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Jornalismo em quadrinhos: Golpe de Honduras


Os norte-americanos Dan Archer e Nikil Saval, pesquisadores da Universidade Stanford, lançaram esta semana seu Honduran Coup - A Graphic History, um graphic reporting do golpe militar em Honduras, que pode ser lido na íntegra (em 8 telas apenas) aqui.

“O que o jornalismo em quadrinhos oferece a mais sobre o jornalismo convencional é a possibilidade de apresentar um volume denso de informações sobre um tópico complexo de uma forma concisa e acessível. Ao condensar um assunto polêmico em poucas páginas, os leitores têm a chance de se familiarizar com uma notícia que, de outra forma, poderiam ignorar ou só ler por alto”, explicaram os autores ao site Opera Mundi.

Os desenhos foram baseados em imagens da BBC, da TeleSur e do programa DemocracyNow!, produzido por jornalistas progressistas nos EUA, e a inspiração foi o maltês Joe Sacco, que escreveu “Palestina”, “Área de Segurança Gorazde” e “Uma História de Sarajevo”, lançados no Brasil pela Conrad Editora.

Tks, @izabellaoc!

4 Responses to “Jornalismo em quadrinhos: Golpe de Honduras”


  1. Gravatar Icon 1 Carlos kramer

    Chamar isso de ‘jornalismo’ é forçar a barra até o limite. O nome correto seria ‘propaganda’, no sentido soviético do termo.

  2. Gravatar Icon 2 Mauro Demarchi

    Concordo Carlos, além de uma péssima propaganda, muito mau feita, deturpa os fatos e mostra apenas o que interessa à camarilha esquerdista.
    Zelaya encontra resistência de todo o país e dificilmente conseguirá voltar à política novamente quando acabar este novela hondurenha, ou permanecerá na embaixada brasileira comendo, dormindo e vivendo de favor.

  3. Gravatar Icon 3 Adriana

    Sabe o que eu acho? Tem uma baita confusão de valores nos comentários. Zelaya sucks? Sim, ponto pacífico e consensual. Mas foi eleito democraticamente? Foi. Então, não pode chegar um qualquer lá e arrancá-lo do poder. ISSO é mais ponto pacífico que qualquer outro ponto pacífico. Valor tem a ver com prioridade. Pra mim, o valor democracia tem prioridade sobre outros valores; então, não pode nem ter derrubada do poder à força de um cara eleito nem pode ter ditadura. Vale quando a situação é a favor da esquerda (como neste caso) e vale contra a esquerda também (leia-se “não dá pra dizer que o Fidel em Cuba é uma exceção aceitável”).

    Outra coisa: o post (minha intenção ao escrevê-lo pelo menos) não é sobre o teor dos quadrinhos em si, mas sobre essa proposta formal do jornalismo em quadrinhos. Quais os prós e contras do graphic reporting num mundo cada vez mais visual? Vamos pôr a cabeça pra pensar nisso, puxa vida! Por exemplo: tem limitações e riscos na estratégia “mastigar até não poder mais”? Tem efeitos colaterais em não-jornalistas praticando jornalismo? Será que o caminho do futuro é, como já foi no passado, ter cada história contada várias vezes com os diferentes vieses, todos sabendo disso, em vez de se esperar por uma versão supostamente imparcial? Por aí vai.

    Agora, será que vcs não estão sentindo falta dos adjetivos que foram largamente utilizados na cobertura desse caso? A percepção de viés, nesta HQ, me parece vir mais do que não é dito… (De qq modo, sugiro lerem a história inteira e não apenas esse trecho.) Sds.

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