Tem um conflito aí, que todo mundo já sabe, mas que nunca é demais repetir. De um lado, o que há de mais moderno em tecnologia, digamos, o iPhone, o XBox, o Wii…sei lá…você escolhe. De outro uma legislação de direitos autorais criada antes da invenção da xerox. E não é só aqui não. É em qualquer país do mundo. É evidente que a capacidade de gerar inovação tecnológica, não acompanha a velocidade de regulamentação dos direitos que envolvem essa nova tecnologia ou pior, a mesma tecnologia que cria não é tão moderna (ou eficiente) a ponto de proteger o que foi criado. Como o mundo virou colaborativo on-line, é muito fácil surgiem micro-comunidades que em questão de dias derrubam o esforço corporativo de meses de trabalho. O desbloqueio do iPhone pelo Dev-Team foi um exemplo. Mas veja só isso. Um site dedicado a oferecer, ilegalmente os aplicativos que estão à venda na iTunes Music Store. Já são 48, mas outros virão. Alguém duvida? Claro que isso não é novidade. Pirataria é usual para qualquer produto que possa ser reduzido a bits & bytes. Na indústria da música, Chris Anderson ensina que a saída são os Shows. Mas e na de software? Eu tenho um aplicativo que estava no Installer dos iPhones 1.x.x. e até outubro devo portar para a AppStore dos iPhones 2.x. Quem garante que ele não será pirateado? Ninguém. Então minha opção foi dar o aplicativo de graça e vender a versão de desktop, integrada com a de iPhone. O iPhone servirá como vitrina e terei que me preocupar apenas com a pirataria da versão desktop. Claro que é impossível controlar, mas o incremento de vendas que a versão de iPhone deve trazer, justifica o esforço. Comments?
26 Respostas para “Pirataria no iPhone”
-
1
Olá Neto,
A iTunes store perdeu um bom cliente (eu) eu sempre tive conta no iTunes Store Americana com a chegada da versão brasileira passei a minha para brazuca. Quando fui baixar o Super Monkey Ball, descobri que ele não estava lá na loja brazuca. Fiquei frustado e cheguei a esse site que você comentou fiz o download e aí que fiquei mais frustrado ainda, pois não consegui instalar no iphone mesmo fazendo tudo como eles recomendam lá. O que devo fazer? Já que voltar minha conta para a iTunes store americana não tem mais jeito?
Abraço
PS: fiquei curioso, sobre o que mesmo é o seu App?
-
2
Neto, vc eh macaco velho em temos de Pocket PC e Smatphones. Bata vc lembrar o modelo comercial do Windows Mobile.Em poucos dias (ou antes dos lancamentos) ja comecam aparecer arquivos “.rar” com mil e tantos programas e jogos, tudo pirata e ninguem vai atras. Eh preciso o desenvolvedor ter um mega sistema de autenticacao para poder recuperar o dinheiro investido…
-
3
Toda criação intelectual deve pertencer à humanidade, não ao autor. Se os músicos devem ganhar a vida fazendo shows, aos desenvolvedores de software resta oferecer serviços como suporte e treinamento, nunca cobrar por algo imaterial. É preciso acabar com o monopólio do conhecimento…
-
4
Junior vc mora em Cuba?
-
5
Complicado, muito complicado…
-
6
Phelipe, concordo com o Junior. O avanço de uma comunidade (em qualquer âmbito, como na tecnologia, música, medicina, arquitetura) é feito por meio da soma de múltiplas circunstâncias e da atuaçao de incontáveis atores sociais. Todos colaboram para que a Humanidade trilhe determinados caminhos. E é da própria natureza da experiência de viver e de sermos sociais a necessidade de compartilharmos descobertas que beneficiem a todos. Não podemos admitir que cada passo de nossa comunidade seja imediatamente apropriado por uma empresa, excluindo assim o acesso de todos os demais e agregando injustamente ao valor dos produtos o peso dos monopólios, cada dia mais comuns.
O conhecimento não pode ser apropriado, é de todos. -
7
Neto, Anderson cita tambem que os novos valores da economia digital sao credibilidade e audiencia. Logo, se o software e’ bom, tem credibilidade. E com credibilidade, gera audiencia (downloads).
