Estava eu zappeando na tv quando dei a sorte de achar, bem no comecinho, um dos pedacinhos de trilha que mais gosto: o “The Incredits”, dos Incríveis, feito para aquela animaçãozinha final que sempre rola nos filmes da Pixar. Obra-prima do Monstro Michael Giachinno, conduzido por Tim Simonec, a dupla dinamica de tantas trilhas (Medal of Honor, Lost, quase todos Pixar, Star Trek, enfim, esse é outro post, pra breve). Aí a trilha acabou, fiquei com vontade de ver de novo, lá vou eu pro Youtube conferir os porto-riquenhos e os Cubanos soprando forte nos trompetes e uma coisa leva a outra e acabei aterrizando em outra delícia, desta vez do gênio-trilheiro de uma geração anterior, o mais que monstro Burt Bacharach, que aqui aparece com Herb Alpert numa trilhinha deliciosa de “Casino Royale”, também com um trompete falante, bem pontuado e sussurrado no final das frases.Teminha bom pra grudar na orelha numa sexta chuvosa.
Casino Royale Theme [dl]
Lindos sonhos e assustadoramente verdadeiros. O dos bombeiros voadores, se vc lembrar, tem helicópteros com jatos de água que "cumprem" este sonho, de certa forma.
christian disse às 5:03 pm
o carro voador do "de volta para o futuro" tinha que vingar!!
bom post
vou repostar e indicar o updateordie
(tks Romolo)
Enquanto a gente não fizer o bendito carro-voador a gente não sossega. Estamos com esse sonho encomendado desde as cavernas e até agora nada, francamente. Em 1910 o clima era de “agora vai”, como atesta essa coleção de gravuras que estão na Biblioteca Nacional da França. Deve ter sido por causa do Santos Dumont, que tinha passado triscando por cabeças parisienses 3 anos antes com seu 14-bis (e seu relógio de pulso!). A conquista botou fogo na lenha das futuras conquistas da humanidade e impressionantemente, muitas estão mesmo por aqui. Menos o bendito carro-voador, claro.
Adorei! E mais ainda o significado de Tingo. Ser colecionador de palavras é o máximo.
Vou levar essa comigo. rs
Marcelo Pereira da Silva disse às 9:45 am
Muito legal.
Há uns anos fizeram um ranking com as palavras únicas de cada idioma mais curiosas . "Saudade" ficou em décimo. Não lembro a palavra que ficou em primeiro, mas significava "vou te perdoar se você tomar essa atitude uma vez e até posso perdoá-lo se tomá-la duas vezes, mas definitivamente não o perdoarei se isso se repetir uma terceira vez".
Wagner Brenner disse às 10:22 am
Raquel, eu já comecei a minha: tô lendo com uma caneta LumiColor. :)
Marcelo, a palavra da pessoa que perdoa uma, tolera duas, mas não aceita de jeito nenhum uma terceira pisada na bola é " ILUNGA" e é pronunciada em alto e bom som aos abusados do Congo. Já a palavra "saudade" tem muita gente que confunde tudo e sai por aí dizendo que só a gente tem (nem os portugueses!). Mas os esquimós, por exemplo, tem o "IKTSUARPOK" que significa "ir frequentemente ao lado de fora para ver se tem alguém chegando".
João Bosco disse às 11:38 am
Pode ser, mas saudade é quase que inexplicável. Tente, só tente explicar isso pra um estadunidense, espanhol, francês, italiano etc. Vai ser sempre assim: você diz mais ou menos o que é e eles semprem acham que entenderam, mas imediatamente vc sabe que o que eles entenderam nao é o que de verdade a palavra fala. Entenderam???
Adriana Salles Gomes disse às 12:11 pm
"Tingo" vive em que língua? Bom, eu coleciono palavras também e conheço mais duas pessoas que fazem isso. Só que eu me interesso mais pela sonoridade que pelo significado, até porque, como disse alguém (não lembro quem!), é preciso libertar as palavras da prisão dos significados – meio que deixando que o contexto as ressignifique. PS: Zechpreller tem em português sim, pelo menos no português paulistano; é o "pindura" de 11 de agosto. :) O que não tem é também alemão Sehnsucht, que é uma espécie de "saudade do futuro". Neko-neko se encaixa na Teoria do Circo do André (e é primo do nheco-nheco afrobrasileiro). E eu gostei mesmo foi de "Mata Ego" –faz anos que tento descobrir um método de chorar sem deixar vestígios e, agora que vi isso cristalizado em palavra, entendi que é impossível. Esse é o poder das palavras.
Great post! (Tem um livro infantil chamado "O Colecionador de Palavras", lançamento; acabei de postar no Coruja pra quem se interessar!)
