedade de seus colaboradores, montou uma estrutura para recolher doações para a população do Estado de Santa Catarina.

Sob a coordenação de Elise Passamani, responsável pela área de RH da agência, os funcionários estão sendo alertados para priorizar água potável, item que de acordo com a Defesa Civil é o mais urgente no momento. Mas outros itens como materiais de limpeza não líquidos, de higiene pessoal (incluindo Absorventes e fraldas) e roupa de cama e banho também são bem-vindos.

Quem estiver interessado em apoiar esta ação, basta deixar as doações na portaria da Y&R (Avenida General Furtado do Nascimento, 9, Alto de Pinheiros) até a próxima quarta-feira (3).

 UPDATE: Alexandre Tanaka enviou email avisando que a Age, Lew Lara, Ogilvy, Leo Burnett, Sentimental Filmes, Lua nova, Gringo, entre outras agências, também já se prontificaram a colaborar com doação.

Os donativos também podem ser encaminhados para a sede da Fuzz Comunicação - Rua Clodomiro Amazonas, 249 - cj 33, Itaim Bibi –  na portaria do prédio.

Mais informações no telefone (11) 3491-5455 com Alê Tanaka, Karen Grace, Rogério Kenoy ou Tarcísio “Tatá” Júnior.

Minha pergunta para o Saramago

(por Ruy Neto, via Cultura UoD)

Estava me preparando para a coletiva de imprensa com José Saramago ontem quando me deparei com a entrevista do pensador Kevin Kelly postada pelo Updater Jorge Carvalho. Kelly comenta sobre o socialismo 2.0, um termo que usa para definir as mudanças sociais inesperadas que podem acontecer com a evolução da internet e das potencialidades de colaboracionismo entre as pessoas na rede. Para Kelly, nem chegamos a explorar os modos de cooperação que podem surgir no futuro. Bem, nada melhor do que propor este mesmo pensamento a um comunista/marxista convicto, como Saramago, que aos 86 anos alimenta um blog e também acompanha o raiar do futuro tecnológico que desponta neste início do século 21. A pergunta , em síntese, foi:

“Você acredita que o envolvimento das pessoas na internet, o colaboracionismo, pode ser um motor de mudanças sociais no futuro?”.

Segue a resposta, típica de um comunista/marxista, mas nunca pessimista.

“Eu não sou pessimista, o mundo é que é péssimo”.

Saramago está no Brasil para o lançamento mundial de A Viagem do Elefante e para a abertura da exposição José Saramago: a consistência dos sonhos, que irá do dia 28 de novembro até 15 de fevereiro de 2009, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. A mostra é composta por 1.200 documentos, entre poesias inéditas, manuscritos originais e outros.

d-.-b Renato Motha

(por Luiz Lins, via Cultura UoD)

Semanas atrás, como sempre faço anualmente, soltei minha lista dos melhores trabalhos que ouvi na MPB durante o ano. Sem maiores pretensões mas procurando ser rigoroso, mesmo porque não tenho nenhum compromisso a não ser com meu paladar musical, comentei que o ano não havia sido dos melhores até porque o mercado fonográfico não está lá essas coisas, como todos sabem.

Mas fiz questão de frisar que mesmo trôpega a música brasileira, como só ela sabe ser, nos oferece “vez em quando” momentos que de tão sublimes nascem eternos e para sempre na memória. Artistas, canções e trabalhos avessos aos imediatismos, aos estilos e aos formadores de opinião.

Entre os projetos destacados, considerei “Rosas para João” como o melhor disco do ano. Um cd dedicado e inspirado na obra de Guimarães Rosa poderia ser um risco monumental resultando num trabalho pretensioso e regionalizado ao extremo perdendo a dimensão mágica, mítica e universal da prosa “guimarânica“.

Mas o que vem de um mestre da escrita teve a sorte e a felicidade de cair nas mãos de um novo mestre da canção brasileira: Renato Motha, mineiro escondido lá nas Gerais mas já descoberto nos ínumeros festivais de música espalhados pelo país e apreciado por uma seleta trupe de fâs brasileiros e internacionais.

Renato teceu o fio da canções como quem faz uma roupa delicada mas incrustada de pedras preciosas e rica em detalhes e texturas. Vozes ( a dele e de sua companheira Patrícia Lobato) acompanhada por uma intrumentação acústica captada com esmero no estúdio Via Sonora fez desse seu último trabalho um momento único.

Com um pouco de silêncio e uma audição atenta essa magia “reacontece” (como bem poderia ter dito Guimarães..) com todos que o escutarem.

E para minha surpresa, achei que estava sozinho nesse rompante enlouquecido de admiração extrema (risos).

Mal sabia eu que, alguém mais, compartilhava de impressões bem semelhantes… Vejam:

Norton: o aniversário da velha senhora

(por Mário Castelar, Dir. Inovação da Nestlé, via HSM UoD)

Dia 11 passado a Norton Publicidade teria cumprido 62 anos de existência. Não vi nenhuma nota, mas penso que outros que passaram por lá terão lembrado. Falei com o Geraldo, com o Felipe Alonso e com o Evandro Piccino. Eles lembraram.
A Norton foi escola para quase todos nós. Com uma lista de clientes impressionante e um verdadeiro líder à sua frente a agência experimentou conceitos inovadores como o atendimento integrado, a arquitetura promocional e a comunicação total.
A Norton fez grandes trabalhos para clientes como Carrefour, Banespa, Nestlé, General Electric.
Propostas corajosas, duradouras e capazes de criar conexão.
Sinto saudade das pessoas, dos projetos, dos sonhos e do jogo de sinuca no Sem Nome, depois do trabalho.