Com ambos, voce consegue fazer dinheiro, mesmo que entregue o produto de graca. Seja via empresas interessadas em desenvolver novos aplicativos, palestras etc. Parece papo de algo intangivel, mas e’ assim. E o professor que escreve papers para ganhar dinheiro com palestra e consultoria.
Logo penso que a melhor saida e’ a escolhida. Libera. E libera Desktop tambem. A pirataria veio pra ficar mesmo e neste cenario quanto mais downloads melhor pra voce.
Um formato bacana seria pague quanto acha que vale. Deixe para o consumidor. Nao sei se a loja aceita. Senao, FREE nele.
-
8
Junior e Edu
A linguagem de desenvolvimento da Apple é gratuita. Você vai lá, baixa, aprende a usar e cria seus produtos.
Que bobagem é essa? De onde vocês tiraram essa idéia estapafúrdia de que um programa desenvolvido comercialmente é “conhecimento”??? Um programa é um BEM intelectual. E como tal, tem o valor que o proprietário deste bem determinar. Isso não é monopólio nenhum! Eu aprendi a programar em livros, que qualquer um pode ter. Fiz meu programa investindo o meu próprio e precioso tempo. Quero ser reembolsado pelo tempo que dediquei produzindo. Suporte e treinamento vão gerar novos custos. Posso cobrar por isso TAMBÉM, mas não admito que meu software (sim, porque até que alguém pague, ele é meu) seja distribuído de graça.Marcio,
Quanto a distribuir free, é o que farei na versão de iPhone, porque atrai consumidores para a versão desktop. O volume de pirataria do desktop é alto, mas é mais fácil banir os serials pirateados. É o que tenho feito nos últimos 3 anos e tem funcionado. -
9
Interessante a discussão.
Por coincidência, e revista The Economist publicou um artigo sobre como a pirataria pode ser útil para as empresas. Não defendem, mas já que existe, como tirar proveito?
http://www.economist.com/business/displaystory.cfm?story_id=11751035
Como precisa de assinatura para ler a matéria, eu a pirateei e coloquei aqui:
http://www.ribeiro.net/economist11751035.pdf
Fabio
-
10
Qualquer trabalho científico, qualquer descoberta, qualquer invenção é um trabalho universal. Ele está condicionado, em parte pela cooperação de contemporâneos, em parte pela utilização de trabalho de seus predecessores. (Marx)
não funciona no capitalismo, mas é uma frase bonita.. haha
enfim…acho que tem que socializar mesmo, e que a necessidade que crie novas formar de ter o trabalho remunerado.
-
11
@Junior: “aos desenvolvedores de software resta oferecer serviços como suporte e treinamento”.
Quem oferece suporte é o *helpdesk*, e quem oferece treinamento é o *professor*. Desenvolvedor de software faz _software_.
O fato de vender ou não um produto, depende do investimento concebido a ele. A fundação Mozilla por exemplo, recebe investimentos de várias grandes empresas, assim como o desenvolvimento do PHP, e outros tipos de software de código aberto. Ninguém passa fome, justamente por haver todo um investimento por trás disso.
É muito legal gastar madrugadas desenvolvendo algo com código aberto, para vir um punhado de bacanas, copiar, e atribuir aos seus respectivos nomes. Já aconteceu comigo, onde uns 4 sites copiaram meu projeto, e não atribuíram algum tipo de crédito. Ok, vai do caráter de cada um.
“É preciso acabar com o monopólio do conhecimento”. Visite a biblioteca de alguma universidade. Aposto meu iPhone desbloqueado, mas com softwares legalmente adquiridos, que encontrará muito conhecimento que ninguém está escondendo de você. E nem da Humanidade
-
12
Incrível como alguns leitores insistem em se valer de um sofisma ingênuo para argumentar que o trabalho de desenvolvimento de softwares não precisa ser recompensado financeiramente porque seria uma espécie de “saber universal”.
Descoberta, invenção, trabalho científico não em nada a ver com desenvolvimento de softwares. Cientistas geralmente são pagos por instituições. Se estas instituições não tiverem fins lucrativos, muito bem, o resultado do trabalho deles será de domínio público. O “conhecimento”, no longo prazo, também tende a ser público.