Wagner Brenner disse às 12:35 pm
João, deveria existir uma palavra pra "entenderam mas não entenderam". Inventa uma! Dri, TINGO é uma expressnao da Ilha de Páscoa. Lá, deve ser mais fácil roubar tudo da casa de um amigo. E agorinha acabei de dar de cara com uma expressão que adoro e que até já ftinha feito um post no ano passado: http://updateordie.com/updates/estilo-comportamento/2008/04/lesprit-descalier-devia-ter-dito-mas-nao-disse/
Adriana Salles Gomes disse às 1:34 pm
O espírito da escada eu adoro também, vivo tendo esse delay (outra palavra boa, aliás). E me lembrou a expressão que um amigo usa para se referir à mulher dele: "tronco de enxurrada" - pessoa que vai se prendendo em conversas com outras pessoas e não consegue ir embora nunca (de uma festa, por exemplo). Aí já é metáfora, mas como o espírito da escada – se se disseminar, vira palavra. Tb vou pensar numa para "entenderam mas não entenderam", João! ;)
João Bosco disse às 2:07 pm
boa! ;) há de inventarmos uma palavra pra este fato tão recorrente!!!
Marcelo Pereira da Silva disse às 2:45 pm
O Lesprit Descalier é mencionado no "Guts" do Chuck Pallahniuk, altos massa.
E será que existe uma palavra pra "quando uma pessoa fala uma coisa e você tem certeza que é mentira, mas age como se não soubesse"? Que tal "ambutrelho"?
Adriana Salles Gomes disse às 4:18 pm
Pensando alto... sem pensar muito... "pseudoentenderam" e fulano entrou de "gepeto"/deu uma de "gepeto"/foi "gepeto"/"gepetou"
(Já que o Gepeto evidentemente sabia que o Pinnochio mentia mas fazia vista grossa, como pais em geral fazem com filhos – não era assim a história?)
Tem gente que coleciona selos. Tem gente que coleciona moedas. Latinhas de cerveja. Brinquedinho de Kinder Ovo. Adam de Boinod coleciona palavras. Mas, claro, não qualquer uma. Tudo começou quando trabalhava fazendo pesquisa para um programa de perguntas na BBC chamado QI. Foi nesta época que descobriu em um dicionário da Albânia nada mais nada menos que 27 palavras para “sobrancelhas”. E mais 27 para “bigode” (use Mustaqe Madh para um bigode estilo Belchior ou Mustaqe Posht para um daqueles que descem acentuadamente nas pontas como do Freddy Mercury). Depois disso, Adam começou a caçar dicionários de várias línguas e acabou ficando obcecado por palavras intraduzíveis e de significado único. Preciosidades como “Zechpreller”, que em alemão é uma pessoa que sai correndo sem pagar a conta.
Já “Areodjarekput” é o que um esquimó diz para o outro quando quer trocar de esposa, “mas só por alguns dias” (aquelas últimas 4 letras dão um toque machista). Tem as bonitinhas como “Mata Ego”, que são os olhinhos inchados de quem acabou de chorar, em Rapa Nui (lido em português também faz sentido).
E meu favorito nesses tempos onde todo mundo é genial: “Neko-Neko”, que lá na Indonésia significa “uma idéia criativa, mas que só piora as coisas”.
Belo livrinho-snack da Penguin, The Meaning of Tingo também tem site.
Ah, e “Tingo” significa “roubar coisas da casa de um amigo, uma por uma, até não sobrar nada”.
(tks Guido Gallo)
É a manipulação de objetos se juntando as transições, audios e letreiros do editor de final de semana. Iniciativa da Adobe em parceria com a Universidade de Washigton. Interessante o recado no final: “se você gostou, faça um post”. Exposição é mesmo moeda forte na nova economia. http://www.vimeo.com/2345579
Estamos reforçando nosso time de programadores. Se você domina bem PHP / Wordpress MU, e quer fazer uns freelas (basicamente debbuging e implementar umas novas funcionalidades) trabalhando remotamente, entre em contato pelo email wagnerbrenner@gmail.com. Comprometimento e disponibilidade são pré-requisitos. Se funcionar a parceria, temos uma boa lista de novos projetos.
Self looping: homens-bumbo digitais « M A C A C O F O N I A disse às 10:49 pm
[...] que usando a tecnologia digital e alguns pedais para criarem loops em camadas. O primeiro foi no UpdateOrDie e é uma excursão de David Ford pelo estúdio, fazendo um triathlon [...]
Mas isso é comum, culpa da própria Microsoft. Sei que não é o foco, mas ando horrorizado com a evolução da nhaca da microsoft. W7, Project Natal, Zune HD - Aliás, como esta indecente o Zune HD, de arrepiar pela beleza e performance. Tem algo de errado acontecendo? rssss
João Bosco disse às 8:28 pm
Ah, meu Mac chegando quero demais o Stainless, o esquema de favicon é genial mesmo
Nuno Bianchi disse às 8:31 pm
É que tem um teste dos browsers, como se fosse um benchmark, um "selo"
de avaliação com critérios objetivos... o Firefox marca 70e alguma coisa,
o Chrome também, o Safari é o único que marca 100, e o IE marca tipo.. 28.
