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Archive for the 'Música' Category

Um bom trompete, uma boa trilha.

Estava eu zappeando na tv quando dei a sorte de achar, bem no comecinho, um dos pedacinhos de trilha que mais gosto: o “The Incredits”, dos Incríveis, feito para aquela animaçãozinha final que sempre rola nos filmes da Pixar. Obra-prima do Monstro Michael Giachinno, conduzido por Tim Simonec, a dupla dinamica de tantas trilhas (Medal of Honor, Lost, quase todos Pixar, Star Trek, enfim, esse é outro post, pra breve). Aí a trilha acabou, fiquei com vontade de ver de novo, lá vou eu pro Youtube conferir os porto-riquenhos e os Cubanos soprando forte nos trompetes e uma coisa leva a outra e acabei aterrizando em outra delícia, desta vez do gênio-trilheiro de uma geração anterior, o mais que monstro Burt Bacharach, que aqui aparece com Herb Alpert numa trilhinha deliciosa de “Casino Royale”, também com um trompete falante, bem pontuado e sussurrado no final das frases.Teminha bom pra grudar na orelha numa sexta chuvosa.
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Casino Royale Theme [dl]

Casino Royale with Lyrics [dl]

Letra divertida depois do jump. More »

Fred Astaire dances Michael Jackson

Or Michael Jackson sings Fred Astaire. Tanto faz. Ficou bom demais esse vídeo de fã.
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Não é mais homenagem póstuma.
via

Docs musicais imperdíveis do 1º In-Edit Brasil

Post de Diego Dumont
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Atenção, paulistas, corram que ainda dá tempo. Está rolando desde sexta da semana passada o Festival In-Edit, o primeiro festival internacional de documentário musical. É uma iniciativa muito bacana que nasceu em Barcelona 7 anos atrás e acontece pela primeira vez no Brasil. Pra quem mora no Rio de Janeiro o festival acontece de 09 a 12 de julho.

É um baita programa pra quem gosta de ir além do play e não se contenta em sentir a música somente com os ouvidos, quer enxergá-la e entender o que está por trás da sua concepção e expressão.

Assisti 18 dos 44 filmes que estão em cartaz e espero assistir pelo menos mais outros cinco até o término da edição paulista no próximo domingo. É uma grande oportunidade de apoiar uma iniciativa inédita e conhecer mais sobre movimentos musicais e culturais tão diversos como o dub, funk carioca, jazz latino, música clássica russa e japonesa, entre tantas outras.

Todos os docs que considero highlights ainda dá tempo de pegar o repeteco. “From Mambo to Hip Hop”, “Dub Echoes”, “The Wrecking Crew”, “Johnny Cash at Folsom Prison”, “The Godfather of Disco” e “Respect Yourself: The Stax Records Story” são “os imperdíveis”. Muitas referências, curiosidades e conexões que a gente jamais imaginava existir. Esse aí no alto é o trailer do “From Mambo to Hip Hop”. Depois do jump, tem “Wrecking Crew” e “Dub Echoes”, nesta ordem.
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Doc| Playing for Change + “Stand By Me”

http://www.vimeo.com/2539741

O documentário “Playing For Change: Peace Through Music” é parte do movimento “Playing For Change”, que quer conectar o mundo através da música. Começou em março de 2005, teve o mais recente update em janeiro de 2009 e seu site avisa: “to be continued”. É ambicioso. E muito legal.

O movimento, sustentado por uma fundação, pode ser mais bem compreendido no link acima e algumas pessoas já conhecem. O documentário, premiado, está devidamente explicado em vídeo, neste outro link. E aqui eu preferi pôr só uma música played for change, símbolo de tudo isso e uma paixão pessoal, que já declarei no UoD e que declaro de novo. Quem viu vai gostar de rever. Quem não viu ficará encantado. (Playing for change in Brazil, Cesar Pope – no cavaquinho.)

Lindo.

via @fabioIr

Olha o canal deles no YouTube. Tks, @fepacheco! (Gente, parece que a updater Carolina Ribeiro já postou esse doc aqui, mas é da turma dos posts que foram para o céu. Então, sendo de arrepiar como isso é, adjetivação bem escolhida pelo André ao lado, ‘licença de ressuscitar, ok?)

d-.-b Franz Ferdinand - Can’t Stop Feeling

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Os sempre ótimos Franz Ferdinand em seu mais novo clipe. Simplesmente o máximo.

d-.-b Caetano plays Michael

Houve várias homenagens sinceras e belas para a arte (não a vida) de Michael Jackson aqui. Desde o incrível “Miles plays Michael” até a anti-homenagem do “Salão de Espelhos”, que, ao compreender esse Michael misto de “Peter Pan e Dorian Gray falidos” e ao enxergar a armadilha de auto-simulação em que ele se prendeu, talvez o tenha homenageado mais ainda que os outros posts.  Mas eu também queria postar um vídeo, enquanto ainda dá tempo, em uma homenagem, digamos, mais brasileira (se bem que já foi providenciada uma ‘abrasileirada’ na anti-homenagem, com os versos do Gil sobre o MJ). O “tributador” neste meu caso anda um tanto controverso, mas o tributo eu acho lindo.

