Sou um entusiasta das mídias sociais? Com certeza.
Desconfio das mídias sociais? Também.
Sei do que uma simples conta bem gerenciada no Twitter é capaz de fazer por uma empresa, um político ou até mesmo um profissional liberal pois já vi com os meus próprios olhos coisas bacanas acontecerem nesse sentido.
Ainda assim, desconfio de qualquer discurso capaz de causar tamanha histeria e gerar tantos defensores da causa. O poder de aglutinar tanta gente em torno de algo nem sempre é uma coisa boa, vê-se o que aconteceu na Alemanha em 1939.
Antes que alguém grite aí, deixo claro que não estou comparando mídias sociais com nazismo. Se fosse assim seria nazista, já que trabalho com isso. O que estou dizendo é que me assusta ver como muita gente enxerga mídias sociais como uma grande panacéia, ou seja, algo que vai salvar o mundo de todos os males, ainda que não se saiba exatamente como e quando.
Por isso acho legal quando alguém tenta traduzir mídias sociais em números. Pode ser um pouco cartesiano demais para quem está esperando pela Era de Aquário 2.0, mas pelo menos ajuda a gente a manter o pé no chão e discernir o que é real do que é pura enrolação.
o vídeo vem daqui
O vídeo é sobre a realidade americana, mas o sentimento lá e cá provavelmente é muito parecido.
Eu, por exemplo, ainda não entendo porque os bancos abrem mais tarde e fecham mais cedo. Também não entendo porque não posso encontrar uma agência aberta no final de semana, se todo o comércio está funcionando. E continua sendo um mistério que um depósito demore tanto para cair na outra conta, ainda mais com todo o sistema informatizado que existe hoje em dia. Fora a burocracia que gera filas enormes…

Você compra uma camiseta em uma loja e uma semana depois descobre que a loja entrou em liquidação. A mesma camiseta agora custa a metade do preço que você pagou. Todo mundo já viveu situações desse tipo e a reação natural é amaldiçoar a camiseta, a loja e o capitalismo.
Mas as lojas GAP de Vancouver, no Canadá, estão fazendo um experimento que pode resolver esse problema. Os clientes da loja podem se cadastrar em um programa de fidelidade que oferece, de graça, um tipo de seguro para essas situações.
É simples: se você adquirir algo cujo preço caia no período de 45 dias após a compra, a GAP devolve a diferença por meio de créditos para gastar na própria loja.
Além de deixar as pessoas mais felizes, a GAP acaba fidelizando seus clientes e, principalmente, aumentando a venda por impulso. Genial né?
via
Há algum tempo, a Kaiser lançou uma campanha que mostrava o maior teste-cego de cerveja do país. De acordo com o DataFolha, através da figura do global Humberto Martins, houve empate técnico na competição de cerveja preferida do Brasil. Essa semana tinha gente falando do comercial da Brahma para o Peru. Como por lá não existe Skol, é a Brahma que desce redonda. Já que ambas são da AmBev, parece que não tem problema.
Até então a comunicação salvou muitos produtos. Levantava um atributo e partia para o ataque na mídia. Acontece que agora não dá mais pra fazer milagre: os produtos são todos iguais e não dão mais argumentos para os publicitários: não têm mais conceito. Enquanto todos os planners, gurus, criativos, blogueiros e especialistas em redes sociais lutam pelos conceitos de transparência e dão lenha para que os consumidores possam gerar conteúdo sobre as marcas, alguns anunciantes estão dormindo no ponto. Parece que ainda não entenderam que seus produtos PRECISAM ser relevantes. É bom que se dêem conta logo, antes de que a grande massa perceba o que a gente já sabe: é tudo a mesma coisa.
Ontem, estive em uma apresentação informal da pesquisa do DataPopular sobre a baixa renda. Liderada por Renato Meirelles que estuda esse target desde 2001 e ainda tem uma parceria com o DataFolha que já faz mais de 100 mil entrevistas em 180 cidades, foi possível conhecer quais são as 10 tendências da classe C traçadas por meio de drivers do futuro e pistas comportamentais . E é bom ficar de olhos bem abertos, pois essa turma - que ganha menos de 10 salários mínimos - representa 90% da população brasileira, é responsável por 79% do consumo, atinge 69% do mercado de cartões de créditos, são 86% dos total de internautas no Brasil e movimentam mais de 760 bilhões por ano. “São milhões de consumidores com bolso de classse média e cabeça de baixa renda”, segundo Meirelles. Ficou interessado? Então, vamos lá:
- Consumo de inclusão: todos querem comprar, mas o alvo é a qualidade e não o status. Aqui vale a abundância e não a exclusividade como na classe A
- Acesso e qualidade: valoriza o dinheiro. Uma compra é um investimento. Portanto, a margem de erro deve ser pequena. Não dá para testar um produto e depois não gostar e ter que usar até acabar.
- Capilaridade, aval e segmentação: o ponto de venda deve ser próximo pois fazem compras a pé e se não tiverem dinheiro sempre pode apelar para o mercadinho que vende fiado.
- Redes, dicas e boca a boca: são mais colaborativos e dividem a informação com a família e os vizinhos. Todos dão dicas de descontos, bons produtos, atendimento. E o melhor, uma vez conquistados, se mantêm fiéis.
- Tecnologia, família e invstimento: o computador ocupa o lugar na sala que antes era só da TV. Representa uma forma maior de conhecimento, entretenimento e lazer.
- Educação e cultura: caminho para a ascensão social. Estudar funciona como um plano de previdência familiar pois melhora a qualidade de vida de todos.
- Juventude geração C: esse é o nosso futuro. Seremos um Brasil com a cara dos jovens da atual classe C. Esse jovem tem voz ativa dentro da família. 68% deles estudou mais que os pais e são super pé-no-chão. Não acreditam em horóscopo, alma gêmea, ET de Varginha. Não tem tempo para pensar nessas “bobagens”.
- Identidade e autoestima: valoriza a conquista e enaltece a origem. Aqui vale a pena prestar atenção na regionalidade, na comunidade e na igreja.
- Vaidade e beleza: estar bem arrumada é uma forma de diminuir as barreiras étnicas e sociais. As mulheres gastam em média 50 reais por mês no salão. 89% afirmam que os cuidados pessoais a fazem se sentir melhores. (ver reportagem abaixo)
- Novos papéis e nova família: a relação homem e mulher ganha maiores contornos nesta faixa de renda. 30% das familias da classe C são chefiadas por mulheres. A tão desejada igualdade de direitos chega primeiro aqui.
Clay Shirky, que parece um irmão geek do Tom Hanks e que escreveu aquele livro bacana chamado Here Comes Everybody deu ma entrevista para a GritTV falando sobre a “revolução da mídia”. Pessoalmente não aguento mais esse lero-lero, mas o Clay Shirky vale a pena porque procura abordar o assunto de uma forma mais contextualizada.
Minha dica continua a mesma: esqueça tecnologia. Estude sociologia e antropologia.
http://www.dailymotion.com/videoxb2hi7