Muito diferente é a criação de produtos utilizando o conhecimento/tecnologia existente.
Escrever um software não tem nada a ver com “produzir conhecimento”.
Se assim fosse, qualquer produto final deveria ser gratuito, afinal, fazer um computador ou um automóvel, ou um avião, também é resultado do uso do conhecimento.
Um software é um produto comercial e cabe ao seu autor definir se quer ou não lucrar com isso. Copiar ou, por qualquer meio, utilizar este produto sem pagar ao autor é EXATAMENTE a mesma coisa que sair de uma livraria com um livro escondido na mochila, ou com um carro da concessionária sem pagar. Pode parecer bonitinho e socialista, mas é simplesmente roubo.
“Socializar” não tem nada a ver com “não pagar”. Os softwares em questão estão disponíveis para qualquer usuário que quiser pagar seu preço e restituir o autor por seu trabalho. E se você acha caro e injusto, basta buscar uma opção freeware.
Como disse alguém numa discussão anterior (acho que foi a Cris del Nero): é fácil para quem nunca criou nada estimular a cópia indiscriminada.
-
13
e por isso falei logo em seguida que não funciona no capitalismo.
estamos em um sistema que nos cobra por comida e sexo, que eram deveria ser “grátis” também.pessoalmente acho que se não dependo do trabalho para viver, não me importo se ele seja reproduzido, mas sim acho importante o reconhecimento “artístico”.
agora se você depende do trabalho para poder comprar comida e sexo, vai mesmo defender com unhas e dentes.eu sou designer gráfico, também passo por isso.
-
14
Ok ok… a pergunta eh…
alguem conseguiu fazer rodar?
-
15
só da pra fazer no Winrar né?
descompactei no WinRar, fiz as alterações, mas COMO COMPACTO O ARQUIVO PRA FICAR NOVAMENTE EM .IPA
obs: ESTOU NO mAC os x
OBRIGADO
-
16
Pois é, Neto, vamos com calma para explicar esta idéia que lhe pareceu tão estapafúrdia, esta “bobagem”.
Conhecimento, do ponto de vista filosófico, é qualquer abstração resultante de uma experiência humana. O software, como conjunto de dados por você organizados para um fim, não é nada mais que o lado objetivo e estrutural do conhecimento. Pouco importa se determinado ordenamento jurídico o qualifica como um “bem”, porque isso é simples arbitrariedade mais ou menos estável do sistema econômico: não afeta, evidentemente, a natureza das coisas, do exato modo como nenhuma lei pode fazer o dia virar noite.
Você nunca parou para pensar que a expressão “propriedade intelectual” é um oxímoro? Toda propriedade só pode ser material, porque pressupõe a escassez, fenômeno que não se aplica à categoria das idéias.
Escrevi aqui no Update or Die para procurar enriquecer a discussão e tentar “desautomatizar” essas noções pré-concebidas sobre direitos autorais, sem querer apresentar uma solucão para seu problema de pirataria. Até compreendo que as pessoas taxem de “bobagem” o que não convém a seus interesses (econômicos); só acho que rechaçar argumentos desse modo significa insistir cegamente em uma “verdade” que não é tão óbvia assim. -
17
Junior,
Me parece pouco eficiente partir de uma discussão prática para um debate filosófico.
Mesmo porque não estou preparado para tanto. Seria uma irresponsabilidade.
Me parece, porém, que a esta altura a discussão filosófica sirva apenas como jogo de palavras, tendo pouca ou nenhuma relevância, a não ser por confundir o leitor ao defender um ponto de vista que está entre o socialista e o anárquico.
Mas não posso deixar de dar uma ou outra opinião.
De onde veio o conceito de que um software não é algo “material”?
Um software não é uma idéia. É um bem material, mesmo que pareça intangível. Alias, só é intangível a quem tem pouca familiaridade com o código. Os que escrevem sabem muito bem a quantidade de horas dedicadas, páginas de código criado, escrito, revisado e reescrito são necessários para a criação de um produto digital.
E como todo produto resultado de talento e esforço, está sim, sujeito à escassez.
A verdade é que, claro como o dia e a noite, o software que eu escrevi (e boa parte dos softwares comerciais do mundo) utilizam artifícios para que seu uso seja restrito aos usuários pagantes, sejam eles filósofos ou não.
