Dia desses tive um comentário censurado no blog de moda muito hypado de uma estilista muito fofa. Comentei que o post falava sobre a coleção de uma estilista, mas que tudo me parecia mais com o briefing de uma ala da Vai-Vai. Nada estranho pra mim, que já vi, por exemplo, uma coleção inspirada, ao mesmo tempo, no “Glamour Hollywoodiano” e “Paraquedistas”, entre outras muitas barbaridades (”Abravanation”, para abreviar) em todo esse tempo em que, anonimamente, trabalhei com moda - criando, entre outras coisas, 6 campanhas insititucionais para o SPFW. Sem precisar de uma foto de modelo, sem precisar chamar ninguém de fofo, sem mencionar o nome de nenhum estilista ou “editor de estilo”, que é como os produtores de fotografia agora querem ser chamados. Então, eu acho que eu posso dizer o que eu acho. Ou achava, até ser censurado. Falar a verdade, fiquei até meio puto.
Mas a minha putice durou pouco, pois logo eu achei isso aqui nos comentários, escrito por um DJ e jornalista de moda muito queridíssimo e fofíssimo no meio. Abre aspas, pelamordedeus:
“Ao ler seu post e acompanhar as fotos, cheguei ao fim do texto tendo visões de cunhãs intergalácticas dançando tecnobrega e celebrando a Cultura e a Civilização. “Elas que se danem, ou não”, como sugeriu certa vez Gilberto Gil. Fiquei curioso de ver ao vivo, especialmente porque a idéia da inversão dos papéis civilizatórios é muito boa. Só não deixaria o navio afundar, quem sabe ser abduzido por uma nave espacial cheia de seres mágicos da Floresta. Curupiras ficariam lindos calçando esses sapatos com seus pés pra trás”.
Cunhãs Intergaláticas? Curupira? Seres Mágicos da Floresta? Gilberto Gil?
Pensando melhor, ainda bem que meu comentário ficou preso na moderação. Não quero estar no meio de tanta baboseira. Ou eles estão muito certos e eu sou um perfeito retardado que não entende nada do assunto - o que até pode ser o caso, e aí é melhor eu ficar de longe mesmo.
Mas eles que se danem. Eu não. - Como diria, logicamente, Gilberto Gil.
