O encolhimento do Brasil em Cannes: número de finalistas cai pela metade

O Brasil fechou o Cannes Lions 2026 com 167 finalistas nas 31 competições do festival. Em 2025, foram 348. São 181 trabalhos a menos — uma queda de 52% em um único ano.
Tesoura cortando logotipo do Cannes Lions Tesoura cortando logotipo do Cannes Lions

A última competição a revelar seus finalistas foi o Sustainable Development Goals Lions, nesta quarta-feira, 24. O Brasil conquistou uma vaga. Só uma.

O motivo principal é conhecido: o país inscreveu 41% menos trabalhos do que no ano anterior — de 2.684 peças para 1.593. Desse total, apenas 10,5% viraram finalistas. A retração brasileira foi proporcionalmente maior do que a média global, que registrou 25% menos concorrentes.

Algumas categorias foram além da queda — foram humilhações. Em Print & Publishing, o Brasil caiu de 24 finalistas para dois. No Titanium, o prêmio máximo do festival, o país ficou de fora pela primeira vez em anos. Nenhum case brasileiro. Zero. Em film, apenas 1 no shortlist (EUA, como exemplo comparativo, teve 41)

Industry Craft, Health & Wellness e Film Craft foram exceções com crescimento. E na premiação propriamente dita, o Brasil ainda somou 1 Grand Prix, 4 Ouros, 5 Pratas e 3 Bronzes nas primeiras categorias anunciadas. O “Cupom em Campo”, da Gut para Mercado Livre — o gramado do Pacaembu virado em QR Code — levou o Grand Prix de Outdoor.

No ranking de agências com mais finalistas: AlmapBBDO (26), Africa Creative (21), Gut (19), LePub (19) e VML (18). Entre marcas, Heineken (18), Mercado Livre (17) e Coca-Cola (14) lideraram.

O festival segue até sexta-feira, 26 de junho, com os Leões das categorias ainda abertas.