Não sei se a Fernanda Resende ia escrever sobre isso (e com muito mais propriedade, certamente), mas me adiantei: hoje o jornal britânico The Independent, um dos meus favoritos, dá matéria de 4 páginas sobre a Gisele Bündchen. E o tom é “há supermodels e há Gisele Bündchen”, principalmente porque, com sua longevidade na carreira (14 anos!), a Gisele quebrou talvez o grande paradigma desse mercado. Tudo isso confirma minha tese sobre ela: seu principal atributo não é a beleza; é a inteligência (emocional, inclusive). O artigo destaca o fato de a modelo conhecida como “the Boobs from Brazil” (outro paradigma quebrado!) ter aberto o mercado para as modelos sulamericanas como um todo (pioneira) e comenta que ela é a 16ª mulher mais rica do mundo do entretenimento (fortuna pessoal estimada em US$ 150 milhões pela Forbes) além de a modelo mais bem paga de toda a história (segundo o Guinness Book of Records). Empreendedora, inovadora e Gestora com G maiúsculo; Gisele Bündchen é uma lição ambulante de management também. E, por acaso, é brasileira. Sem ufanismo. Mas isso (ela ser brasileira) é bom.
A versão online do artigo do Independent estava com problemas de acesso, mas dá para ver o resumo na BBC Brasil.