Matt Smith, co-fundador e diretor de estratégia da The Viral Factory de Londres não pode aparecer mas Alex West da Mother apresentou o trabalho deles (que pode ser visto aqui no canal deles no You Tube).
Ed Robinson, sócio e co-fundador da agência falou via Skype sobre como hoje é mais difícil conseguir tantos views numa campanha como era no começo das atividades deles, há uma década. E sobre como hoje se faz a viralização usando outras ferramentas que não mais o email, considerado lento e obsoleto por muitos jovens (e que hoje representa apenas 15% da viralização). Falou também como as campanhas parecem caseiras, tem que parecer assim mas que não são tão baratas quanto se imagina.
Confiram mais na minha cobertura no Twitter (@Paula_Rizzo)
Começa nesta terça-feira o evento Próxxima, encontro de comunicação digital que pela primeira vez oferece um aplicativo no iPhone. Nele estão todas as informações para quem se inscreveu ou quer simplesmente acompanhar todos os detalhes do seminário. É grátis e pode ser baixado aqui.

Você já deve estar sabendo, claro, que vai rolar no dia 8 de agosto, o Encontro de Blogueiros Publicitários (EPB), na FAAP em SP. Presenças ilustres como Neto (Bullet), Marcelo Tas (CQC), Danilo Cid (Ana Couto Branding & Design), Gabriel Jacob (Adivertido!), Marcelo Magalhães (Ogilvy), além dessa updater que vos escreve, estarão discutindo as últimas tendências do mercado de comunicação e internet.
Se você ainda não se inscreveu, melhor correr por que as inscrições estão acabando.
Para saber mais, acesse o site do evento, ou siga o @ebp2009 no Twitter.

Trailer de livros é o tipo de produto que já deveria estar popular há tempos. Este é da excelente Quirk Classics para a sequencia do best-seller Pride and Prejudice and Zombies. É o Sense and Sensibility and Sea Monsters. Recomendo uma passada pelo site da editora para uma aula de como se lançar e promover um livro, com trailers de livros, ilustrações internas de alguns títulos em alta-resolução, download-degustação de alguns capítulos, versões em audio-book, venda on-line e muito mais. Vamos lá editoras, um passinho adiante nas noites de autógrafos.
Post de Leonardo Andrade

O GT by Citroën nasceu como um modelo virtual desenvolvido pela Citroën em
parceria com a produtora japonesa Polyphony especialmente para para o jogo
Gran Turismo 5 (GT - daí o nome do carro). Como se trata de um
carro-conceito, a Citroën produziu um protótipo real do modelo futurista
para exibir nos salões do automóvel ao redor do mundo.
No final de junho o carro esteve circulando pelos pontos turísticos de
Londres, cenário de algumas das corridas virtuais do jogo. Poucos dias
depois, o site inglês Autocar divulgou que a Citroën fará uma produção
limitada em 20 unidades com motor V8 de 500cv de potência. Quer ter um na sua garagem? Custará cerca de US$ 1,8 milhão cada. A versão definitiva será apresentada em setembro, durante o Salão de Frankfurt, na Alemanha.
O jogo Gran Turismo 5, agora devidamente divulgado, está previsto para o
final deste ano. Será exclusivo para PlayStation 3 e terá centenas de carros
reproduzidos do mundo real com a riqueza de detalhes que é marca registrada
da série.
Reality Show de Planejador, vê se pode : )
Aqui no Brasil a gente tem o GP (Grupo de Planejamento), na Inglaterra eles têm o APG (Account Planning Group). E são eles que orientam uma competição de criação e entendimento do briefing (eu quero!). A Wieden & Kennedy colocou 2 Planners por 24 horas trabalhando incessantemente no job e protagonizando um reality show pocket online. 24 horas é o prazo que eles têm. Moleza! ah ah ah
Eles podem escrever no Twitter e pedir dicas aos universitários e você pode acompanhar os malucos em real time pelo site Two Planners in a Room .
Sugiro um reality show com o @kenfujioka e o @ulizamboni . Po, esse ia ter audiência até da Criação!
Via Adivertido