O fim do achismo: como a Amazon Ads está reescrevendo a publicidade com cultura, IA e trilhões de sinais

A Amazon parte de comportamentos reais dentro de seu ecossistema: buscas, compras, conteúdos assistidos, músicas ouvidas e outras interações.

Destaques

  • Crescimento robusto: A Amazon Ads oferece soluções completas no Brasil e globalmente, impulsionada por IA, streaming e compras por voz.
  • Dados de comportamento real: Utiliza trilhões de sinais reais do dia a dia dos usuários (compras, Alexa, Prime Video), eliminando estimativas.
  • Ecossistema integrado: Une varejo e entretenimento, alcançando o público em esportes ao vivo, filmes e na Twitch.
  • Tecnologia e IA: Ferramentas como o Ads Agent criam planos de mídia em minutos, reduzindo custos de campanhas.
  • Foco em conversão: Formatos inovadores (como vídeos em que é possível clicar e comprar) encurtam a jornada do consumidor e garantem retorno comprovado.

A convite da Amazon, o Update or Die! acompanhou de perto as novidades da Amazon Ads no Brasil, apresentadas por Carolina Piber, Francesca Picchi e Flávia Spinelli. E uma coisa ficou clara: a Amazon há muito tempo deixou de ser apenas… “uma loja”.

AWS, Kindle, Amazon Music, Prime Video, Twitch, Alexa e marketplace formam um ecossistema que atravessa diferentes momentos da rotina das pessoas. Para a publicidade, o valor está justamente nos sinais gerados por essas interações.

Durante anos, boa parte da mídia digital trabalhou com probabilidades: idade, localização, interesses presumidos e perfis semelhantes. A Amazon parte de comportamentos reais dentro de seu ecossistema: buscas, compras, conteúdos assistidos, músicas ouvidas e outras interações.

Um exemplo apresentado no evento resume bem essa lógica: mais de 70% da audiência que acompanha a NBA possui animais de estimação.

Basquete e pet care talvez nunca aparecessem juntos em um planejamento tradicional. Mas esse cruzamento revela uma audiência relevante em um contexto inesperado. O interesse humano não cabe em caixas, e é justamente nessas interseções que surgem novas oportunidades para as marcas.

Muito além do marketplace

Outro mito que a Amazon quis derrubar é que sua plataforma de anúncios serve apenas para empresas que vendem produtos no e-commerce.

Seguradoras, bancos, montadoras, empresas de educação e outras marcas não-endêmicas podem usar os sinais da Amazon mesmo quando a conversão acontece fora da plataforma.

O Amazon Marketing Cloud, por exemplo, permite analisar diferentes pontos da jornada do consumidor sem ficar preso apenas ao último clique. A ideia é entender melhor como streaming, mídia e diferentes exposições contribuem para uma decisão.

IA que devolve tempo

Outra grande aposta está na inteligência artificial. O Ads Agent, integrado à Amazon DSP, permite que profissionais trabalhem com campanhas usando linguagem natural. Um plano de mídia pode ser carregado e a IA ajuda a estruturar orçamento, públicos e configurações que antes exigiam horas de trabalho operacional.

Segundo dados apresentados pela Amazon, anunciantes nos Estados Unidos que adotaram recomendações de audiência da ferramenta registraram redução média de 18% no CPM e 16% no CPA. Mas talvez o impacto mais interessante seja outro: liberar tempo para estratégia e criatividade.

A mesma lógica aparece no Creative Agent, que ajuda na produção de peças de vídeo e display com IA generativa. Isso reduz custos e abre formatos antes pouco acessíveis para pequenas empresas. Segundo os números apresentados, 89% das PMEs brasileiras que adotam IA dizem estar acessando novas oportunidades, enquanto 74% passaram a considerar streaming uma opção viável de mídia.

Pertencer é o novo aparecer

Toda essa tecnologia, porém, tem um limite. Dados melhores, segmentação e inteligência artificial não transformam automaticamente uma campanha em algo relevante. Ainda é preciso existir uma boa ideia.

Casos apresentados no evento mostram justamente a tentativa de transformar publicidade em parte da experiência. Uma iniciativa da Johnson’s Baby com Alexa, ligada ao momento do banho infantil, é um exemplo: em vez de simplesmente interromper o consumidor com uma mensagem, a marca tenta oferecer algo útil naquele contexto.

Formatos como Clickable Video Ads seguem a mesma direção, permitindo interação com marcas durante o streaming sem obrigar o espectador a abandonar o conteúdo. No fim, talvez essa seja a mudança mais importante.

Quanto mais sofisticada fica a tecnologia para encontrar a pessoa certa, mais importante fica encontrar uma boa razão para falar com ela. Os dados encontram o público. A IA ajuda a montar a campanha. Mas a criatividade ainda precisa responder à pergunta essencial: por que alguém deveria se importar? A tecnologia encontra o momento. A criatividade precisa fazer a marca pertencer a ele.

ENTREVISTA

Após a apresentação, tivemos a oportunidade de entrevistar a Carolina Piber, Diretora geral da Amazon Ads Brasil e tivemos diversos insights graças a tanto a apresentação quanto a entrevista. 

Update or Die: O design thinking está em alta hoje, mas a Amazon já é pioneira em pensar primeiro no cliente. Como vocês lidam com a concorrência atual e se mantêm na liderança nesse cenário?

Carolina Piber: Nós chamamos isso de “Obsessão pelo Cliente”, que é o nosso principal princípio de liderança. Nosso foco é sempre entender a dor do cliente, seja ele o consumidor final ou o anunciante que quer achar seu público. Utilizamos o método working backwards (trabalhar de trás para frente): partimos do problema do cliente e criamos a solução, em vez de criar um produto primeiro e tentar forçar a venda depois.

Update or Die: Falando em soluções, a Twitch atinge um público muito mais informal (Millennials e Geração Z) do que o Prime Video, por exemplo. Como vocês adaptam a comunicação para que as propagandas não pareçam forçadas?

Carolina Piber: Você tem razão, a audiência interage de maneira diferente em cada canal. Na Twitch, o usuário tem um vínculo muito autêntico com o streamer e sua comunidade, e uma marca não pode entrar quebrando essa confiança. Nós ajudamos os anunciantes a integrarem a mensagem de forma orgânica. Um ótimo exemplo foi uma streamer que testou a durabilidade de um batom ao vivo, comendo e bebendo durante horas de transmissão. Foi uma integração completamente natural e relevante, sem parecer uma publicidade engessada.

Update or Die: Esse mercado de games e streaming está crescendo muito, e o foco da publicidade tem migrado bastante do offline para o online. Como vocês planejam expandir essas ramificações no futuro?

Carolina Piber: A resposta sempre volta para o foco nas necessidades do cliente que ainda não foram supridas. Hoje a Twitch já não é apenas para gamers. Vimos isso na Copa do Mundo com transmissões de futebol, mas também temos comunidades fortes de culinária, literatura e até canais dando aulas de geografia e história ao vivo. A Amazon continuará atenta a esses sinais para servir cada vez mais os clientes, em qualquer formato que eles precisem.