O medo do Estadão
por Neto em 11 de Agosto de 2007 às 7:14 pm
Update!
-
-
Fabio disse às 11:29 amConcordo com o Fred, e digo mais, não foi o estadão que fez essa campanha, ele somente aprovou, talvez os publicitários que escreveram este filme não acessem blogs, não tenham internet, ou se recusem a ler o caderno de economia e informática e não têm a menor idéia que este blog exista. Mesmo com todas as facilidades não podemos crucificar desinformadÕES. Agora se continuarem a pensar assim vão perder um pedaçÃO do mercado e ai um montÃO de agências e anunciantes vÃO procurar outras mídias que trazem um resultado mais "ÃO" para seus clientes. -
Wagner Brenner disse às 11:34 amUm truque que sempre usei minha carreira toda para julgar esse tipo de posicionamento é o da inversão. Qual seria a reação do Estadão e de seus leitores diante de uma campanha que mostrasse, por exemplo, uns peixes velhos embrulhados numa folha de jornal, com o título: "Dizem que texto jornalístico, hoje em dia, serve para poucas coisas. Embrulhar é uma delas". Será que o Estadão acharia engraçado? Será que diria: "tudo bem, não estão falando da gente... tem realmente muito jornal ruim por aí..." Acho que não. O posicionamento é desrespeitoso, difarçado de piadinha simpática, o que gera mesmo essa nocão de que não é algo tão prejudicial. Na minha opnião a generalização prejudica sim, tanto os bons quanto os maus blogs. Só que é uma forçada tão grande que acabaou ficando mal para o próprio Estadão que, tenho certeza, também é vítima nessa história. -
Paula Rizzo disse às 11:44 amVou repetir aqui o que comentei no Blog Moda Sem Frescura (http://modasemfrescura.wordpress.com/). Esta campanha é um atestado de uma tremenda ignorância por parte do cliente e da agência. Eu não sei se o meu sentimento dominante é de pena ou raiva. Acho que um mix dos dois. Eu leio e assino (também) o Estadão. Tem coisas muito boas. Cadernos bons, como o Link e o Paladar e articulistas interessantes. Hoje, por exemplo é segunda, e eu sempre leio cedinho o Matthew Shirts no Caderno2 e a Marili Ribeiro no Economia. Não deixarei de ler por isso. Mas fico chateada. Acho, sinceramente, que este tipo de coisa é fruto de ignorância e falta de uma visão clara do mundo atual, da evolução dos meios de comunicação, da Internet enquanto mídia social e da colaboração. E do papel do jornal nisso tudo, nas possibilidades que se abrem, na possibilidade de diálogo entre os meios. Curioso pois hoje eles publicaram uma matéria no Caderno Link, uma entrevista com o Alvin Tofler bem legal. Eles podiam começar ler o que publicam (hehehe). Espero que eles acordem pra vida com o erro cometido e com a repercussão (obviamente trash) do fato. Foi feio pacas. ; ) Paula -
LC disse às 12:03 pmo que realmente impressiona é como se cria e se aprova uma campanha concebida sob um ponto de vista tão limitado. a própria visão limitada e estereotipada do que é e de quem são as pessoas que blogam demonstram o quão equivocada foi essa campanha. Update or Die! O pessoal que pensa ÃO tá precisando. -
diana barradas disse às 3:18 pme se eles fizeram isto só para gerar buzz !!!!! neste caso estariamos todos sendo manipulados..... afinal os bloggers estão todos falando nisso, ne ? falem bem mas falem de mim ?????? bizzarro, mas possível !!!! -
Salvador Camino disse às 6:06 pmEu acho que a Talent conseguiu se queimar bastante com essa campanha, não tanto quanto o estadão é claro... mas o mínimo que eles poderiam ter feito era aconselhar o estadão que não era uma boa idéia atacar uma massa geradora de conteúdo como a dos produtores de blogs. Ficou claro que não são só as grandes empresas que tem uma cabeça antiquada, muitas agencias de publicidade também pensam século XX. -
Biti disse às 6:44 pmFábio, Se os publicitários q criaram esta campanha não acessam blogs, eles estão mais obsoletos do que... os veículos de comunicação tradicionais. Vamos combinar q ignorância não é desculpa para nada, na era da informação. E nem acho q seja o caso. Outra coisa: para mim, o fato da campanha ser engraçadinha só piora as coisas. Fazer piada é uma maneira quase subliminar de tentar incutir idéias na mente alheia, o que em si já é nojento. As versões impressas da campanha são péssimas por conta da mensagem preconceituosa, mas ainda passam. Agora, o filme com o macaco é TOTALMENTE OFENSIVO! Vamos fazer outro exercício de imaginação, como bem sugeriu o Brenner: no lugar de blogueiros, coloque judeus, negros, ou caucasianos. Que tal? -
