A princípio era para ser só um post apresentando uma bandinha legal, mas depois virou algo mais.
Em tempo, a banda é DeLeon, uma mistura de rock, pop, folk e músicas típicas da península ibérica pré-inquisição (século 15), ou seja, uma baita mistureba!
Abaixo você vê um clipe com cenas de uma turne da banda, ao som de uma de suas músicas.
“Legal Bruno, mas o que isso tem a ver com o título desse post?” Tudo.
Ouvi DeLeon pela primeira vez no ano passado, aqui, e foi uma daquelas paixões a primeira ouvida. Gosto de outras bandas que misturam rock com músicas típicas de lugares e épocas, mas nunca tinha ouvi nada parecido com isso.
Mas aí surgiu um problema. Fora o post que original e o MySpace da banda praticamente não consegui encontrar mais nada sobre. Pesquisas no Google retornavam uma ou outra informação desencontrada, mas música para download que é bom… E nos sites de troca de arquivos os resultados eram ainda piores. DeLeon dava em um monte de coisas, menos no que eu buscava.
Depois da frustração aceitei que até a internet tinha seus limites, e deixei pra lá. Só que essa banda nunca mais saiu da minha cabeça. Sou incapaz de lembrar de álbuns que peguei há 2 semanas, mas nesse caso a história é outra.
Além da qualidade, arrisco dizer que há outro motivo forte para justificar esse fenômeno: a escassez. DeLeon se tornou uma obsessão, a ponto de eu ter procurado o CD em sites estrangeiros, com intenção de comprá-lo. Não achei. Um ano depois, pensando que talvez a banda já estivesse melhor difundida, voltei a procurar na internet, e nada!
Talvez a banda não tenha se difundido simplesmente porque é ruim, e nesse cenário meu gosto musical é duvidoso. Talvez eu esteja procurando errado. Talvez essa banda nem exista e seja fruto da minha imaginação. Vai saber.
O que realmente importa aqui é observar o efeito da escassez em um tipo de produto (música em mp3) que é cada vez mais abundante. Seja lá qual for o motivo, consciente ou não, o fato é que não estar disponível fez com que a banda ficasse mais e mais relevante para mim.
No fundo dá para extrapolar esse raciocínio para praticamente qualquer coisa. Se aquela pessoa não te dá bola, ela se torna mais interessante. Se aquele produto não está disponível no mercado, você logo sente falta dele. E por aí vai. Só que, diferentemente desses exemplos, no caso da música esse controle é muito complicado. Se você gravou e vendeu um CD, é quase certeza que alguém vai transformar em mp3 e compartilhar na internet.
Mas então, em condições normais de temperatura e pressão, como faz para uma banda com um som de qualidade usar a escassez como estratégia de divulgação nos dias de hoje? Sinceramente ainda não descobri. Você tem alguma idéia?