Mickey Mouse oitentão, hoje

(por Cristyane Balakdjian, via YR UoD)


Walt Disney criou Mickey Mouse em 18/11/1928 para competir com o sucesso do Gato Felix. O camundongo, desenhado a partir de uma série de círculos, provou ser ideal para o desenho animado e se tornaria o personagem de maior sucesso dos estúdios Disney. Parabéns Mickey!

Hoje? Google Voice Search para iPhone

(por Debora Lima, via Cultura UoD)

Em 2002 o Google já havia pensado em algo neste sentido, havia no Google Labs a opção de fazer uma ligação a um número específico e ao ouvir o beep falar o que se desejava buscar e o resultado aparecia na tela do computador. Talvez adiantado a tecnologia que havia na época o Google descontinuou este projeto. Agora ele retornou com uma feature no Google Mobile App para o Iphone que possibilita fazer uma busca através de um toque, uma pergunta e ter os resultados no seu Iphone. Fantástico? Sim… E a sua estréia era para a sexta passada (14/11), foi adiada misteriosamente para hoje, e assim estamos esperando na ansia por fazer muitas buscas faladas….Esperamos a estréia para hoje, e enquanto esperamos curtam o vídeo sobre a App… Enjoy!

Kaiser Chiefs • Planeta Terra 08/11/SP

(por Thaís Arruda, via Cultura UoD)

Só faltou mesmo o bis para o show do Kaiser Chiefs no sábado, durante o festival Planeta Terra, ser perfeito. Eles já tinham anunciado que tocariam todos os hits - ou seja, tocariam pra galera -, mas não imaginei que logo a segunda música seria Everyday I Love You Less and Less. E na seqüência vieram: I Predict A Riot, Modern Way, Oh My God… O ponto alto, para mim, foi quando o Ricky Wilson perguntou qual música o público queria ouvir e, imediatamente, subiram diversos papéis com Na Na Na Na Naa (aliás, acho genial este título). E todo mundo começou a cantar o refrão. Muito bom - até registrei com meu celular:

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007 Quantum of Solace

007-quantum-of-solace-poster01.jpgOntem, dia 06, foi a pré-estréia do novo filme do James Bond, 22º filme oficial da série 007. Dessa vez Bond é enviado ao Haiti para investigar uma traição no M16, e lá ele encontra uma (perigosa?) mulher e um homem que tem planos para a Bolívia. Dirigido por Marc Foster (Mais Estranho que a Ficção), com Daniel Craig, Mathieu Almaric, Judi Dench e Jeffrey Wright, todos excelentes, o filme segue com um ritmo parecido com o primeiro… E bom, vou deixar que vocês tirem suas próprias conclusões. As cenas de ação estão ótimas, até porque não foi à toa que Daniel Craig recebeu um corte no rosto que lhe rendeu 8 pontos, e que depois teve a ponta de um dos dedos da mão arrancada. Outra curiosidade que chama atenção para quem gosta é sobre a música-tema do filme, “Another Way to Die”, cantada pela primeira vez por um dueto, Alicia Keys e Jack White.

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Another Way to Die

Vale o ingresso, por motivos claros: James Bond é um dos raros filmes que você nunca se cansa de ver, embora alguma coisa tenha me chamado mais atenção no anterior.

Spoon: o show menos esperado do ano em SP

(por Fabio Outsuka, via Cultura UoD)

Neste sábado teremos em SP um dos festivais de rock mais aguardados do ano.  Se o Tim Festival deste ano foi marcado pelas noites relativamente vazias nos eventos rock, o Planeta Terra deve ser o contrário — todos os 15 mil ingressos do evento já estão vendidos.  Não é para menos, o festival traz um belo mix:  bandas históricas do rock (Jesus & Mary Chain), bandas extremamente populares (Offspring), bandas que explodiram recentemente (Kaiser Chiefs, Bloc Party), nomes emergentes da cena nacional (Vanguart, Mallu Magalhães, Curumim),  DJs renomados (Felix da Housecat, Mau Mau), etc.  Tem para todos os gostos, o que é bom, já que serão palcos simultâneos e as pessoas terão de perder alguns showspara assistir outros.

Segundo uma enquete feita no próprio site do evento, o show internacional menos aguardado é o da banda texana Spoon (apenas 2,84% dos votos).  Arrisco, no entanto, a dizer que será o melhor show da noite.  Spoon é uma das melhores bandas do rock americano recente, mesclando folk, soul, electro e muito mais com um guitar rock de riffs firmes e marcantes.  Britt Daniel, guitarrista, vocalista e líder da banda, é um desses novos gênios da música atual, criando belíssimas canções com uma produção cuidadosa e rica, cheia de pequenos detalhes.  Os dois últimos discos da banda (Gimme Fiction, de 2005, e Ga Ga Ga Ga Ga, de 2007) não foram lançados no Brasil e talvez por isso sejam um tanto desconhecidos do público. Uma pena, pois são discos excelentes e devem compor a maior parte do setlist do show em SP.

Para esclarecer qualquer dúvida sobre o som da banda, confira o vídeo abaixo de uma apresentação deles no David Letterman Show.  The Underdog traz como base uma seção de metais no melhor estilo Motown, alternando com um violão e tamborim folk.  Inesperado e surpreendente — exatamente como deve ser o show deles depois de amanhã.



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