A Campari chega ao seu quinto ano como Parceira Oficial do Festival de Cannes com uma aposta diferente. Em vez de ocupar o tapete vermelho como pano de fundo, a marca decidiu virar a câmera para o outro lado — para os corredores, os preparativos, as conversas que acontecem antes e depois das premières. O resultado é um projeto de conteúdo que usa talentos brasileiros para construir uma cobertura que parece menos press release e mais diário de bordo.
A iniciativa foi criada pela DPZ e coloca o Negroni no centro da narrativa. Não como produto a ser vendido, mas como personagem. O coquetel atravessa ambientes, encontros e bastidores como um fio condutor silencioso — presente nos momentos que definem o espírito do festival, mas que raramente aparecem nas coberturas tradicionais. É uma leitura inteligente do que o público passou a valorizar nas redes sociais nos últimos anos: o espontâneo, o íntimo, o que acontece fora do enquadramento oficial.
O que você vai ver
O projeto se organiza em torno de um conceito chamado “POV Campari”. A ideia é simples e eficaz: diferentes talentos brasileiros traduzem Cannes a partir dos seus próprios territórios criativos. Moda, música, poesia, fotografia, bastidores de preparação — cada convidado traz uma lente específica para o festival.
Silvia Braz interpreta o universo da moda. Rafael Vitti traduz a poesia dos encontros e das observações do cotidiano do festival. Pedro Novaes explora a música como linguagem. Thaila Ayala registra a cidade e os momentos espontâneos pela fotografia. Rafa Kalimann e Nattan mostram os rituais de preparação antes do red carpet — o que acontece nos quartos de hotel, nos camarins, nas horas que antecedem a entrada no tapete.
O criador de conteúdo Higor Blanco é responsável pela captação audiovisual ao longo de toda a programação em Cannes. Ele conecta os diferentes pontos de vista em uma narrativa que não segue o roteiro convencional de cobertura de evento. Sem cortes tradicionais, sem o formato de reportagem. A proposta é que o conteúdo respire como o próprio festival: vivo, imprevisível, com espaço para o acaso.
Um dos formatos mais interessantes do projeto é o que coloca o Negroni em primeira pessoa. A lente acompanha o drink ao longo da programação — deslocamentos, encontros, ambientes — como se o coquetel fosse o protagonista silencioso que ninguém percebe, mas que está em todos os lugares onde algo relevante acontece. É um recurso narrativo que funciona porque não tenta explicar demais. Ele simplesmente mostra.
Por que vale assistir
A decisão de usar talentos brasileiros para cobrir Cannes não é cosmética. Ela carrega uma lógica editorial clara: o Brasil tem uma relação crescente com o festival, e o olhar de quem vem de fora — mas com autoridade cultural própria — produz uma perspectiva que os veículos europeus não conseguem replicar. Cada convidado foi escolhido por ter um território criativo definido, não apenas por número de seguidores.
O que diferencia este projeto da maioria das ações de marca em festivais é a recusa em fazer cobertura de vitrine. A Campari não está lá para aparecer nas fotos ao lado de celebridades. Está lá para construir uma narrativa em que ela é o elemento de conexão — o que une as pessoas, os ambientes e os momentos. É uma posição de marca muito mais sofisticada do que o patrocínio de tapete vermelho convencional.
A linguagem escolhida também é relevante. O projeto se inspira diretamente na estética das coberturas espontâneas que ganharam força nas redes sociais — aquele tipo de conteúdo que parece captado por alguém que estava lá por acaso, mas que na verdade é construído com muito cuidado. É uma tensão produtiva entre o autoral e o estratégico, e quando funciona, o resultado parece genuíno sem perder o fio da marca.
Os conteúdos serão publicados nos canais digitais da Campari ao longo do festival, em formatos que incluem reels colaborativos, registros fotográficos, aftermovie e os conteúdos proprietários do conceito POV Campari. A distribuição fragmentada ao longo da programação é intencional: ela cria uma sensação de acompanhamento em tempo real, como se você estivesse em Cannes junto com os talentos.
Elenco e produção
A DPZ assina a criação do projeto. Mariana Hasselmann, diretora-executiva de Conteúdo da agência, define bem a premissa: “A gente não queria fazer mais uma cobertura de Cannes. Até porque o festival não acontece só nas premières. Ele acontece nas conversas, nos encontros e na energia que circula pelos bastidores.” Essa clareza de intenção é o que separa um projeto de conteúdo com ponto de vista de uma ação de patrocínio genérica.
Do lado da marca, Vinicius Löw, diretor de Marketing da Campari Brasil, articula o posicionamento com precisão: “A Campari não é apenas cenário: ela é a protagonista que torna os bastidores e os encontros ainda melhores.” É uma declaração de intenção que o projeto precisa sustentar na execução — e a escolha dos talentos sugere que a marca entende o que está fazendo.
O elenco de convidados reúne perfis com territórios criativos distintos e audiências que não se sobrepõem completamente. Silvia Braz traz o universo da moda e do lifestyle de alto padrão. Rafael Vitti e Pedro Novaes conectam o projeto ao entretenimento e à cultura pop. Thaila Ayala adiciona uma camada de registro visual e espontaneidade. Rafa Kalimann e Nattan — com perfis que transitam entre entretenimento e música — cobrem os bastidores e os rituais de preparação. Higor Blanco, como criador de conteúdo responsável pela captação, é a cola técnica e narrativa que mantém tudo coeso.
Ficha Técnica
Projeto: Campari no Festival de Cannes — POV Campari
Criação: DPZ
Direção de Conteúdo: Mariana Hasselmann
Captação audiovisual: Higor Blanco
Talentos convidados: Silvia Braz, Rafael Vitti, Pedro Novaes, Thaila Ayala, Rafa Kalimann, Nattan
Marca: Campari Brasil
Diretor de Marketing: Vinicius Löw
Distribuição: Canais digitais da Campari
Evento de referência: Festival de Cannes (5ª edição como Parceira Oficial)






