Neste post o Jorge falou sobre mais uma das tecnologias que o Google está investindo: o cloud computing. A idéia de associar diversos computadores para criar “clusters” vem evoluindo muito nos últimos anos. A Apple oferece o Xgrid, que evoluiu de um aplicativo beta, para parte do sistema operacional (acesse via System Preferences->Sharing). Com ele, você rapidamente pode configurar sua network para atuar como uma única máquina, somando a capacidade de processamento de cada um dos computadores que estiver incluído no grid para executar tarefas que sejam submetidas ao Xgrid. O QMaster (via System Preferences, para quem tem o FinalCut) é outro recurso da Apple, que possibilita compressão de vídeo e render em cluster. Aplicativos que transformam sua rede num mini[super]computador são bacanas. Mas a idéia de clouds leva este conceito muito mais longe e é ainda mais instigante. Incontáveis computadores conectados não em sua rede local, mas pela internet, somando seus recursos, suas capacidades de processamento e armazenamento. O Amazon Elastic Compute Cloud, por exemplo, é um serviço [ainda em beta] da Amazon que oferece a possibilidade dos desenvolvedores criarem suas clouds on-demand. Com o EC2 você cria um ambiente virtual e pode requisitar quantas máquinas quiser para carregar, gerenciar e rodar seu aplicativo customizado. Você ainda pode armazenar data utilizando um conceito semelhante, só que voltado a storage, o Amazon Simple Storage Service (Amazon S3). E você paga apenas pelo que utilizar. Se você quer aprofundar-se no assunto, confira este blog de Ron Evans, que criou uma “video processing farm” utilizando o EC2. A idéia de utilizar a grande rede para compartilhar recursos/processamento/storage tem o potencial de ser tão ou mais revolucionária que a própria internet. Imagine um mundo onde seu computador é apenas um node de um imenso organismo computacional e tudo que você roda ou armazena esta diluído por este imenso cloud de computadores. Xi…pirei.

