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Estratégias de Busca


Web Search Strategies in Plain English from leelefever on Vimeo.

A origem do ponto de interrogação

InterrogaçãoLá nos tempos em que o latim não era uma língua morta, o ponto de interrogação não existia. Sendo assim, ao redigir uma pergunta, você era obrigado a terminar a frase com o verbete “questio”. Isso dificultava um pouco o entendimento das coisas: até o cérebro dos leitores entender o tal do “questio” como uma indicação de interrogação, já era tarde demais.

Alguém teve a idéia de abreviar o dito-cujo. De “questio” fomos a “qo“. Menos pior, mas ainda ineficiente, afinal, “qo” também era uma palavra. Eis que alguém teve a brilhante idéia de colocar um “q” sobre um “o” e aí todos os leitores de latim vibraram. Não havia mais chance de errar: um “q” sobre um “o” indicava, definitivamente, uma pergunta. Então o tal sinal evoluiu até a forma que conhecemos - ? - e todos foram felizes para sempre.

Para conhecer outras histórias de arrancar interjeições em churrascos familiares, acesse o Neatorama.

O dia que conheci um gênio

wozsmall.pngEm 1970, eu morava na casa da minha avó. Tinha 6 anos e o Brasil estava ganhando o Tri Campeonato no México. Como nunca dormi cedo, naquela época eu sempre inventava uma historinha fantástica qualquer, para dormir. Aquelas historinhas embalavam o sono e, quando eram boas, duravam várias noites e realmente me davam vontade de ir para cama mais cedo. Uma das que eu mais gostava era a de que, embaixo do vaso do jardim da casa da minha avó, existia uma passagem secreta para um esconderijo (que, nas minhas fantasias, era muito parecido com a caverna do Batman). Lá no meu esconderijo secreto tinha um computador. Eu não sabia direito como era um computador, mas tinha uma máquina qualquer, que respondia todas as perguntas que um menino de 6 anos pudesse fazer. Eu adorava essa história. Assim, lá pelo início dos anos 80, quando apareceram os primeiros computadores, eu sabia que precisava ter um.
Steve Wozniak deve ser, o quê? Uns 15 anos mais velho do que eu. Cresceu em Silycon Valley, filho de um engenheiro eletrônico e, desde criança, mostrou enorme habilidade para a matemática. Aos 10 anos de idade, Woz já havia construído um circuito capaz de jogar o jogo-da-velha e um rádio transmissor e receptor. Na década de 50! Seu talento precoce o levou, ainda adolescente, para a HP. Ali, com acesso a manuais e equipamentos de última geração, em pouco tempo conseguiu ampliar seus conhecimentos e conceber o primeiro computador pessoal do mundo. Nessa época, Woz conheceu Steve Jobs, os dois tornaram-se melhores amigos e, pela insistência de Jobs, os dois abriram uma empresa para fabricar os computadores que Woz por 7 vezes apresentou para a HP e foram rejeitados. A Apple cresceu para se tornar a empresa que é hoje, mas após o lançamento do Mac, Wozniak - que sofreu amnésia temporária depois de um acidente de avião - preferiu seguir outros caminhos, atendendo à sua vocação criativa.

Woz não é um homem de marketing. Woz não é um CEO famoso. Mas Woz, como Bill Gates, Paul Allen e Steve Jobs, mudou a história contemporânea a partir de uma idéia tão óbvia hoje, mas que, na época, pouca gente acreditava: “no futuro, todos terão um computador em casa”.

Ontem, em Campinas, para uma platéia de mais de 1.000 pessoas (muitas das quais pareciam mal saber o tamanho do palestrante), Woz contou sua história. Contou humildemente a história de como ele e Steve Jobs inventaram a Apple e como muitos dos valores iniciais ainda estão preservados.

Quando a palestra terminou, boa parte da audiência saiu rapidamente para assistir ao show de Wilson Sideral (??). Wozniak desceu do palco meio sem graça e ficou num canto do auditório. Levei até ele sua auto-biografia, o livro iWoz, que li logo que foi lançado em 2006.

- O sr. se importa em assinar para mim?

- Nossa! Você tem o meu livro? Claro que assino… em nome de quem? - ele perguntou, sinceramente surpreso em ver seu livro no Brasil. Em seguida, pedi para tirar uma foto, num ataque de tietismo descarado, mesmo sabendo que a sala estava escura demais. Quando ele viu meu iPhone, branco, disse:

- É igual ao meu! - Sacou o dele do bolso e fizemos a foto aí do post.

