A mLabs, plataforma líder em gestão de mídias sociais na América Latina, e a Conversion, referência nacional em performance digital e SEO, lançaram a pesquisa “A Nova Jornada de Compra”. O levantamento mostra como diferentes gerações interagem com canais digitais — como IAs, redes sociais e mecanismos de busca — e como constroem suas relações com marcas, conteúdos e produtos. Foram ouvidos 800 brasileiros, traçando um retrato detalhado de Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z e apontando as tendências que vão orientar o consumo nos próximos anos.
“Nosso objetivo foi entender como as quatro gerações coexistem no mercado, cada uma com suas próprias ferramentas e hábitos. Os dados revelam não só uma mudança de comportamento, mas a necessidade de revisar as estratégias de marketing”, comenta Diego Ivo, CEO da Conversion.
“Mais do que seguir tendências, é essencial compreender a nova lógica da influência — sustentada por dados, relevância e credibilidade. A relação entre marcas e pessoas hoje é movida por propósito e contexto, não apenas visibilidade”, complementa.
Diferenças entre gerações
O estudo revela um cenário digital diverso: todas as gerações usam as mesmas plataformas, mas com motivações e critérios diferentes.
Geração Z (18 a 26 anos): a mais conectada e engajada socialmente. 87% descobrem produtos no Instagram e 80% no TikTok. Além do entretenimento, usam as plataformas para informação e consumo. É o grupo que mais valoriza autenticidade e posicionamento de marca. 67,2% já recorrem à IA (como o ChatGPT) para avaliar vantagens e desvantagens de produtos — tratando-a como um verdadeiro “consultor digital”.
Millennials (27 a 42 anos): equilibram estratégia e praticidade. 83,5% descobrem produtos no Instagram, 73,5% no YouTube e 72% no Google. São usuários intensos de IA (56%), e 58% confiam mais nas respostas dessas ferramentas do que nas de pessoas próximas. Valorizam marcas que educam, inspiram e entregam utilidade.
Geração X (43 a 58 anos): busca equilíbrio entre canais. O Google é o principal ponto de partida (84,5%), seguido de YouTube (60%) e Instagram (45,5%). 47,5% já usam IA, mas com cautela. Confiança, experiência e fontes oficiais ainda são critérios decisivos.
Baby Boomers (59+): presença digital crescente. 77,5% usam o Google e 58,5% o YouTube como principais canais de descoberta. O Instagram (50,5%) e o Facebook (37,5%) vêm logo atrás. Mesmo com menor adesão à IA (31%), 48% já a utilizam para buscar o melhor preço — um comportamento prático e racional.
As plataformas dominantes
Na descoberta de novos produtos ou marcas, o Google (76%) lidera, seguido por Instagram (73,3%), YouTube (69%), TikTok (55,4%) e TV (49,9%).
Na busca por informações de marcas já conhecidas, destacam-se Google (78,8%), YouTube (59,5%), Instagram (51,1%), IAs (48,5%) e TikTok (38,7%).
Fatores decisivos na compra
-
Preço: 80,6%
-
Qualidade: 77,4%
-
Frete grátis: 77,3%
-
Reputação da marca: 45,8%
-
Avaliações de outros consumidores: 45,4%
A IA como divisor geracional
Além da força das redes sociais, o estudo mostra que a inteligência artificial já é um ponto de separação entre gerações. Geração Z (59,5%) e Millennials (56%) tratam os algoritmos como consultores de compra confiáveis. Para eles, consultar uma IA é tão natural quanto fazer uma busca no Google.
Já a Geração X (47,5%) avança com cautela, enquanto os Baby Boomers (31%) ainda enfrentam barreiras. Essa diferença de quase 30 pontos evidencia o salto entre gerações nativas digitais e aquelas em adaptação.
“O crescimento da IA e das redes sociais não substitui o Google, mas amplia as formas de busca. As novas gerações transitam entre redes, mecanismos e IAs para formar uma visão mais completa e personalizada”, afirma Rafael Kiso.
O estudo conclui que essa transição já define o futuro do consumo no país: 41,5% da Geração Z e 37% dos Millennials acreditam que a IA vai transformar totalmente a forma de comprar. Entre Geração X e Baby Boomers, cerca de 35% reconhecem sua importância, mas sem enxergar substituição total dos canais tradicionais.
“Cada geração se relaciona com a IA à sua maneira — mas todas se relacionam. Pensar o futuro do consumo sem incluir a inteligência artificial já não faz sentido”, finaliza Kiso.