Madeline Gins e Shusaku Arakawa se auto definem como “artistas, arquitetos e poetas”. Eles desenvolvem projetos residenciais onde o corpo do morador é colocado a prova a todo segundo com a finalidade de ativar os sentidos e pensar nas condições físicas da vida; a arquitetura torna-se então ferramenta para aprender a não morrer. Assim surgiu o projeto Reversible Destiny: arquitetura a serviço da vida. Os projetos são de pequenos edifícios, em média com 8 apartamentos, todos com a mesma estrutura interna: a cozinha ao centro com os dormitórios ao seu redor em níveis diferentes, paredes curvas e coloridas, caixilhos inclinados, pé direito muito baixo em alguns cômodos e interruptores praticamente inacessíveis. Esses fatores obrigam o habitante a usar ao limite suas capacidades sensoriais e motoras e assim, descobrir novas possibilidades de uso para o seu corpo. O edifício da foto é o Loft Mitaka Destino Reversível, conjunto de apartamentos para pessoas da terceira idade viverem em Tóquio, finalizado em 2004. Experiência bem radical, já que alguns quartos tem forma cilíndrica, o que dificulta o simples ato de andar. A foto é daqui.
1 Resposta para “arquitetura para a longevidade”
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Não parece um daqueles playgrounds do Mac Donalds?

