No Rock in Rio, com o Elton John prestes a começar seu show, o Itaú botou um karaokê no telão do Palco Mundo pra galera cantar “Your Song”.
O Itaú se apropriou do cenário de shows com uma força que nenhuma marca conseguiu ainda. São anos como patrocinador master do festival. Tem roda-gigante, torre do lado do palco, palco próprio — Fernanda Abreu fez um show ótimo por lá, inclusive — e a marca ainda consegue fazer uma ação dessa magnitude.
Por quê?
Porque ela cria pra fã feito eu. E mostra isso do jeito que tem que ser: simples, genuíno e sem pirotecnia.
Aliás, tudo que o Itaú faz envolvendo música é digno de estudo. E a Itaú Live é (mais um) ótimo exemplo disso. O Brasil é o segundo maior mercado de shows do mundo. Perde só para os Estados Unidos, que têm 100 milhões de pessoas a mais do que a gente.
Com uma plataforma focada em cocriar o espetáculo, o banco se coloca como parceiro do público: patrocina o evento, o acesso e a experiência sem ficar gritando “prestem atenção em mim”. A marca não quer interromper. Ela quer entreter. E o poder de estar à frente de algo que cria memória afetiva é imensurável.
“É só isso?”
“Tá, mas ‘Your Song’ não é triste demais?”
“Não sei, gente. Isso não é novo… já fizeram!”
“Karaokê? Isso é meio brega, né?”
Devem ter sido algumas das perguntas feitas durante a apresentação, acredito.
Eu estava no show do Elton John. Quando aquelas 100 mil pessoas olharam para o telão e cantaram juntas, o “fã feito eu” que a marca espalhou pela Cidade do Rock ficou verdadeiro. Mesmo sendo publicitário, entendendo o caos que deve ter sido aprovar e executar uma ação tão simples quanto essa, eu me emocionei.
Se a gente pegar na unha, karaokê é mesmo um formato antigo e brega. Só que também é uma celebração. É diversão, é contato, é paixão. Quando alguém canta com você, a nota na tela é o que menos importa.
É por isso que achei a ação tão boa. Ela não tratou o formato como uma coisa ultrapassada, batida ou velha, e sim como uma tradição. E talvez seja esse o lembrete criativo que realmente pode nos nortear: às vezes, pra grande, só é preciso ser simples.







