NEWSLETTER COM 34% DE TAXA DE ABERTURA? 🤯 TEMOS! CONHEÇA O NOVO MIDIA-KIT

Será que vamos nos livrar das fake news?

Será que vamos nos livrar das fake news? Será que vamos nos livrar das fake news?

“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” – Joseph Goebbles (ministro da Propaganda de Adolf Hitler)

No ano passado, o dicionário Oxford escolheu “pós-verdade” como a palavra do ano. Pra quem não sabe, é um adjetivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.

A expressão tem sido muito usada por quem avalia que a verdade está perdendo importância, principalmente no debate político. Por exemplo: o boato amplamente divulgado de que o Papa Francisco apoiava a candidatura de Donald Trump não vale menos do que as fontes confiáveis que negaram esta história. Não é à toa que as vendas do livro “1984” de George Orwell teriam disparado após a declaração de “fatos alternativos” pela Casa Branca de Trump.

Ainda segundo o Oxford, a definição atual foi usada pela primeira vez em 1992 pelo dramaturgo sérvio-americano Steve Tesich. Esse adjetivo tem sido empregado frequentemente, mas houve um boom de uso da palavra, que cresceu 2.000% em 2016.

A “Pós-verdade” deixou de ser um termo jornalístico para se tornar central no comentário político, agora constantemente usado por grandes publicações sem a necessidade de esclarecimento ou definição em suas manchetes. É aí que começamos a falar das fake news.

A última edição da revista SXSW World destaca a preocupação latente e crescente sobre esse assunto, que virou pauta graças às recentes eleições que sofreram a influência negativa pela disseminação de fake news através das redes sociais. Isso também foi um dos destaques do painel do New York Times, “Covering POTUS: A Conversation with the Failing NYT”.

Conscientes desse compartilhamento tão nocivo, plataformas como Google e Facebook criaram mecanismos para dificultar a disseminação de notícias falsas contando com a colaboração dos usuários, criando aí uma nova forma de fazer jornalismo. Organizações como a International Fact-Checking Network (IFCN) ajudam a verificar a autenticidade de notícias publicadas.

A discussão aqui é a questão da motivação financeira destes produtores de conteúdo. A relevância e o impacto geram o negativismo graças ao modelo de remuneração da audiência. As fake news com mortes e escândalos fictícios de celebridades, que servem de clickbait pra gerar grana, realmente existem há muito tempo. Mas elas são insignificantes e não influenciaram de modo algum o pleito americano.

Tem gente realmente lucrando e sentindo-se bastante esperto com isso. Sem julgar quem tenta fazer comédia (na maioria das vezes, de mau gosto). Mas e a falta de filtro de quem compartilha? Quando notícias passam a ser marcadas como potencialmente falsas, isso só aumenta a responsabilidade de quem resolve compartilhá-la.

Como falamos muito por aqui e o New York Times reforça, a honestidade intelectual e a figura de um curador sério e com credibilidade são imprescindíveis. Mas, convenhamos, nos dias de hoje, uma simples pesquisa não é o suficiente para identificarmos uma notícia falsa?

Aí, entra o papel e propósito do jornalismo sério e responsável que, além de pesquisar e ir a fundo na verdade, vai incentivar essa preocupação. É sim mais fácil compartilhar do que checar a veracidade, então, saiba em quem confiar. Que comece a guerra contra a desinformação.

Leia aqui esse ótimo artigo do NYT sobre o assunto.

[signoff]

2 comments

Deixe um comentário