washington camargo disse às 7:34 pma campanha é de mau gosto. ok. o macaco é terrível. porém acho que existe um exagero por aqui. existe um público que se identifica com ela, que está começansdo a entrar na internet e não sabe por onde começar. meus pais tem 70 anos. eles navegam pouco e só por onde eles confiam. outros que, como todos nós aqui, sabem o poder do Control C e control V na internet. ( ou maçã para quem preferir) navego diariamente por diversos blogs e vejo que quando um dá uma notícia interessante, legal, dez minuto depois todos já estão copiando e colando, muitos sem dar crédito nenhum à fonte. fonte, mas que fonte? alguem se lembra disso? de uma maneira mais profunda, sem afetar nossos egos, será que estamos todos informando? ou será que estamos apenas passando a mensagem para a frente. será q isso é democratizaçào mesmo? e do ponto de vista do jornal? que paga seus reporteres para irem atrás das notícias, será que não é valido alertar sobre a veracidade do conteúdo? talvez de uma forma mais elegante.. mas é válido. agora essa discussão sem fim, que fala de judeus, negros e etc... isso sim assusta. ninguém pode levantar uma v0z diferente, satirizar um novo fenomeno que surge a patrulha em cima.. onde está o nosso velho jogo de cintura, o bom humor, a capacidade e HUMILDADE de ver e falar: "opa, a execução é deselegante, mas será que não há, nada de absolutamente real nesse mensagem? e mesmo se tiver ou não... é apenas uma propaganda do estadão, um veículo que tenta se adapatar a uma nova realidadee. e ponto! agora, sinceramente, o -
washington camargo disse às 7:37 pmnão seria mais interessante, e contrutivo, discutir : SERÁ QUE TODOS OS BLOGs INFORMAM COMO DEVERIAM? PODE-SE CONFIAR? EXISTE PARCIALIDADE? e não apenas achincalhar agência e cliente. -
Rafael disse às 7:45 pmNo meu blog (www.tecneira.globolog.com.br) dei uma repercutida do que os blogs andam falando da campanha. Linkei o seu. Abraço. -
Luiz Silveira disse às 8:41 pmConcordo com quem falou por aí que não é de todo ofensiva e malvada. Embora publicitário e sabendo da nossa rixa de profissão, voto sempre que os jornalistas estudaram, trabalharam em jornais e aprenderam como tratar um fato com ética e competência. Por mais que alguns não executem, ter aprendido ao menos dá margem para pensar antes de colocar algo no jornal. Essa onda colaborativista de fato é bacana, mas o fato de "ficou tudo muito fácil, qualquer um hoje é cineasta" dá margem a gente ruim e despreparada divulgar conteúdo mundo a fora. Não estou dizendo que só o jornal pessoa jurídica cheia de editores é responsável, mas ao menos deve ser menos irresponsável pois precisa da sua credibilidade. E o blogueiro descompromissado, que escreve o que quer, não cita fonte, pega qualquer imagem do site de qualquer pessoa? O que tem a perder? É claro que se a lei de propriedade intelectual fosse devidamente aplicada, teria muita gente pagando contas por aí, mas como não é sempre que isso acontece, fica difícil. Creio que boa parte do pessoal que lê o UOD é da comunicação, e certamente sabem bem que trabalho dá fazer um bom trabalho, correr atrás de notícias, fazer um bom anúncio, tirar uma boa foto. Acredito sinceramente que certos aspectos do colaborativismo tira o valor de muito do nosso trabalho. Hoje qualquer um baixa música e vira DJ do dia pra noite, e os pobres artistas que ficam horas criando os próprios samples são jogados no mesmo balaio. Sei que "ah, mas quem entende mesmo sabe a diferença", mas basta trazer isso para dentro da agência. Quantos clientes hoje realmente sabem julgar um trabalho? Há alguns anos eu já estava ouvindo, na hora de aprovar layout, frases do tipo: "ah, mas essa foto aí não pode ser da minha empresa?" ou ainda "ah, era tinha que pegar arquivo? Hum, eu peguei a imagem que vc tinha mandado por email e enviei para a revista publicar o anúncio" (e neste último a revista nem chia, aperta o botão e toca em baixa...). Embora eu saiba que o trabalho feito com competência e sem copiar ninguém sempre vai ter seu lugar (mesmo que para poucos), me incomoda um pouco essa coisa colaborativa. Não por concorrência, mas sim pelo emburrecimento do público que pode perder a referência do que é bem feito e o que é copiado e colado. -
Eduardo Lopes disse às 3:16 pmOlha, pessoal. Acho que os blogueiros de plantão é que estão sendo preconceituosos. A campanha não fala que nenhum blog presta. Então se a carapuça serviu, é porque vcs não estão tão seguros de si assim. Quem sabe que faz um blog com conteúdo bacana não se inclui no grupo sacaneado pela campanha. Além do mais, vamos parar de ser o velhinho que liga para o SAC pra pedir pra tirar este ou aquele filme do ar porque não gostou, como disse o Edu Martins no texto de abertura do último anuário do Clube de Criação. Quem não gostou é só não acessar o estadao.com. Vamos viver a democracia, minha gente.
-
Assine esses updates
Share
- Keywords:
Propaganda
Estão em todos os blogs, os comentários à recente campanha do Estadão. Curioso. Difícil acreditar que um veículo seja tão retrógrado a ponto de produzir uma campanha preconceituosa como essa. Na verdade só serve para estampar o medo do jornal diante da crescente democratização da informação. Veja e julgue você mesmo.

