Recentemente, o próprio time de engenharia do LinkedIn publicou um texto explicando como está reconstruindo o feed da plataforma. O artigo completo está aqui. O conteúdo é bem denso (e meio chato), confesso, mas por trás da linguagem técnica, o que aparece é uma mudança baita mudança. O LinkedIn está deixando de organizar o feed pela sua rede e passando a priorizar significado, contexto e o interesse profissional.
Isso aproxima o LinkedIn muito mais de um TikTok do que de uma rede profissional tradicional. No TikTok você não vê apenas quem segue, você vê o que o algoritmo acredita que merece sua atenção, o que engaja, tem retenção e a ver com o que te interessa. O LinkedIn vai começar a fazer parecido, posts passam a circular porque o sistema entende que aquele tema ou aquela conversa pode interessar a determinadas audiências profissionais.

Isso muda o jogo da comunicação corporativa que a gente conhece por ali, que durante anos, muita gente acreditou que era sobre cargo alto ou uma rede grande para ter alcance. Agora o algoritmo começa a avaliar relevância semântica, se você fala com frequência sobre um tema, o sistema aprende que você pode ser uma fonte naquele assunto. Se publica frases genéricas, autopromoção, “5 lições que aprendi com o acontecimento Y” ou conteúdo (ainda mais) vazio, o sistema também aprende.
A consequência é simples: o LinkedIn está deixando de ser apenas um mapa de relações e está se tornando um mecanismo de recomendação de conhecimento (finalmente). Não importa tanto quem você conhece. Importa o que você contribui para a conversa e, se for do GPT para o feed, o radar vai pegar.
Vejo com bons olhos e acredito que isso seja uma boa notícia. Durante anos muita gente acumulou conexões como quem coleciona cartões de visita. Agora o alcance tende a favorecer quem realmente tem algo a dizer e, para uma rede que se vende como profissional, faz bastante sentido que o algoritmo comece a valorizar exatamente isso.
