O que esperar da comunicação das marcas em 2026

O que antes era tendência, agora se torna a prática básica, especialmente no que tange a comunicação das marcas.
Mão segurando celular com ícones de mídia social. Mão segurando celular com ícones de mídia social.

2026 já deu as caras e acredito que ele veio consolidar uma reconfiguração profunda da nossa relação com o consumo e a informação. O que antes era tendência, agora se torna a prática básica, especialmente no que tange a comunicação das marcas. Nesse contexto, a grande questão não é mais se a tecnologia vai mudar o mercado, mas como manteremos a humanidade e a ética no centro dessa transformação.

IA generativa: da experimentação à coprodução cotidiana

Em 2026, a inteligência artificial generativa deve deixar de ser uma curiosidade para atuar como coprotagonista. No espaço do audiovisual, sejam anúncios, filmes ou séries, acredito que a IA será usada de forma tão fluida quanto a computação gráfica é usada hoje, tornando a fronteira entre o real e o sintético quase imperceptível. Dito isso, essa evolução traz consigo o desafio da transparência e ética, especialmente quando falamos de situações como uma campanha eleitoral.

Microdramas: o novo storytelling de bolso

O domínio dos vídeos curtos evoluiu. Saímos da era das dancinhas para entrar na era dos microdramas, narrativas rápidas que se integram ao cotidiano fragmentado do usuário. Essa tendência reforça que, independentemente da plataforma, a criatividade humana e a capacidade de contar boas histórias continuam sendo o nosso maior ativo. As marcas que entenderem como se inserir nessas pequenas janelas de atenção, sem interromper a experiência de entretenimento, serão as que conseguirão criar conexões reais.

Creator economy entre a profissionalização e o conflito ético

O mercado de influência amadureceu, mas enfrenta suas crises infinitas. Por um lado, temos a profissionalização e o uso de influenciadores artificiais como possibilidade de personificações de marcas, atendendo ao desejo das pessoas de interagir com figuras humanizadas. Por outro, o uso de influenciadores em campanhas de desinformação gera um ruído perigoso. Para além disso, acredito que veremos uma seleção natural: marcas que buscam apenas “espaço de mídia” em criadores perderão relevância frente àquelas que constroem reputação e parcerias autênticas.

Social commerce e o dilema do consumo algorítmico

A consolidação das redes sociais como canais de venda online cria um ambiente onde tudo é comércio e os algoritmos antecipam nossos desejos antes mesmo de os formularmos. Perigoso. Para as marcas, minha recomendação é sempre deixar claro seu interesse comercial e respeitar o espaço de decisão do consumidor. Afinal, o que não se pode abrir mão é do valor  imensurável da confiança do consumidor.