- Como é que você usa um 3G aqui? - ele perguntou, sabendo que o iPhone 3G ainda não está oficialmente por aqui.

- Uso um SIMAdaptor.

- Ah! Sim! Eu conheço mais ou menos essas coisinhas - se referindo ao chip e, como se estivesse cochichando, continuou - mas sabe como é… hoje em dia eu não ligo muito mais para hardware.

E riu da própria piada. O homem que inventou o computador pessoal não liga mais para hardware.

Colaboração sem Organização

Clay Shirky é professor de novas mídias da NYU e escreveu um ótimo livro chamado “Here Comes Everybody“. Abaixo, durante uma apresentação no TED, ele fala sobre como as pessoas estão colaborando sem a presença formal de organizações. Para quem quiser entender melhor o fenômeno dos blogs e das novas mídias, veja o vídeo e compre o livro.

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Fotos de Museus da Medicina de outrora

anatodrawn.jpgJoanna Ebenstein tem um Blog, o Seeking Medical Curiosities e preparou uma coleção de fotos chamada Anatomical Theatre com modelos de corpos disecados cheios de anomalias e perebas de doenças bravas, usados por estudantes e médicos de um passado não muito distante. Sim, sim, é mórbido pra caramba, mas tem mais cara de um circo Freak Show do que nojeira pura e simples. Olhando com olhos de arte é um show. Joanna agora está preparando uma nova exibição, mas desta vez quer fuçar no acervo particular de médicos ao invés de museus. Pelo jeito as coisas mais trash ficam em armários em casa. [via]

Uma introdução antropológica ao YouTube

O Dr. Michael Welch, antropólogo e criador do vídeo  “Web 2.0 … The Machine is Us/ing Us“, deu uma palestra recente na Livraria Biblioteca do Congresso Americano sobre o YouTube. O vídeo é longo (55 min) mas vale por ser uma verdadeira aula sobre o profundo impacto que essa ferramenta vem causando na sociedade.

<via>

Finding Information (.pdf)

Finding Information: factors that improve online experiences é um estudo realizado em julho pela Institute for Dynamic Educational Advancement (IDEA) com 563 empresas, 250 web designer e 1675 usuários. Clique no link para baixar e aprender mais. UoD!

Gente conversando com gente

The Conversation (The art of listening, learning and sharing) é um mapa criado por Brian Solis do Blog PR 2.0 e que categoriza os principais representantes do Social Media, ou gente falando com gente. Mais do que sites, são canais entre mortais. Não é empresa falando com gente, não é jornalista falando com gente. Não estamos neste mapa, mas definitivamente estamos nesta foto. Estabelecer conversas turbinadas por tecnologia e com abrangência mundial é definitivamente uma das mais eficientes formas de compartilhar conhecimento e experiências e, claro, persuadir, como a velha e boa propaganda costumava fazer com mais propriedade. Clique na imagem para ampliar. Brian aproveita para recomendar a leitura do e-book gratuito The Essential Guide to Social Media. E, por que não, aproveite para rever o video do divórcio entre anunciante e consumidor expandindo o post.

[via]

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Barulhinho bom (pro português) - 2

portunido.jpgA crítica do Ruy Castro, por exemplo, é de que a reforma é cosmética  e vai custar caro. Outros acham que ela violenta as culturas locais, na linha das críticas à globalização (e o Brasil seria o grande “imperialista” do pedaço nesse caso, porque é, se não me engano, o que muda menos). Condenam ainda o fato de a unificação ser imposta como lei, de cima para baixo. De qualquer modo, queria destacar alguns pontos positivos dessa unificação:

  • Muita gente aqui no Brasil vai ouvir falar pela primeira vez em Cabo Verde, Angola, São Tomé… 
  • Isso vai chacoalhar um pouco o mundo dos gramáticos e revisores, que vivem uma guerra com os escritores, criticando quando estes se apropriam da língua e a reconstroem no dia-a-dia, e outra guerra com os linguistas, por estes enxergarem a língua como organismo vivo em vez de mumificado (peço perdão aos gramáticos e revisores que não pensam assim, mas eles são exceção).
  • É possível que aumente a escala  para editoras de livros de todos esses países, algo de que o mercado editorial desses países precisa muito.
  • A língua mais simples e una é bem mais fácil de ser aprendida por outros povos. Isso é essencial na globalização (outra vantagem competitiva, e das grandes, em relação a Rússia, Índia e China, os outros do BRIC).
  • Foi o Antônio Houaiss o grande defensor dessa reforma e esse era um cara admirável. Só por isso a unificação já merece respeito.
  • Havia duas opções, a meu ver: podia ser uma reforma  radical de uma vez – eliminando todos os acentos, por exemplo – ou um processo. Acho que vai ser processo, não deve parar por aí. E, se fosse radical, o ciclo natural de reação à mudança –aquele do choque, negação, raiva, negociação, tristeza e aceitação–  talvez fosse menos gerenciável.
  • Por fim, todo esse barulho em torno da língua lhe dá vida, faz com que os pessoas se concentrem nela um pouco. Que discutam e polemizem! É um barulhinho bom! 
  • Barulhinho bom (pro português) - 1

