O silencioso movimento analógico

Fiz um post-enquete perguntando como o tempo que passamos nas redes influencia e afeta nossa rotina. A resposta mais votada foi: “Cada vez mais offline”.
Pessoa usando smartphone com camiseta branca. Pessoa usando smartphone com camiseta branca.

Há mais ou menos um mês, fiz um post-enquete perguntando como o tempo que passamos nas redes influencia e afeta nossa rotina. Para minha surpresa, a resposta mais votada foi: “Cada vez mais offline”.

Ser questionados sobre como lidamos com o nosso tempo livre nos obriga a revisitar o cotidiano. Posso apostar que você, assim como eu, também está precisando ressignificar essa relação, talvez tóxica, com a hiperconexão.

É post para tudo, todo dia, toda hora. Fora o recurso de salvar conteúdo, que alimenta a ilusão de que vamos parar, em algum momento, para ler ou estudar alguma coisa. Mas a verdade é que, na prática, não dá. Está quase impossível absorver tanto conteúdo. Aliás, surgiu até uma denominação para isso: saturação digital.

Mas existe solução? Não seria muita ilusão achar que, em pleno 2025, já estaríamos lidando de forma saudável com tanta informação e tecnologia ao mesmo tempo?

Essas respostas eu não tenho. Mas já existe um movimento silencioso nos puxando de volta ao analógico. O excesso cansa, as notificações nos esgotam — gerando uma aflição desnecessária. E, por conta disso, os efeitos de desconectar estão cada vez mais nos conquistando, justamente por trazer um pouco de paz de espírito.

Segundo o relatório The Future 100: 2025, da VML, destaca-se um consumidor dividido entre o digital e o analógico. A pesquisa, realizada com mais de 13 mil pessoas de 14 mercados, incluindo o Brasil, também ressalta o desejo por escapismo nesse cenário atual de incertezas.

Cada vez mais, nos sentimos menos presentes por causa da tecnologia. E a busca por uma vida mais simples tem se tornado um anseio coletivo.

Reflexo disso é uma sociedade tentando se equilibrar (ou pelo menos tentando) entre o real e o virtual, valorizando mais o bem-estar, com foco na comunidade e no senso de pertencimento.

As marcas precisam se adaptar. O foco, agora, é a conexão humana presencial, que gera experiências verdadeiramente enriquecedoras para os consumidores.

E você? Como se sente em relação a isso?