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Para ficar na História

wallpaperVou me arriscar a tratar o assunto da eleição de Barack Obama do ponto de vista da comunicação: nunca na história da propaganda política se viu tamanha competência e pertinência em cada ação como nesta. Mesmo o trabalho feito em nosso país para a primeira eleição do presidente Lula, excelente do ponto de vista do marketing político, não chega aos pés do que foi desenvolvido em termos de planejamento, ativação, penetração e inovação. Uma verdadeira aula. Mídia convencional, internet, mobile marketing (com direito a app de iPhone), chegando a live advertising para Xbox. Até o serviço de FAQ do site da campanha possuía métricas e heurísticas especialmente desenvolvidas para a necessidade do cliente candidato. E para exercitar a futurologia, cheguei a conclusão, junto com um amigo e depois de muita cerveja, que esta campanha tem cara de Titanium em Cannes. Basta alguém se dispor a juntar todas as peças e dar um corpo e um discurso, que ganha o Titanium na certa. Ainda está longe mas vamos esperar para ver.

Update: só pra lembar, concordo e entendo que este é sim um momento muito especial na história política mundial, independente de, como publicitário, entender que existem processos e procedimentos técnicos por trás da construção do candidato.

10 Responses to “Para ficar na História”


  1. Gravatar Icon 1 Wagner Brenner

    Realmente Daniel, uma campanha histórica. Consistente, abrangente e inovadora do começo ao fim, com grande destaque para o uso da internet, com muitas viralizações. Será que já não tem tudo compilado em um site por aí?

  2. Gravatar Icon 2 Adriana Salles Gomes

    Esse trabalho de marketing século 21 do Obama foi a matéria de capa da última HSM Management: http://www.hsm.com.br/hsmmanagement/edicoes/numero_70/A12N70N002.php?

  3. Gravatar Icon 3 J

    Parei de ler quando escreveu Lula.

    Comparação de um com o outro? Para tudo.

  4. Gravatar Icon 4 Daniel da Hora (Recife/PE)

    Oi “J”, pois acho que deveria ter lido o resto. Eu disse justamente que não existe comparação. Mas, do ponto de vista da linguagem publicitária, a campanha de 2002 de Lula foi sim um marco importante, e isso não fui eu quem disse - tem tese de mestrado e doutorado em Comunicação sobre o assunto.

  5. Gravatar Icon 5 J

    “…não chega aos pés do que foi desenvolvido…”

    Ah, ta bom então.
    Li mais 77 caracteres.

  6. Gravatar Icon 6 Daniel da Hora (Recife/PE)

    Oi “J”, pelo menos me diga o que você achou da campanha do Obama… mate minha curiosidade ;) Abcs

  7. Gravatar Icon 7 Pedro

    Os marketeiros do Lula tiveram um trabalho ainda maior que os do Obama. É claro que as novas mídias e as redes sociais foram utilizadas pelo Obama de um modo nunca antes visto, com sensibilidade e pertinência, mas não se enganem, a eleição já estava ganha antes de começar. E o maior cabo eleitoral foi naturalmente Bush Jr., que entrega o país em frangalhos, metido numa guerra impossível de ser vencida, com a economia destruída e a auto-estima da altura de uma gilete. Gilete deitada. Por este prisma, eleger um nordestino, metalúrgico, que fala errado, que já havia perdido eleição três vezes, contrariando a grande mídia é muito, muito mais difícil.

  8. Gravatar Icon 8 cezar

    J é bossal :)

  9. Gravatar Icon 9 Felipe Pacheco

    Discordo do que Pedro disse sobre eleição ganha do Obama, mas concordo quanto a ifluência do Bush como sendo um dos maiores motivos desse resultado e sobre a dificuldade de eleger o Lula pela primeira vez.
    E foi o que eu comentei num post da Adriana: acho que Obama e sua campanha conseguiram chegar a vários nichos da sociedade, chegaram ao eleitorado.
    Sei que é fútil, mas eu votaria no Obama pela propaganda. Um cara com uma equipe que consegue fazer tudo isso, mexer com tanta gente, criar uma obamania, promete ter algum futuro, não?

  10. Gravatar Icon 10 Adriana Salles Gomes

    Não é fútil, não, Felipe, acho que votar em alguém conscientemente por essa “capacidade de gestão” (da comunicação, no caso) é totalmente válido.

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