Quem já tem um site no WordPress há algum tempo sabe: aquele aviso de atualização pendente aparece sempre na hora mais inconveniente. Muitos usuários se rendem à preguiça, postergando a tarefa e dizendo que “talvez” a realize na próxima semana. O problema é que, enquanto eles adiam, criminosos virtuais varrem a internet atrás exatamente de sites assim, isto é, desatualizados, vulneráveis e fáceis de invadir.
Por que o WordPress é um alvo tão cobiçado
O WordPress é um dos sistemas mais usados do mundo, sobretudo pela sua simplicidade, que fornece grande flexibilidade aos usuários. Seu revés, contudo, é a questão da segurança. Não somente as brechas mais comuns são já conhecidas (e exploradas) pelos cibercriminosos, como cada vez que uma falha nova é descoberta e divulgada, os usuários que não atualizam seus sistemas viram alvos de invasores.
A pior parte é que não é só o núcleo do WordPress que desperta o interesse desses cibercriminosos. Como visto esse ano, até mesmo plugins aparentemente inofensivos podem dar acesso não autorizado a dados confidenciais dos usuários da plataforma. O mesmo pode ser dito sobre temas abandonados pelos desenvolvedores. Um único componente desatualizado já é suficiente para hackers injetarem malware, roubarem senhas ou até assumirem o controle total dos sites.
Como se proteger
Então, qual é a saída? A resposta mais simples é tratar as atualizações como parte da rotina, e não como tarefa extra. É preciso ter em mente que essa tarefa (embora tediosa) leva cinco, dez minutos no máximo. Em compensação, recuperar um site invadido pode levar dias, ou mesmo acarretar a perda de todo o conteúdo ou da confiança do público.
De olho na conexão
Uma resposta mais completa inclui outro ponto vital: o local de onde o painel dos sites é acessado também importa. Ao gerenciar as páginas no Wi-Fi de aeroportos ou hotéis, suas credenciais podem estar viajando em texto puro por uma rede insegura. É por isso que especialistas recomendam o uso da melhor VPN possível para ajudar a proteger a conexão através da criptografia e evitar que terceiros mal-intencionados interceptem seu login.
Hábitos de ouro
Por fim, alguns hábitos práticos não devem jamais serem ignorados. Um ótimo exemplo é usar senhas fortes (e diferentes para cada serviço). Embora essa seja uma das práticas de segurança mais básicas e importantes que existem, é também uma das mais negligenciadas.
Ativar a autenticação em duas etapas é outra escolha de ouro. Ela possibilita que, mesmo diante de uma violação das credenciais do usuário, a conta siga protegida por uma segunda camada de exigências para o acesso.
Medidas que muitas vezes passam despercebidas pelos usuários são igualmente impactantes. Desinstalar plugins e temas que não são mais usados, limitar o número de administradores e, claro, fazer backups regulares podem parecer ações básicas, mas são absolutamente essenciais (e realizadas com muito menos frequência do que as pessoas imaginam).
Prevenir é mais barato
No fim das contas, a mensagem é clara: é muito mais econômico investir em prevenção do que ter que arcar com os custos de uma violação. Por isso, é fundamental que os proprietários de sites no WordPress se dediquem ao conjunto de cuidados simples mencionados.
Ao atualizar regularmente, acessar com responsabilidade e manter uma rotina de manutenção, a segurança dos sites será muito mais robusta e consumirá apenas alguns minutos dos administradores por mês.
Em contrapartida, negligenciar essas recomendações pode resultar em um cenário bastante distinto: reparos de um eventual incidente cibernético podem levar semanas (ou até meses) até dar resultados.
