

Essa semana estivemos por 4 dias no Costão do Santinho em Floripa para testar uma teoria: as pessoas pensam mais genuinamente quando estão de férias, longe de casa e do trabalho. São os “momentos mágicos”, quando descemos do trem do dia-a-dia e enxergamos as coisas em outro ritmo e com outros olhos (outros momentos mágicos: nascimentos, mortes, casamento, divórcio, demissão, ano-novo e viagens).
E já que a intenção era causar raciocínio, seguimos na nossa linha mais comportamental, mais interessados nas consequencias sociológicas e individuais de todas essas transformações que a tecnologia tem gerado. Falamos das grandes mudanças nas áreas sociais, profissionais e pessoais, redes, carreiras e projetos, aprendizado informal, auto-didatismo, etc. Tudo com muita coragem porque não é fácil competir com sol, piscina e mar. Funcionou. Mudança e adaptabilidade são temas com grande apelo.
Outra experiência interessante foi falar pra gente fora do mundinho hype (mas não menos interessante por isso), que também era um dos pontos fundamentais destes encontros (as participações foram ótimas, logo coloco os videos por aqui).
Essa iniciativa inaugura uma nova modalidade no segmento de hotelaria: o turismo de conteúdo. Nessa semana, assim como a molecada, os adultos do Costão também tiveram seus monitores.
Valeu Updaters Raquel Costa, Adriana Salles e Marcos Teixeira.
Vem mais.

Archive for the 'Palestras' Category
Se você trabalha com campanhas de incentivo ou usa essa ferramenta para motivar pessoas, esse post é para você.
O princípio é simples. Você quer que alguém atinja uma determinada meta, e para isso coloca um prêmio, uma cenourinha, lá na frente. Essa cenoura geralmente se materializa em forma de dinheiro, viagens, TVs de plasma etc. Em outras palavras, bens materiais.
Não é que bens materiais não importem e as pessoas não os queiram. Todo mundo quer. Mas essa palestra do Dan Pink para o TED, sobre a qual já tinha escrito aqui, desconstrói essa história.
Quando o trabalho envolve uma entrega intelectual e emocional, o cenário é outro. Nesses casos faz muito mais sentido motivar as pessoas com tarefas que façam sentido, que despertem interesse por sua natureza. E a cenourinha material, ao invés de ajudar, pode até atrapalhar…
Saiu o line-up do TED 2010. Tem o Chef Jamie Oliver (TED Prize), Jake Shimabukuro (toca um Ukulele ensandecido), Sheryl Crow (!?), David Byrne, Bill Gates (filantropia), Natalie Merchant (do 10.000 Maniacs que eu adorava até ela fazer aquela cover do Sympathy for The Devil), o Ze Frank (sempre bom) e o batutão Ken Robinson (fez um talk memorável falando que as escolas matavam a criatividade, um dos mais famosos do TED).

