Provavelmente o trauma escolar mais comum (depois da loira do banheiro) seja mesmo as famosas aulas de matemática. É uma questão de tempo: para uns acontece antes, para outros depois, mas parece que ninguém realmente escapa de uma fritura cerebral em algum momento da vida acadêmica. É sabido que, enquanto existe lógica no processo, o aprendizado acontece de uma forma mais duradoura e agradável, mas nem sempre é assim com a matemática. E hoje, como em praticamente todas as disciplinas, não só os conteúdos estão sendo reescritos (sofro de imaginar quantas bobagens e mentiras aprendemos) mas também os próprios processos como, por exemplo, o básico “fazer conta”, algo que aprendemos bem novinhos, lá com a tia da escola. Novas propostas tem aparecido, mas muitas não param e pé simplesmente por incompatibilidade com os métodos das gerações anteriores (nós incluídos). Abaixo, um video interessante. É longo, você não precisa assistir inteiro para pegar o ponto deste post, mas vale a pena parar um minuto para conhecer algumas maneiras novas de “fazer conta” e, mais importante, lembrar que existem muitas maneiras de se ensinar. Saber optar pela melhor e “aprender a aprender” é a mais poderosa habilidade que podemos desenvolver em benefício próprio e pelos pequenos que vêm por aí num mundo que não vai ser bolinho. Update or Die.
8 Respostas para “Você sabe fazer conta? De que jeito?”
-
1
O Lattice Method é gênio.
-
2
Gardner bem disse, né?
Cada pessoa tem um tipo de inteligência e aprende melhor de uma forma ou de outra.Mas realmente o colégio podia ter sido menos traumático se já existisse YouTube naqueles tempos…
-
3
Assiti até o final pra ver se ela ensinava a resolver Sudoku.
-
4
Sudoku não, mas ele sabe prever o tempo. Que aliás, tudo indica, vai ser frio pacas nessa semana.
-
5
Neto, o Lattice é o método dos Diretores de arte.
-
6
Enquanto lia seu post chegou um e-mail do MIT OpenCourseWare com Street Fighting Mathematics http://tinyurl.com/4ggpv8 “teaches the art of guessing results without doing a proof or an exact calculation”

-
7
Wagner, você diz no post que vale lembrar que existem diversas maneiras de se ensinar e aprender e concordo plenamente com isso… Mas o vídeo acaba mostrando (12min54s) que o algorítimo tradicional para a multiplicação e a divisão ainda é o mais eficiente e que os pais devem ficar atentos e evitar essa “matemática reformada” nas escolas de seus filhos. Acho que isso é uma intimação para que desenvolvamos métodos que levem em conta as diferentes formas de aprender mas que conservem em si certa razoabilidade e eficiência.
-
8
É verdade Saul, a moça não gosta de métodos alternativos mesmo e acho que ela tem razão. Uma coisa é inovar, outra é descolar da realidade. Por outro lado, fico imaginando quantas coisas a gente não assume como verdades absolutas. É um questionamento que veremos cada vez mais daqui para frente na educação formal.