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“Nega Maluca” e “Eleanor Rigby” incidentais… demais…

Billie Tweets

Eu sei que ninguém aguenta mais. Michael se foi e é isso, segue o jogo.

Mas, não resisti em dividir com vocês (mais) essa linda homenagem.

Clique aqui para ir ao site

d-.-b Miles Davis - Human Nature

Miles Plays Michael Jackson

Eclectic Method

Remix de Áudio/Video.

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Michael Jackson no salão de espelhos

Em 1993 fui ver Michael Jackson no estádio do Morumbi. Foi memorável. Memorável de ruim.

Não é que o cantor, compositor e dançarino tivesse feito uma performance pálida: estavam lá o moonwalk, os gritinhos, o jeito resfolegado de cantar e ao mesmo tempo a absurda precisão e dominio musical dele e de sua equipe de músicos, bailarinos e técnicos. Tudo perfeito e minucioso, como tinha que ser. Tudo controlado e sincronizado, como nas festas do Oscar e nos musicais da Broadway, know-how que os americanos desenvolveram e que praticam como ninguém.

O problema foi a concepção do espetáculo: não era um show de MJ, e sim uma coletânea de seus clips, encenados ao vivo com a mesma direção com que foram imortalizados na tela das TVs e no imaginário das pessoas. Mesma coreografia, mesmo figurino, tudo sublinhando que o importante era fazer igual ao original. E mais: entre cada número musical, passavam-se cerca de 5 minutos (!!!) durante os quais nada acontecia. NADA. Nem música, nem imagens no telão, somente o palco vazio esperando a montagem do próximo cenário. E o público foi esfriando. E o show foi ficando chato. Era um espetáculo criado para funcionar no Kodak Theatre de Los Angeles (casa do Oscar), aonde o backstage é construido para esse tipo de montagem. Mas ali não funcionava, e o que era para se tornar um grande momento musical virava uma espécie de museu de cera encenado, uma cópia idêntica das imagens orbitando em torno de sua persona. Sala de espelhos sobre o palco.

O que, aliás, diz muito sobre quem foi esse mito da música pop e sobre o que significa ser um mito midiático, hoje em dia. Ou antes, o que significa ficar preso em suas próprias imagens, amplificadas e ecoando ao redor do mundo, sem o controle de seu criador. Talvez, para se perpetuar em Peter Pan, MJ tivesse mesmo que tentar ter todo o controle sobre sua produção visual, na inútil tentativa de evitar que o futuro viesse e ele crescesse. Mas o futuro veio, e com ele as acusações de pedofilia e a exploração sensacionalista da mídia sobre seus atos: virou genro póstumo de Elvis Presley, pareceu querer jogar o filho pela janela, usou o próprio corpo para testar sua triste mutação fisica (nos versos de Gilberto Gil: “Michael Jackson ainda resiste/ Porque além de branco ficou triste”). Nesse sentido, foi Peter Pan e Dorian Gray falidos: o personagem de Oscar Wilde não queria envelhecer, mas com o tempo seu retrato passou a mostrar cada vez mais uma pessoa fisicamente deformada.

O triste, nisso tudo, foi a imagem do mito se apossar do talento musical que ele tinha desde criança, dominando e secando sua gigantesca musicalidade. Jogado aos leões do star system, MJ não conseguiu evitar de ser esquartejado ainda em vida. Seu gênio musical foi minguando, na desesperada tentativa de repetir o impacto que foi Thriller. Novamente, a repetição, o clip copiado ao vivo, a auto-simulação no lugar da auto-invenção. Esse é um jogo que interessa à mídia, e infelizmente interessou a MJ também. Ou talvez ele não tivesse escolha e esse fosse seu destino escrito - se é que isso existe.

Rock with you

Vendo esse clipe, mesmo quem nasceu nos anos 80 e nao teve a chance de “conviver” com esse Michael Jackson - BRILHANTE -, pode ter um pouco da dimensão da importancia de MJ para a música atual. Nessa apresentação, muitas das pessoas da platéia nunca tinham ouvido antes Billie Jean e Michael conseguiu com uma maestria só dele levantar e botar p. dançar a nata da motown vestidos de black tie. Acho que ninguém vai conseguir fazer isso de novo. Michael era e vai ser para sempre o rei do pop. E é como eu disse aqui: nada do que ele fez importa. O que importa é que ele nos deixou um dos maiores legados musicais de todos os tempos. Michael u rock hard. I´m gonna rock with you forever.

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Palhetas de cartão plástico

Palhetas de guitarra são a coisa mais fácil de ser perdida. Cartões de crédito sempre são picotados antes de serem enterrados. Ei, por que não juntar o útil ao agradável e fazer palhetas com esses cartões? De crédito, da UNE, da Ordem dos Músicos do Brasil… Existe até uma empresa vendendo um furador já com a forma da diminuta. Aí, além de ampliar e personalizar seu jogo de palhetas, você ainda protesta contra a crise mundial e o cinismo das operadoras de cartão tocando punk rock: tomem isso!

Daqui / Dica da Paula Rizzo



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