(por Kelly de Souza, via Blog da Cultura/UoD)
A unidade do Conjunto Nacional ficará aberta das 9 horas de amanhã às 20 horas do domingo. Não, você não leu errado. Serão 35 horas ininterruptas de eventos gratuitos que ocorrerão durante a segunda edição do Vira Cultura. Em 2008, mais de 15 mil pessoas prestigiaram o evento. Este ano são esperadas mais de 20 mil.
Entre pocket shows, apresentações circenses, dança, saraus literários, atividades infantis, sessões de cinema, aulas de ioga (com música ao vivo), DJ set e stand up comedy serão mais de 80 atrações. A cantora Ana Cañas e o pianista Donatinho - filho de João Donato – são alguns dos destaques musicais. Malu Mader, Arnaldo Baptista, Chacal, Marcia Tiburi, Marcelino Freire, Lourenço Mutarelli, entre outros artistas e escritores, também estarão presentes. Para conferir a programação completa, acesse: www.viracultura.com.br. Para ninguém ficar perdido durante o evento, será instalado no corredor do Conjunto Nacional um guia virtual da programação do evento, com as informações disponíveis sobre cada um dos artistas, além de vídeos e fotos tiradas durante o evento e expostas em tempo real.
As atrações do Vira Cultura vão acontecer em São Paulo, nas cinco lojas da Livraria Cultura, no Cine Bombril, na academia Bio Ritmo e no próprio Conjunto Nacional – todos os espaços estão localizados na galeria CN.
Acompanhe alguns destaques da programação abaixo: More »
Foi liberada a 2a. palestra do TEDxSP. Dessa vez quem fala é Paulo Saldiva, que faz uma comparação entre um paralelo entre o mundo e o corpo humano e como a poluição afeta nossa saúde. Tema mais que pertinente para quem gasta um bom tempo dentro de um carro, como os que vivem em São Paulo.
http://www.vimeo.com/7809765
(por Marcelo Salgado, via Livraria Cultura / UoD)
O programador e estudante de Filosofia (!!!) estadunidense Alexander Galloway esteve recentemente no Brasil para falar de redes digitais, controle e anonimato. Galloway nunca havia estado na América do Sul e, apesar de tímido, compartilhou generosamente sua sabedoria técnico-filosófica – a mesma utilizada no livro “Protocol - How Control Exists After Decentralization”.
Aqui no Brasil, o especialista em redes digitais falou sobre certas características essenciais - pré-condições - para a existência de uma rede: incongruência e assimetria. Talvez por isso o protocolo (de rede, como DNS e HTML) seja uma manifestação tão humana e socialmente rica - afinal, é imperfeição, é desequilíbrio, é abertura. Mais ainda: é distribuição de poder. O protocolo remete, de fato, à idéia mais fundamental de “etiqueta” – conjunto de regras aceitas formal ou tacitamente por uma coletividade. Pois não há como operar dentro do protocolo sem estar sujeito a todo ele e a suas limitações e regras. Deve-se entender que um protocolo é, em verdade, uma camada (de regras) sobre outra camada – a rede (web) em si, o substrato mais técnico que permite a comunicação à distância entre computadores. Quem aceita o protocolo, ou seja, quem usa a internet, deixa rastros, “pegadas na neve” que nem imagina. E é exatamente esse o maior ônus que quem usa a rede necessariamente paga: a concessão de dados, poder e controle sobre quem ele é, o que faz e quanto tempo passa em cada site.
Galloway adequadamente chama o protocolo de “a mais organizada mass media conhecida pelo homem”. De fato. Maciça, muito mais do que qualquer outra mídia; porém, com outras características muito distintivas, como agilidade, fluidez - e poder distribuído.
As possibilidades, mas, também, as vulnerabilidades dos comunicadores nunca foram tantas nem tão grandes como agora. Quando estiver passeando na rede, não se esqueça: queira ou não, saiba ou não, já aceitou o protocolo.