E isso se dá simplesmente porque seus autores querem continuar produzindo softwares de qualidade. O que está superado é o modelo de pague-um-leve-um, como no passado. Novas receitas surgem todos os dias. Mas daí imaginar que programadores, músicos ou cineastas vão trabalhar de graça em nome da ingênua idéia de que o seu produto é de domínio público, vai uma enorme diferença. -
18
Neto,
Você tem razão em que a discussão é pouco prática, mas me anima o simples fato de que ocorra. Acho que todos ganhamos deixando um pouco de lado aquela velha aceitação sem crítica de afirmações que se tornaram verdade pelo simples fato de que foram muito repetidas. Não se trata de confundir o leitor, mas de fazê-lo refletir, sem atribuir ao debate etiquetas ideológicas empobrecedoras.
Eu também, evidentemente, não professo verdade nenhuma. Temos, eu e você, pontos de vista diferentes, o que não deixa de ser muito bacana em uma sociedade massificada e padronizada - para não dizer um tanto chata - como a nossa.
Discordo de que software não seja idéia; aliás, acho que deve ser a idéia em sua forma mais pura passível de expressão exata. O tempo e o esforço gastos em seu desenvolvimento são algo inteiramente diverso, e ao menos em tese (não no nosso sistema atual!) poderiam ser recompensados por mecanismos distintos daqueles da propriedade intelectual e do trabalho assalariado.
Mas compreendo que este assunto geraria uma querela interminável, talvez mais apropriada a um forum de sociologia que a um website sobre atualidadez (não desmerecendo nenhuma das duas sedes).
Satisfaço-me, por ora, com manifestações como a do David R, que bem demonstram que, se não há surgiu ainda uma alternativa mais eticamente correta de sociedade, há em todos os lugares, por mais improváveis que pareçam, um senso crítico a indicar que algo não se encaixa em tudo isso. -
19
O Neto tem razão dentro de um pensamento, ou melhor, de uma manutenção inercial das forças automatizadas e irracionais do capitalismo. Infelizmente, nosso regime economico é baseado apenas no valor de troca das mercadorias, sejam elas pao, sapatos, remédios ou programas. Pouco ou nada importa que países miseráveis sejam obrigados a pagar fortunas anuais apenas para utilizar programas que poderiam auxiliar a todos, sem custos de reprodução. Felizmente, há os que enxergam o problema e usam sua capacidade para criar programas livres.
Para os que entendem um pouco de música, vale imaginar o que seria dela se Bach tivesse registrado sua obra e cobrado royalties de todos que a utilizassem. Camões, igualmente, se tivesse registrado seus trabalhos, teria inviabilizado a lingua portuguesa.
Quanto ao problema da escassez, temos que lembrar que o conceito não se aplica aos programas. Na verdade, a codificao de um software é uma tentativa clara de tornar exclusivo algo que, naturalmente, poderia ser copiado ilimitadamente, sem custos. Criamos essa escassez artificialmente. Os beneficiários sao as grandes corporacoes, que lucram justamente ao impedir o acesso dos que precisam do produto, explorando o trabalho dos que dominam o conhecimento (no caso, os programadores, que ganham seu pao na tarefa de fornecer mais mercadorias a serem distribuídas somente para os que podem pagar). -
20
Esse site tem um monte de Apps, mas não autentica o itunes com o store, provavelmente eh fake so pra atrair visitors pro site.
-
21
Ok, a discussão tá boa, mas pelo jeito ninguém tentou, já que as instruções não funcionam em nenhuma plataforma.
Alguém conseguiu? -
22
Eu consegui… ˆˆ
-
23
Esse junior é petista???

-
24
Beatriz, poderia dizer quais procedimentos usou e qual programa recompactou o folder?
Obrigado. -
25
Olá,
Gostaria de saber se alguém conseguiu instalar os programas, pois eu não consigo de forma alguma, toda vez que vou tentar sincronizar o jogo com o iphone aparece a seguinte mensagem: “O Aplicativo XXXX não foi instalado no iPhone XXXX porque você não possui autorização para executá-lo neste computador.”
Se alguém conseguiu por favor coloque aqui o que está faltando.
Obrigado.

