Não vou me estender. Todo mundo já falou disso. Como toda ferramenta, Twitter tem um jeito bacana, engraçado, inteligente de usar. Mas tem um outro jeito pouco inspirado, as vezes pretensioso, as vezes cabotino, as vezes pura e simplesmente infeliz de usar.
Domingo tivemos um ótimo exemplo dos dois extremos. Depois do jogo, a campanha para colocar o #chupa como trend topic. Uma vingancinha sem maiores consequências ao twitter celebrity americano Ashton Kutcher que brincou com o Brasil quando os EUA ainda ganhavam de 2 x 0. Aprendeu uma lição de soccer para vida toda. Tomou Neném Prancha na cabeça: o jogo só termina quando acaba. Então toca todo mundo a mandar #chupa para ele. Mas já falamos disso aqui [e de como ele reagiu com divertida elegância].
Mas no mesmo dia, Ashton deu outra demonstração de domínio do meio e - quem sabe - de cidadania.
Aconteceu logo depois, quando Marcos Mion, aquele da MTV e Junior, aquele da Sandy, iniciaram uma quase-campanha pedindo que Ashton os “ajudasse” a colocar a campanha #forasarney no trend topics. Numa sequência de twits constrangedores [num deles Mion avisa Kutcher que ele não é um cidadão comum, ele é um VJ da MTV, como se isso o creditasse a receber atenção especial, numa paradoxal recaída a la Sarney]. A campanha constrangedora terminou com uma resposta seca de Kutcher, que numa livre tradução disse: o senador é de vocês, virem-se.
O @cardoso fez um vídeo, que ilustra tudo. Repito aqui o que eu disse no twitter. O dia que a gente precisar do Ashton Kutcher para tirar um senador, é hora de apagar a luz. Escutou Mercadante?