Assim como o Marcelo Tripoli (que escreveu aqui embaixo), eu também tive o privilégio de participar do TEDxSP, ao lado de alguns companheiros aqui do UoD, de algumas outras pessoas que eu conhecia e outras interessantes que eu tive a oportunidade de conhecer lá. Gente de comunicação, de moda, economistas, ambientalistas, empreendedores, jornalistas, e representantes de diferentes instituições, incluindo algumas (para mim) surpreendentes, como o exército brasileiro. Sim, com um crachá (propositalmente) gigante, as pessoas tinham facilidade de puxar papo. E foi o que fiz, sentando em diferentes lugares em cada um dos blocos, com novos vizinhos.
O evento, como o Tripoli descreveu, foi impecável do ponto de vista de organização. Com direito a almoço e coffee breaks bem produzidos, sinal wi-fi forte e aberto, uma cenografia de ponta, uma cobertura incrível (que deve render vídeos bem produzidos para serem compartilhados em breve), banquinhos em papelão reciclado (tão lindinhos que todo mundo queria levar pra casa) e boas atrações musicais. E, para quem não sabe, foi totalmente gratuito para os seus participantes graças ao trabalho voluntário de um grupo de apaixonados pelo TED que captou recursos e angariou parceiros para colocar de pé este evento de alto nível.
Um alto nível que transcende (em muito) estes cuidados de organização. A curadoria dos palestrantes foi formidável. Fomos bombardeados pelos 5 a 15 minutos de papo de muita gente que faz a diferença em seus setores de atividade e que já dá contribuições efetivas. Estes palestrantes ajudaram a responder a pergunta “O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?”. E fizeram isso não só a partir dos exemplos daquilo que fazem (e é inspirador) como por pontos de vista sobre como podemos fazer mais. E este é o grande barato do TED. Um evento que não se encerra em um dia. Uma comunidade que pulsa e pensa, se articula em volta dos assuntos de interesse.
Muita gente que se interessou não conseguiu estar lá. Era impossível acolher tanta gente. Mas as palestras já começam a subir em vídeo. O Cris Dias fez um trabalho super legal de cobertura em tempo real (vários vídeos já foram colocados no posterous do B#9). Vale conferir. E a organização deve subir tudo em alta qualidade de som e imagem para quem quiser esperar um pouco mais. O Twitter também “bombou” - vale ver o log dos comentários rodando uma busca.
Difícil eleger os speeches que mais falaram alto pois a somatória de todos eles oferece uma rica perspectiva. Mesmo os palestrantes menos articulados eram porta-vozes de projetos incríveis. Acho que vale, com calma, assistir a todos eles. Entre as palestras-surpresa, que não constavam no catálogo, uma das mais interessantes foi a do “Vote na Web“, projeto sobre o qual dedicarei um outro post. As outras foram a de Argus Caruso, que deu a volta ao mundo de bicicleta e a de Ana Paula Giorgi que faz um projeto bem interessante de análise de dados que permite a priorização de investimentos na preservação de espécies em florestas tropicais como parte do seu trabalho e sua pesquisa no departamento de geografia da UCLA.
Espero muito sinceramente que o evento se repita e, mais do que isso, que a comunidade vibre muito e inicie projetos e novas iniciativas neste meio tempo.
Em Berlim a celebração dos 20 anos da queda do Muro está acontecendo desde o começo do ano.
Mas hoje, véspera, a cidade enlouqueceu com festas pipocando por todos os cantos.
Hoje também foi a abertura da Falling Walls Conference, certamente o mais importante de todos os eventos da comemoração. Simplificando, trata-se de um ciclo de palestras nos moldes do TED cujo foco da discussão é quais serão próximos muros a serem derrubados nas mais diversas áreas do pensamento humano.
Organizado pela Einstein Foundation, os trabalhos começaram com a abertura das portas da Adlesdorf, City of Science, Technology and Media, um complexo monumental onde entre outros brinquedinhos tem um acelerador de partículas, centenas de laboratórios e uma rede de televisão. Fomos recepcionados com um tour pela “cidade”, duas palestras inaugurais e um jantar de “Física Culinária” com pratos preparados à nossa vista usando conceitos de termodinâmica e cozinha molecular.
Quem abrirá a conferência amanhã será a premiê Angela Merkel, que na época da queda do Muro trabalhava como pesquisadora na Alemanha Oriental e segue com palestras de gente graúda como o ganhador do Nobel da Paz e criador do Grameen Bank, Muhammad Yunus.
Ele parece o Clóvis Bornay, como disse o Wagner Brenner certa vez. Mas o Doutor Philip Zimbardo fez um TED Talk que achei bastante apropriado para um Halloween. Ele é autor do livro Lucifer Effect: Understanding How Good People Turn Evil, em cima do superinteressante experimento de 1971 da “Prisão Stanford” (em que universitários fizeram os papéis de prisioneiros e carcereiros - wkp), e foi observador técnico em Abu Ghraib.
Ou por que, independentemente de fantasia e de “trick or treat”, a bruxa pode ser você, eu, qualquer um de nós…
O Ignite Talks é uma espécie de “fast TED”. Se no TED os palestrantes possuem 18 minutos para suas apresentações, no Ignite são só 5 minutos em 20 slides (que rodam a cada 15 segundos). Qualquer grupo de pessoas pode realizar o seu próprio evento, o pessoal do Ignite dará todo o suporte e informação. No vídeo abaixo: Como não se ferrar ao tentar comprar um carro?
Dentro desse eventos, acontece uma “feira de ciências” onde algumas pessoas criam coisas interessantes. Pra quem acompanha o UoD, já passou por aqui o iCupcakes que ganhou o Consurso Ignite NY de Decoração de Cupcakes.
Assine no iTunes aqui.

A palestra final desta edição do NBC09 teve como protagonistas os diretores de criação Mike Geiger e William MacGiness que tiveram como tema “Brand Karma” e trouxeram exemplos de como trabalhar a comunicação das marcas com relevância. Mostraram os cases Häagen Dazs Loves Honey Bees (Leão de Prata em Titanium e Integrated, Cannes Lions 2009) e um projeto que está apenas no começo, o “Summit on the Summit” para a HP (que promete muito e que já pode ser acompanhado aqui).
Antes desta palestra duas sessões com brasileiros: a dupla Jader Rossetto e Roberto Severo da MTV fez uma sessão sobre consumidor é a mídia. E Beatriz Galloni da Mastercard mostrou como, ao longo de décadas a marca tem conseguido se comunicar com o consumidor usando diferentes campanhas e plataformas.

Mauricio Mota deu continuidade ao papo de ontem iniciado o pelo Ivan Askwith da BigSpaceship. Falou um pouco do complexo de vira-lata quando o assunto é a produção de conteúdo no Brasil mostrando como somos capazes de ser criativos com muito menos verba. Enfatizou a força das histórias bem contadas e um pouco do seu trabalho que ajuda as marcas a criar e produzir suas histórias.

