Estamos consumindo o passado para não ter que encarar o futuro?

A onda da nostalgia invade a cultura e a moda — mas será que revisitar o passado está nos impedindo de criar o futuro?
Pessoa cercada por dispositivos eletrônicos antigos. Pessoa cercada por dispositivos eletrônicos antigos.
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Em tempos em que a nostalgia está tão em alta, me pergunto o real motivo de estarmos vivendo tanto saudosismo. Pode parecer confortável, revigorante e seguro, mas será que não estamos apenas com muito receio do novo? Talvez esse “medo do futuro” ainda seja um reflexo da pandemia e sim, ainda estamos falando sobre ela.

O ponto é que já faz um tempo que estamos presos em um comportamento que nos limita um pouco, e talvez ainda não tenhamos percebido isso de forma prática. Por isso, eu tô aqui te convidando a refletir e aproveito para te fazer um questionamento: consumir o passado nos ajuda a não ter que encarar o amanhã?

É como se criássemos um ciclo que momentaneamente nos conforta, mas estar só nele, nos faz mal e drena nossa capacidade de desprender para criar algo novo.

Podemos observar a onda nostálgica em muitas frentes, a cultura puxa bastante e a moda também tem seus ciclos que se repetem e isso faz parte dos momentos da sociedade. Não farei meia-culpa, pois me sinto bem tranquila quando ouço minhas divas pop ou as playlists de rock clássico que ouvia com os meus irmãos na infância.

Acontece que estamos há tempo demais presos a um comportamento que pode evoluir para defensivo que nos protege, mas, ao mesmo tempo, nos estagna. É como se criássemos um ciclo que momentaneamente nos conforta, mas estar só nele, nos faz mal e drena nossa capacidade de desprender para criar algo novo.

E agora me conta, como está se sentindo por aí? Preso na nostalgia ou tentando criar algo novo?

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