Queria saber se sua avaliação de "melhor que o Firefox e Safari" contém
esse tipo de dado, ou é apenas sua opinião, que eu também respeito.
Eu gosto do Safari, cada vez mais.
Nielle disse às 1:16 am
Ninguém aqui gosta do opera?
Muniz crew disse às 2:24 pm
uma boa pessoa para saber a opiniao eh do Neto.. e ai Neto ... Stainless!?
Leandro disse às 3:34 pm
Nunca consegui sair do firefox pela busca na barra de endereços. Ele procura em qualquer parte da URL, é muito melhor que todos os outros até agora.
Mas nunca vi esse Stainless. Nao tenho Mac
Neto disse às 4:03 pm
Stainless é sem dúvida muito mais moderno "programaticamente" do que Firefox. O fato dele rodar cada janela num processo diferente, é muito bacana pois o snow leopard vai se valer muito desse recurso, tanto para velocidade como para estabilidade. Acho que é uma ótima alternativa ao Safari 4, que é o browser que eu to usando. Internet Explorer não vem ao caso :)
Juliano Brandão disse às 4:08 pm
Ele é ligeiro mesmo.
Baixei o bicho, e tenho alternado entre a raposa e o dito. O teste aqui em casa tem sido "feeling"...
Honestamente, o Firefox, quando você liga o Mac, leva horas pra abrir, dpois que você abre ele, pode quitar e abrir de novo que ele abre rápido, mas a primeira abrida é demoraaaaaaaada... Enquanto o Firefox abre, eu já acessei umas 5 pgs tanto no Safari qto no Stainless.
Juliano Brandão disse às 4:08 pm
(...) Mas, o Firefox ainda me ganha nos addons.
Juliano Brandão disse às 4:24 pm
PS do PS...
Meu Firefox cehio de addon (talvez por isso o preju) - 72/100 no Acid3 agora
Stainless - acabou de bater 100 aqui.
Nuno Bianchi disse às 5:39 pm
As abas do Safari 4 já não são processos separados? Não era esse um
dos atrativos da nova versão?
Há um tempo atrás falamos aqui do Stainless, um browser para Mac que surgiu na mesma época do Chrome. O bichinho impressionava pela velocidade. Mas faltavam algumas coisas básicas. Pois não falta mais nada. A versão mais atual do Stainless tem uma barrinha vertical a esquerda para você colocar seus bookmarks em forma de favicons e sua navegação ficou mais rápida ainda. O load é um tapa. E é minha opção de browser para 90% do meu tempo navegando. Aposentei definitivamente o Firefox e o decepcionante Safari 4. O que? Internet Explorer? Não sacaneia, tô falando de browser de verdade.
E a realidade aumentada vem com tudo nos celulares mesmo. Depois das balinhas de Skittles que postamos aqui agora chega o aplicativo Layar da SPRXmobile, que se autoproclama o primeiro browser de realidade aumentada para celulares. A novidade é a criação de layers de texto que podem ser inseridos por empresas ou por um amigo seu. Você aponta para o lugar (um monumento, um prédio, um restaurante) e surgem os comentários (tipo o que a gente faz com as fotos no Flickr). É como espalhar post-its pelo mundo real, visíveis apenas pela janelinha de alguns poucos felizardos. Por enquanto na Holanda e no Android. Breve no mundo, num iPhone e afins.
Seria perfeito Ele, o piano, e as orelhas dando uma palhinha com os Velhas Virgens...
Ai vai: "Só pra te comer": http://www.youtube.com/watch?v=iw7XcroQF7Y
Afogar o ganso, bola na caçapa, molhar o biscoito, repartir a peruca, gratinar o caneloni, baratinha no espeto, dar tapa na aranha, agasalhar o croquete, envernizar a madeira, levar a tora para serrar, tchaca tchaca na butchaca, dar chinelada na cara do sapo, trocar o óleo, socar o pilão, pelar o ganso, esticar o berimbau.
Hoje o sempre bom e careca Seth Godin escreveu sobre essa mania que não passa nunca entre os amigos da comunicação e do mkt (agência e cliente) de ficar contabilizando tudo. “Qual a audiência do UoD?”, por exemplo, é uma pergunta que as pessoas adoram me fazer. A segunda mania é tentar criar algum tipo de formula que junte grana a essa audiência para poder criar um tipo de medida de “anunciabilidade”. No post do Seth Godin ele fala de :) “scalejacking”. Não precisa pensar muito para sacar que escalas como essa servem muito mais para justificar decisões e garantir seu próprio rabitcho, mas aí já começa uma certa maldade da minha parte. O fato é que essa régua é mesozóica e pertence a outra era, a das mídias de massa. E por mais que assunto volte a tona ainda me decepciono vendo muita gente por aí de reguinha em punho mandando bala na quantificação. Difícil mesmo “comprovar” que falar com OS dez é melhor que falar com UNS mil. Subjetivo demais para o mundo corporativo, mas tenho fé que um dia a turma chega lá.
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