    paisesportuguesa.jpgA partir de janeiro de 2009 teremos, teoricamente, de mudar um pouco o jeito de escrever aqui no blog, nas revistas e jornais, nos relatórios das empresas. Vai entrar em vigor a unificação da língua portuguesa, em que o Brasil e mais 7 países (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor) vão passar a escrever igual e cada um se adaptará um pouco nesse processo. Lembrando algumas mudanças, que já estão sendo divulgadas por aí: 

    •  O trema desaparece de vez. Já vai tarde.
    •  Incorporamos k, w e  y no alfabeto. Antes tarde…
    • Tiramos o acento circunflexo do voo que eles veem, o acento agudo da ideia e da jiboia (e afins),  o acento diferencial de para (verbo) e para (preposição). Acho que quanto menos acentos, melhor. No inglês, eles usam you sem explicar se é você ou vocês,  e assim mesmo acabamos entendendo pelo contexto, não é?
    • Aceita-se a dupla grafia para algumas conjugações verbais em que a forma do passado e a do presente são idênticas. Como em “louvamos”. Agora, para escrever isso no passado, você pode acentuar: “louvámos”. Pode, mas não precisa. Eu não vou.
    • O hífen é que vai dar trabalho mesmo, mas eu acho a regra fácil. Quando se duplica a mesma vogal (no fim da primeira palavra e no início da segunda), hifeniza-se, enfatizando que se fala a vogal duas vezes: micro-ondas, em vez de microondas. E quando o som é de consoante dobrada na junção das palavras (como contra-regra, com som de RR), escreve-se como se fala: contrarregra –bem mais instintivo!

    Acontece que só isso, que muda 0,45% das palavras escritas no Brasil, está gerando um barulho danado, e de gente graúda, do prêmio Nobel José Saramago a Ruy Castro. Acompanhem no próximo post

    Os números do excesso de Informação

    Post com trilha:

    Você checa seus emails umas 50 vezes por dia? Entra no Messenger umas 77 vezes? Dá uma passadinha nuns 40 sites? Então você não está sozinho.

    Estudo promovido pela Basex e destaque do Wall Street Journal e NY times: Information Overload. Foram instalados tracking softwares em 40 mil computadores e os resultados, finalmente quantitativos, são impressionantes.

    • US$ 650 Bilhões jogados no lixo por “produtividade desperdiçada” (vagabundagem tech)
    • 50 checagens de e-mail por dia, por pessoa
    • 77 papinhos no Messenger por dia, por pessoa
    • 40 sites por dia, por pessoa

    Parece que finalmente os números começam a provar o que a gente constata olhando para o lado: muita gente ocupada, pouca gente produzindo de fato. Nada contra o ócio criativo, mas isso não tem nada a ver com e-mails, messenger, etc.

    The Book is on the Nintendo DS

    nin.jpgO colégio feminino Joshi Gakuen, em Tóquio, está usando Nintendos DS como ferramenta nas aulas de inglês. As meninas escrevem a palavra e uma voz eletrônica avisa se a grafia está certa ou errada. A novidade repercutiu de modo polêmico. Uns acham que é distração, outros acham que é foco total. Enquanto isso o colégio encomendou mais 40 aparelhinhos para mais uma turma de alunas. [via]

    Nós

     

    Outro dia precisei amarrar meu iate no pier da minha ilha de Angra… quer dizer, meu hobbiecat na Marina do Guarujá… tudo bem, meu bote inflável que eu comprei na Decathlon num pedaço de madeira lá na Guarapiranga. Descobri então que eu sou um ignorante na arte de dar nós, um analfabeto! Mas meus dias de nó cego acabaram! Achei este incrível site que lista 119 nós diferentes. Do Albright Knot ao Woggle. Tudo explicadinho e com tutorial. De hoje em diante só amarro meu sapatênis com o Double Surgeon’s Knot.

    Você sabe fazer conta? De que jeito?