A agência do futuro não é uma empresa: é uma banda

Uma tradução daqueles textos bons do LinkedIn que um amigo te manda e você pensa: isso vale compartilhar.
Banda performando em palco com instrumentos musicais. Banda performando em palco com instrumentos musicais.

Texto baseado em uma tradução quase literal de uma publicação do Rodd Chant, que chegou até mim por indicação do Bruno Simões, que dialoga diretamente com a forma como eu também enxergo e penso sobre o futuro do nosso mercado.

O modelo de agência do futuro? Mais parecido com uma banda ou coletivo.

Essa é uma ideia que o Rodd defende há anos. E quanto mais o mercado muda, mais difícil fica discordar. Pensar como banda simplesmente faz mais sentido, especialmente agora, especialmente para diretores de criação e líderes criativos que buscam independência.

Nunca foi preciso um exército para pensar e criar. Uma micro-agência resolve. Sempre resolveu.

No modelo de banda, estamos falando de algo entre duas e cinco pessoas. Talento criativo e estratégico somado a alguém que cuide do negócio. É isso. Os criativos e estrategistas são os performers. O negócio é o manager. Todo o resto entra quando faz sentido. Produtores, estúdios, diretores, fotógrafos, músicos, equipes de apoio. Nada fixo. Nada inflado. Tudo a serviço da ideia.

Integrantes de uma banda não sentam em um escritório todos os dias só para justificar presença. Eles se encontram quando precisam criar algo relevante.

O modelo de coletivo se encaixa de forma natural nessa lógica. Alinhar-se com produtoras, freelancers e parceiros que pensam parecido. Juntar forças quando necessário. Trabalhar junto quando faz sentido. Sem estruturas rígidas. Sem dependência permanente.

É um ganha-ganha claro para clientes e para a agência ou estúdio.

O modelo tradicional de agência foi construído sobre inchaço. Cobrar por headcount. Manter escritórios caros. Sustentar camadas hierárquicas. Bônus de C-level. Inscrições em prêmio. Viagens para Cannes. Uma máquina inteira que pouco tem a ver com resolver problemas reais de comunicação. O que os clientes querem, no fim, é acesso direto a pensamento criativo e estratégico experiente. Isso não exige um prédio cheio de gente.

Hoje, uma agência pode ser apenas algumas mentes bem conectadas, com integrantes da banda e do coletivo espalhados pelo mundo.

Há um benefício adicional importante para os clientes. Falar diretamente com quem pensa, cria e executa. Sem processos em cascata. Sem gatekeepers. Sem burocracia performática. Resolver rápido, ajustar rápido, seguir em frente.

Pessoalmente, prefiro muito mais receber uma mensagem no WhatsApp para alinhar algo e marcar uma ligação curta do que atravessar camadas internas, e-mails e memorandos. É mais eficiente, mais humano e mais honesto com o tempo de todo mundo.

Também tenho a sensação de que muitos clientes preferem trabalhar com times menores, mais próximos, com quem constroem relação de verdade, não apenas contratos.

O modelo de micro-agência ainda devolve algo essencial ao trabalho criativo. Liberdade. Os criativos voltam a ser também fazedores. Voltam a colocar a mão na massa. A colaborar diretamente com creators, diretores, fotógrafos, compositores. Camadas desnecessárias caem. A unidade criativa reaparece.

Começar pequeno não é limitação. Permanecer pequeno pode ser estratégia. Pensar grande não depende de estrutura. Depende de ambição intelectual.

Talvez a publicidade precise aprender com a música. Boas ideias raramente nascem de organizações gigantes. Elas nascem de poucas pessoas muito boas, trabalhando juntas quando realmente importa.

Comece pequeno.
Fique pequeno.
Pense grande.

E aumente o volume até o 11.

Você pode ver a publicação original aqui.